População teme o crescimento do desemprego

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Em meio ao grande caos na saúde pública causado pelo  vírus da Covid-19, a população também é alcançada pelo tão temido desemprego. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), até o segundo trimestre, a taxa de desemprego no Maranhão era de 16%. Antônia Dinair Santos Sousa, 38 anos, é um dos nomes da lista de redução da empresa na qual atuava há dois anos no setor administrativo.

Como a pandemia gerou muitas despesas e o número de clientes da empresa na qual trabalhava diminuiu, os proprietários resolveram reduzir o quadro de funcionários, formalizando a demissão de Antônia. Ela conta do transtorno que o desemprego causou no seu dia a dia. “Fiz algumas despesas a longo prazo, esperando pagamentos futuros que não virão”.

Em busca de solucionar a situação, Antônia Dinair evita gastos desnecessários, aproveita o seguro-desemprego para quitar algumas dívidas e se motiva para ir atrás de outro trabalho. “É muito difícil o momento que a economia no país está passando. Está cada vez mais complicado arrumar trabalho, ir atrás de outro emprego e se cadastrar nos bancos de empresas pode ser uma boa saída”.

Carlos Zanes da Silva, 40 anos, é instrutor de autoescola há um ano, mas, com a paralisação das atividades, deixou de trabalhar por quatro meses. Em agosto, depois da retomada, ele resolveu não voltar a trabalhar devido ao fato de morar com a mãe idosa, de 80 anos, por se tratar de uma pessoa do grupo de risco. “Estou desempregado por opção, resolvi não retornar ao trabalho, pois sou eu quem cuida de minha mãe, por me preocupar em trazer o vírus para ela”. O patrão ainda chegou a procurá-lo duas vezes, mas
Carlos Zanes alegou que está se virando com o auxílio emergencial, programa do governo federal.

 

Medo– Antônia Sousa da Silva, 41 anos, trabalha há três, como empregada doméstica em casa de família no condomínio Parque das Mansões. Ela ficou um mês sem trabalhar devido ao fato de alguns membros da família de seus patrões terem contraído o vírus. “Fiquei muito preocupada com minha filha, que é do grupo de risco, pois está enfrentando um tratamento contra o câncer”, explica. Ela acrescenta que a sua filha estava passando esse período em sua casa para receber o suporte da família neste momento de enfermidade e, depois dos 30 dias, retornou às suas atividades.

O Sine de Imperatriz informa que, apesar do momento, foram abertas 337 oportunidades de emprego, sendo que, desse total, 225 foram ocupados entre maio e novembro deste ano. “Nossa empresa faz parte dos serviços essenciais”, conta a gerente de recursos humanos Marli Alves, 36 anos, sobre o fluxo de contratações durante a pandemia que continuou normal, dentro das adaptações necessárias. As seleções aconteciam a partir de horários marcados, mantendo as regras de distanciamento entre o candidato e o entrevistador, com o uso de máscara e álcool em gel.

Uma das adaptações foi também usar da tecnologia para o recrutamento por meio de entrevistas por videoconferência. Marli diz que enfrentou algumas dificuldade durantes esses processos, como a desistência de candidatos, por exemplo, que tinham entrevista marcada e não compareciam. Outro impecílio foi ter que diminuir a quantidade e o ritmo de entrevistas para atender às medidas de segurança.

“A procura deu uma diminuída devido ao medo que as pessoas ficaram de sair de casa, de se expor. Porém, conseguimos atender a nossas demandas”.

 

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