O Café no tempo e no gosto

Os diferentes tipos de café que você deve experimentar

Por Roberto Samora

O café pode ser preparado de diferentes maneiras, mas todas elas vão contar com os mesmos benefícios da bebida

O café está entre as bebidas queridinhas dos brasileiros, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou até entre uma refeição e outra. Por mais que existam polêmicas sobre o seu consumo, se não for consumido em excesso, ele traz muitos benefícios para o organismo – como aumento da energia, prevenção do câncer por ser rico em antioxidantes, alívio de dores de cabeça e até melhora na digestão.

Pensando nisso, para a alegria de quem ama a bebida, preparamos uma matéria especial com 6 diferentes tipos de café que você precisa conhecer para ontem para enriquecer o seu repertório. Vem conferir!

cappuccino

Também muito conhecido entre os amantes de café, o cappuccino nada mais é que uma mistura da bebida clássica com um pouco de leite e muita espuma. Em alguns casos, para quem deseja incrementar, tem até uma adição de canela, chantilly e outros ingredientes extras. Esse é, sem dúvidas, um clássico com um gostinho a mais!

Média

Também conhecido como Café Cortado, esse tipo é um dos mais tradicionais nas cafeterias brasileiras. Sua receita é bem simples: ele é feito com café expresso, leite vaporizado e, para finalizar, uma camada de espuma. Fica uma delícia, e você, certamente, já viu esse pedido por aí…

mOCHA

Gosta de chocolate? Então esse é o sabor perfeito para você! Isso porque a bebida leva uma calda do ingrediente na mistura com espuma de leite e expresso. O resultado é um café mais docinho, ideal para quem não gosta do sabor muito forte da cafeína.

Vietnamita

Esse tipo de café funciona como uma sobremesa – ou seja, é ideal para quem ama tomar um cafezinho após as refeições. Para seguir a receita, o segredo é adicionar à bebida um pouco de leite condensado, gema de ovo e pronto!

CAFÉ DE OLLA

Agora, se a ideia é experimentar algo mais diferente, vale apostar nesse café mexicano conhecido como “café de Olla”. Além de já ter um sabor diferente por ser servido em um recipiente de argila, ele também ganha um gosto exótico por contar com canela e um doce feito a partir da cana-de-açúcar, o piloncillo (que nada mais é que uma espécie de rapadura).

Expresso Romano

Quer realçar o sabor do café? Então a dica é apostar no chamado Expresso Romano. Nele, assim como é feito com algumas bebidas, basta adicionar uma rodela de limão na xícara que será servida para garantir um leve toque ácido no gostinho.

HISTÓRIA DO CAFÉ

A história do café no Brasil e no Mundo

História do Café no Mundo

O café é uma planta originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia (Cafa e Enária), onde ocorre espontaneamente como planta de sub-bosque. A região de Cafa pode ser a responsável pelo nome café. Segundo uma das “lendas” da descoberta do cafeeiro, um pastor etíope foi quem percebeu que algumas de suas cabras mudaram seu comportamento após fazer uso de folhas da planta de café em sua alimentação, influenciando no comportamento de monges que o observaram.

Da Etiópia foi levado para a Arábia. Os árabes tentaram manter o privilégio, pois foram os primeiros a cultivar essa planta “milagrosa” que assumia grande importância social devido ao seu uso na medicina da época para a cura de diversos males. Da Arábia o café foi levado primeiramente para o Egito no século XVI e logo depois para Turquia. Na Europa, no século XVII, foi introduzido na Itália e na Inglaterra. O café era consumido por diversas classes sociais, inclusive por intelectuais. Logo depois passou a ser consumido em vários outros países europeus, chegando à França, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Holanda.

Café no Brasil

Na Guiana Holandesa (hoje Suriname), foram introduzidas mudas do Jardim Botânico de Amsterdã. Chegou à Guiana Francesa através do Governador de Caiena que conseguiu, de um francês chamado Morgues, algumas sementes semeando-as no pomar de sua residência. A partir desse plantio o Sargento Francisco de Mello Palheta transportou para o Brasil, para a cidade de Belém (Pará) em 1727, algumas sementes e plantas ainda pequenas. Em Belém, a cultura não foi muito difundida. Foi levada nos anos seguintes para o Maranhão, chegando à Bahia em 1770. No ano de 1774 o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe do Maranhão para o Rio de Janeiro algumas sementes que foram semeadas na chácara do Convento dos Frades Barbadinos. Então espalhou-se pela Serra do Mar, atingindo o Vale do Paraíba por volta de 1820. De São Paulo, foi para Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná

Historiografico

No Brasil, o desenvolvimento da cultura confunde-se com a própria história do País devido a sua grande importância econômica e social (o “Ciclo do Café”).
1820: A partir dessa década, o Brasil passou a ser considerado exportador de café com exportações contínuas do produto, provenientes do Vale do Paraíba-SP, Araxá-MG e Goiás.
1845: O Brasil produz 45% do café mundial.
1857: Elevação dos preços internacionais devido à recuperação da economia européia e redução da oferta de café brasileiro, devido ao ataque do inseto “bicho mineiro” nas lavouras e pela limitação de mão-de-obra escrava (lei Eusébio de Queiroz). Os preços tiveram uma elevação de 50%, o que causou grande expansão da produção nos anos seguintes.
1865: Os preços caíram devido à diminuição das exportações para os Estados Unidos, que enfrentavam a Guerra de Secessão.
1906: O mercado sofre a primeira grande intervenção do governo motivada pelos preços baixos que mal cobriam os custos da colheita. O estoque já era grande em 1902 e a expectativa de grande colheita para 1906, com cerca de 17 milhões de sacas, quando o consumo mundial era de apenas 20 milhões, provocaram baixa nos preços. A intervenção ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1906, quando os governantes de São Paulo e Minas Gerais assinaram o “Convênio de Taubaté”. Fixou-se um preço mínimo do café e o plantio de novas lavouras foi proibido.
1918: Grande geada reduziu a produção brasileira causando elevação de preços.
1932: Queima de estoques devido à superprodução. Os estoques chegaram a 33,5 milhões de sacas e até 1944 foram incineradas mais de 78 milhões de sacas. Proibição de novos plantios de café.
1939 a 1945: A segunda guerra mundial causou queda nos preços internacionais do produto.
1945/54: Melhoria dos preços após a guerra incentivou novos plantios.
1955: Superprodução de 22 milhões de sacas.
1962/67: Erradicação de 2 bilhões de pés de café. Em 1964, a retenção de estoques chegou a 48 milhões de sacas, como tentativa de elevação dos preços que estavam muito baixos.
1969: Geada no Paraná destruiu cerca de 80% da safra seguinte causando elevação dos preços.
1970: O Governo Federal lança o plano de renovação dos cafezais. Oferece financiamento farto, estimulando principalmente os Estados do centro-sul (regiões Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba), a aumentarem o parque cafeeiro.
1977: Preços altos devido à geada em 1975, que dizimou a cafeicultura no sul do País, com maiores efeitos no Paraná. Ocorrência da doença “ferrugem alaranjada do cafeeiro”, que foi se agravando desde a sua introdução no Brasil em 1970. Nessa época os preços do café tiveram seus valores mais altos da história, cerca de 400 dólares por saca.
1986: Longo período de seca e esgotamento dos cafeeiros no centro-sul do país provoca forte elevação dos preços. Com esse aumento do preço, as cláusulas do Acordo Internacional do Café deixaram de funcionar. Começa a operar o mercado livre no exterior, resultando em queda do preço, após curto período de elevação.
1987: Renovação do Acordo Internacional do Café e, apesar dos preços em baixa, houve tendência de estabilização (120 a 140 cents de dólar por libra peso).
1989: Término do Acordo Internacional do café.
1991/93: Fase de preços muito baixos, chegando a menos de 40 dólares em determinados períodos. Houve grande erradicação de lavouras no centro-sul do Brasil e o abandono das lavouras por grande parte daqueles que permaneceram na atividade.
1994: Ocorrência de duas fortes geadas que atingiram grandes áreas produtoras no Brasil. Praticamente todo o Estado do Paraná, boa parte do Estado de São Paulo e áreas consideráveis do Sul de Minas Gerais tiveram suas lavouras seriamente atingidas. Um longo período de seca após as geadas atrasa ainda mais a recuperação das lavouras. Os preços sofreram altas históricas, chegando a ultrapassar 200 dólares/saca.
1995: Grande redução da produção brasileira (cerca de 12 milhões de sacas), resultado das geadas em 1994. O preço cai um pouco, estabilizando entre 150 e 180 dólares/saca em razão dos compradores internacionais operarem com estoques mínimos.
1996: O Governo Federal cria o Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), constituído por doze membros, dos quais seis representam o governo e seis o setor privado: CNC (02), CNA (01), FEBEC (01), ABIC (01) e ABICS (01).
2001: O preço do café atinge menos de $35/saca, um dos preços mais baixos da historia.
2011: O preço do café mais do que dobra entre 2010 e 2011, alcançando $350/saca em março de 2011, um recorde de mais de 30 anos. Esse aumento se deve principalmente à forte redução do estoque dos países consumidores e problemas na safra de alguns dos principais países produtores como a Colômbia. O fato de 2011 ser o ano de baixa da safra brasileira, devido à bianualidade da produção, ajuda na alta dos preços.

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