Heitor Steinhorst Viana
É no nome que não vi ser dado, que na minha espontânea vontade se deu significado.
Nas hilariantes batidas de lápis na carteira em que ocupava, que de dentro não me extraiu o júbilo. Agora,
o que falar dos mastigados esparrosos? Que nem se deram conta dos ouvidos a ouvir.
Que assim sejam os banhos sujos? Que não me deixaram decidir se me feriam, ou se por acaso me acalentavam
Não que meu nome fosse ‘mim’
Não que meu nome fosse ‘eu’
Não que meu nome fosse meu
Quem dera fosse justificado o sofrimento alheio, mas talvez a razão não tenha sido entregue, não sei se de mão beijada, para todos que fazem jus. Jus não sei à quem. Será que estou aquém? -Aqui! Sinto cheiro e gosto de saudade… Mas saudade de calçada molhada?
Isso certamente é obra de pessoa…
Nomes já se foram, não serei eu que os rebatizarei
Foi valho a pena puxar todas minhas peças que visto, incluso as mais que íntimas?
Não! Não é denúncia, mas comparo o próprio morador que quase ceifou a vida minha e de meu parceiro
irmão, na rua de minha própria casa, com todos os urubus funcionais e joaninhas inocentes, que servem como uma única e individual passagem de som da voz, que harmonizara como um coro de burburinho
Mas, se quiser, peço perdão por te fazer pisar em ovos
Mas também, talvez seja minha culpa acreditar em tal destreza de marchar
No fim, me relaciono assim com minhas obras e minhas pessoas
Com Obras e Pessoas
Produto jornalismo literário Quem vive conta. Crônica desenvolvida por acadêmicos da turma 2026.1 do curso de jornalismo UFMA/Imperatriz na disciplina de Produção textual I. Coordenado pelas professoras Camila Rodrigues e Milena Silva. Edição por Nathalia Monteiro.