A cultura africana tem sido bastante divulgada durante a 16ª edição do Salimp, diversos mini-cursos, palestras e oficinas foram e serão dadas até o fim do evento. Nesta quinta-feira, dia 04, foi ministrada uma oficina com o tema “Na trilha do Griot: a arte de contar histórias segundo a tradição africana”, que contou com a participação do ministrante Rogério Andrade, que é professor, escritor, palestrante, contador de histórias, especialista em cultura africana e ex-voluntário das Nações Unidas na Guiné-Bissau. A oficina tinha a finalidade de expor a cultura africana, por meio das histórias que são conhecidas no continente africano, principalmente os contos infantis.

O palestrante expôs maneiras de contar histórias para crianças, utilizando de gestos, expressões corporais, mudanças na tonalidade da voz e maneiras de prender a atenção do público no início de uma narração. Rogério também falou de sua trajetória, que sempre foi voltada para o público infantil,  tendo viajado os cinco continentes em buscas de histórias que lhe chamassem atenção, os contos que mais lhe deram desejo de aprofundamento, foram os da África.

Rogério costuma dizer que já nasceu com o instinto da leitura, “sempre fui apaixonado por leitura, desde pequeno já carregava comigo essa característica, as leituras que mais me chamam atenção são voltadas ao conhecimento de culturas diferentes, por isso rodei o mundo praticamente todo com a finalidade em explorar os contos infantis mais conhecidos em cada país, principalmente os de língua portuguesa”

“Tenho um pouco de receio em relação a me expressar em público, e esse tipo de oficina é muito importante, para estimular e aperfeiçoar este momento tão temido para muitas pessoas, é uma forma de ‘quebrar’ esse medo, principalmente para quem quer se tornar professor, que é o meu caso, então estou em buscando me aperfeiçoar ainda durante a graduação”, disse Rodrigo Sousa, estudante do curso de História. Ao todo a oficina contou com a presença de seis pessoas.

Segundo a última pesquisa realizada pelo IBGE em 2017, mais da metade da população brasileira é de pretos ou pardos, cerca de 54%, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras. A influência negra no país vem de séculos com a chegada dos escravos africanos no Brasil, o que fez com que sua cultura fosse ricamente explorada.

O professor Rogério Andrade, segurando o instrumento musical africano, Calimba.