A falta de acessibilidade em Imperatriz

As dificuldades que as pessoas com deficiência física encontram ao trafegarem por Imperatriz

 A lei n° 10.098 ​ ou Lei da Acessibilidade, que foi criada em dezembro do ano​ 2000, nos diz que as pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, têm o direito a acessibilidade nos espaços públicos, privados, transporte público, meios de comunicação, educação, mobiliários e etc. Infelizmente a maioria das cidades brasileiras não estão cumprindo essa lei, fazendo com que essas pessoas tenham o seu direito de ir e vir negado.Dentre essas cidades está Imperatriz, que fica no Sul do estado do Maranhão. 

‘’As ruas eu poderia dizer que são acessíveis, já o passeio ao público que são as calçadas, que a gente chama de calçada popularmente falando, não são acessíveis. A cidade de Imperatriz não está preparada para receber as pessoas com deficiência, as pessoas com baixa mobilidade, os idosos que estão com baixa mobilidade. Infelizmente Imperatriz não foi projetada e não está preparada pra atender quem necessita de acessibilidade. Essa é uma realidade concreta na cidade de Imperatriz’’, relata o professor da rede municipal de Imperatriz e presidente do conselho municipal da  pessoa com deficiência de Imperatriz Evandro Pereira Fernandes que é cadeirante.

Evandro Fernandes conta que as pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida encontram muitas dificuldades ao trafegarem nas ruas de Imperatriz pelo fato da estrutura da cidade não seguir as normas da Associação​ Brasileira de Normas Técnicas-ABNT. ‘’ Tanto nos estabelecimentos públicos como nos privados, as entradas de lojas, da própria delegacia e de outras entidades públicas também da cidade de Imperatriz falta acessibilidade, desde as rampas mal feitas como a inexistência das próprias. Tem lugar que nem rampa tem, e o não nivelamento da calçada do passeio público. As calçadas não estão dentro dos padrões determinados, elas não seguem o padrão estabelecidos pela ABNT, e aí o que que isso gera para a pessoas com deficiência, que ela dispute com os carros’’, relata.

Evandro nos conta que as pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida encontram muitas dificuldades ao trafegarem nas ruas de Imperatriz pelo fato da estrutura da cidade não seguir as normas da Associação​ Brasileira de Normas Técnicas-ABNT.

“Tanto nos estabelecimentos públicos como nos privados, as entradas de lojas, da própria delegacia e de outras entidades públicas também da cidade de Imperatriz falta acessibilidade, desde as rampas mal feitas como a inexistência das próprias. Tem lugar que nem rampa tem, e o não nivelamento da calçada do passeio público. As calçadas não estão dentro dos padrões determinados, elas não seguem o padrão estabelecidos pela ABNT,e aí o que que isso gera para a pessoas com deficiência, que ela dispute com os carros’’, afirma o presidente.

O professor nos conta que além de não haver acessibilidade nas ruas de Imperatriz também não há acessibilidade no transporte público da cidade e que participou da última greve que teve na cidade por melhorias no transporte público e pelo o direito de ir e vir. “Quando nós não tínhamos na cidade de Imperatriz o transporte por aplicativo, e não tínhamos também o programa Travessia, o meu único meio de mobilidade na cidade de Imperatriz era o transporte público, no caso o busão. Era só esse. E inclusive isso gerou até uma greve nossa aqui, fizemos com que a empresa anterior a essa que tem a concessão pública perdesse a concessão, eu particularmente fui ameaçado de morte e tal porque foi uma confusão danada, tive que fazer Boletim de Ocorrência porque eu tava na frente da greve, a gente tava na linha de frente disso, mobilizando os estudantes e etc por que eu tinha que ir para a universidade e o meio de ir para a universidade era o busão. E as vezes eu deixava de ir porque não tinha rampa. Até que dentro da universidade lá da UFMA a gente fez reuniu uma galera e começou a andar nas escolas e discutir a qualidade do transporte público. Que gerou uma greve, que gerou a perda da concessão, que eu passei tive que passar um mês fora da minha casa aqui, morando lá pelo centro porque me ameaçaram. Isso aí também faz parte da vida. Tudo isso por que? Por querer estudar’’.

Para Evandro, um dos exemplos de falta de acessibilidade na cidade é o prédio da prefeitura municipal de Imperatriz, uma construção antiga que não dispõe de estrutura física para pessoas com deficiência. “A prefeitura da cidade de Imperatriz, a casa que fica o gestor do município. Eu poderia dar outros exemplos, mas eu acho que esse exemplo ele vai englobar a realidade do município, se a minha casa como gestor público ela não tem acessibilidade eu vou pensar na acessibilidade da cidade? E eu não estou falando desse atual gestor, eu estou falando de um prédio que foi feito há tantos e tantos anos essa é uma pesquisa básica que a gente vai ver e na prefeitura não tem acessibilidade’’, desabafa.

O professor nos diz que além de não haver acessibilidade nas ruas de Imperatriz também não há acessibilidade no transporte público da cidade e que participou da última greve que teve na cidade por melhorias no transporte público e pelo o direito de ir e vir. ‘’ Quando nós não tínhamos na cidade de Imperatriz o transporte por aplicativo, e não tínhamos também o programa Travessia, o meu único meio de mobilidade na cidade de Imperatriz era o transporte público, no caso o busão. Era só esse. E inclusive isso gerou até uma greve nossa aqui, fizemos com que a empresa anterior a essa que tem a concessão pública perdesse a concessão, eu particularmente fui ameaçado de morte e tal porque foi uma confusão danada, tive que fazer Boletim de Ocorrência porque eu tava na frente da greve, a gente tava na linha de frente disso, mobilizando os estudantes e etc por que eu tinha que ir para a universidade e o meio de ir para a universidade era o busão. E as vezes eu deixava de ir porque não tinha rampa. Até que dentro da universidade lá da UFMA a gente fez reuniu uma galera e começou a andar nas escolas e discutir a qualidade do transporte público. Que gerou uma greve, que gerou a perda da concessão, que eu passei tive que passar um mês fora da minha casa aqui, morando lá pelo centro porque me ameaçaram. Isso aí também faz parte da vida. Tudo isso por que? Por querer estudar’’.

Para Evandro, um dos exemplos de falta de acessibilidade na cidade é o prédio da prefeitura municipal de Imperatriz, uma construção antiga que não dispõe de estrutura física para pessoas com deficiência. ‘’ A prefeitura da cidade de Imperatriz, a casa que fica o gestor do município. Eu poderia dá outros exemplos, mas eu acho que esse exemplo ele vai englobar a realidade do município, se a minha casa como gestor público ela não tem acessibilidade eu vou pensar na acessibilidade da cidade? E eu não estou falando desse atual gestor, eu estou falando de um prédio que foi feito há tantos e tantos anos essa é uma pesquisa básica que a gente vai ver e na prefeitura não tem acessibilidade’’, desabafa.

 

O estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão- UFMA-Campus Imperatriz, Raimundo Oliveira Marques, nos diz que a acessibilidade é muito escassa na cidade de Imperatriz. ‘’De fato não pode se dizer que tem, por que quando se fala em acessibilidade, esse termo acessibilidade é muito amplo e anda longe de acontecer na cidade. Talvez até a nível de estado e quem sabe país’’, diz.

De acordo com Raimundo, além da falta de acessibilidade nas ruas de Imperatriz, ele também encontra dificuldades em trafegar na instituição de ensino em que estuda. ‘’ Quando se tem acessibilidade, dizem que tem acessibilidade quando se tem uma rampa em qualquer lugar, ai pensa-se porque tem uma rampa já tá tudo resolvido. Como na própria instituição, que eles fizeram ai foi rampas que facilitassem para um cadeirante, até pra um deficiente físico, delimitando o lugar. Ele não pode ir e voltar por onde ele queira ele tem que dá uma volta enorme por que onde ele poderia ir reto não dá que não tem essas rampas então distribuídas em pontos estratégicos específicos. Ou seja, é complicado se falar em acessibilidade na cidade’’,
desabafa.

Raimundo nos diz que a maior dificuldade que as pessoas com deficiência visual encontram nas ruas e estabelecimentos de Imperatriz é a falta de piso tátil. ‘’ É que quando se fala em acessibilidade a rampa pra eles tá o suficiente. E a gente vê em locais públicos , por exemplo os locais da Prefeitura e Câmara municipal. As secretarias e algum outro ponto que seja do governo’’. O que você vê de acessibilidade é uma rampa. Nada de piso tátil para orientar uma pessoa com deficiência visual. Então a maior dificuldade que se tem é trafegar, andar e circular aí pela rua”,desabafa.

Para Raimundo ouvir as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida é fundamental para a prática da acessibilidade na sociedade brasileira. “ Tá faltando serem ouvidas as pessoas que de fato tem essa necessidade na acessibilidade. Existe um lema que é nacional já que é Nada sobre nós sem nós, mas esse não sai do papel, fica sempre na boca daqueles que são militantes, por que o poder público não faz essa observação, não quer atentar a esse detalhe tão simples, tão simples mas assim que faria toda a diferença em um serviço de fato e de qualidade”, sugere.

O que a prefeitura tem a dizer?

 

De acordo com o secretario da Secretaria de Infraestrutura de Imperatriz, esse não é só um problema da cidade de Imperatriz e sim das cidades brasileiras. “Olha é até um problema assim não apenas da cidade de Imperatriz, mas posso lhe garantir  assim das cidades brasileiras, do país. Inclusive o próprio governo federal ele tem até normativas de aprovação de projetos, principalmente quando a gente entra no âmbito de infraestrutura que exige a acessibilidade, que era uma coisa que não tinha esse cuidado e que partiram por volta de 2000 (ano) já teve uma norma, uma diretriz obrigando que as obras tivessem uma previsão também para a questão de acessibilidade. E inclusive a gente pode perceber nos próprios conjuntos habitacionais minha casa minha vida, aonde além das calçadas, que é o  vamos botar assim, o que a população fica mais visível, as rampas são exigidas, piso tátil é exigido. Então a gente já percebe que é o cuidado que já vem também do governo federal, governo do estado e governo municipal”, diz.

Zigomar nos conta que a prefeitura está investindo na acessibilidade nos espaços públicos para atender não só as pessoas com deficiência, mas sim com mobilidade reduzida. “Principalmente os investimentos são feitos nos espaços públicos, a gente agora concluiu agora a sétima praça, então a modernização dessas praças todas elas tem rampa, algumas delas tem até o próprio piso tátil também que é um cuidado que a gente tem que ter não só com aquelas pessoas que tenham essa portador de necessidades especiais, ou essa deficiência, mas também  até a locomoção das pessoas com uma certa idade que a gente tem que ter esse cuidado com eles ‘’, afirma.

Sobre a falta de acessibilidade na Prefeitura de Imperatriz, Zigomar nos diz que isso é devido a estrutura do prédio ser muito antiga e que mesmo assim as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida são atendidas tanto pelo próprio prefeito como pelos departamentos. “Mas existe realmente essa questão mesmo até da própria construção do prédio da prefeitura essa necessidade de ter no mínimo um elevador, ou rampa, mas a rampa ela vai ocupar um espaço maior e a gente tá tendo esse cuidado na hora de fazer uma reforma a gente já ter essa adequação pra justamente essas adequações nesses prédios existentes. A prefeitura é um deles que a gente precisa fazer. Mas hoje se tiver alguém(alguma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida que queira falar com o prefeito) o próprio prefeito desce para atender assim como dos outros departamentos”, diz.

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