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Poluição sonora em áreas residenciais lidera chamados da Guarda Municipal de Imperatriz em 2026

Texto: Ana Beatriz Sousa

Pauta: Kennedy Lopes

Fotos: Ana Beatriz Sousa e Acervo Fiscalização SEMMARH

A poluição sonora e a perturbação do sossego público continuam sendo um desafio em Imperatriz. De janeiro a julho de 2026, a Guarda Municipal de Imperatriz (GMI) já atendeu 39 ocorrências relacionadas ao problema. Ao contrário do que se costuma imaginar sobre o barulho em polos comerciais, bares, restaurantes, templos religiosos ou casas de eventos, dados da GMI apontam que a maioria absoluta desses chamados ocorreu em áreas residenciais.

Esse mesmo cenário se repete na fiscalização ambiental. Informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMMARH) confirmam que o maior volume de chamados recebidos pelo órgão também tem origem nas residências. Segundo dados oficiais da pasta, entre 1º de janeiro e 29 de setembro de 2026, foram registradas 245 denúncias de poluição sonora na cidade. Apenas no primeiro semestre, as ações gerais de fiscalização ambiental resultaram em 98 notificações, 14 embargos e apreensões (quando há a suspensão da atividade e o confisco das caixas de som), além de 13 autos de infração, que são as autuações que geram multas por crime ambiental.

Fiscais e PM utilizam decibelímetro para medir o volume do som para comprovar infrações nos locais

Apesar da concentração de queixas em áreas residenciais, a corrida eleitoral levou o barulho de volta às ruas e movimentou os canais da Justiça Eleitoral. Os dados estão em constante atualização durante este período, mas Imperatriz já soma 56 denúncias ativas no aplicativo Pardal, ferramenta oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite aos cidadãos denunciarem irregularidades nas campanhas.

O impacto desse excesso de barulho nas ruas reflete diretamente dentro das casas, afetando principalmente a saúde de pessoas atípicas, idosos e animais de estimação. É o que relata a servidora pública Raiane Nolêto Barbosa,  tutora da cadela Évora. “A Évora morre de medo de fogos e daquele barulho de escapamento de moto. Ela sempre se esconde atrás ou debaixo da cama e fica com o corpo todo tremendo. É um sufoco. No domingo mesmo, dia das eleições, o dia todinho teve fogos por aqui. Ela passou o dia inteiro escondida e com o corpo trêmulo, treme tudo” desabafa.

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Equipamentos de som de grande porte agravam o problema da poluição sonora na cidade

No panorama estadual, o Maranhão acumula 2.552 queixas nesta eleição. Dentro das estatísticas detalhadas pela plataforma, 65 registros estão diretamente ligados ao uso abusivo de carros de som, minitrios e trios elétricos. A maior parte das irregularidades relatadas no estado envolve o uso de bens particulares (como colagens de adesivos sem autorização), com 1.544 casos registrados até o último detalhamento, e o cargo que lidera as denúncias é o de Deputado Federal.

Onde denunciar:

Guarda Municipal: 153 ou (99) 99120-7328

Polícia Militar: 190

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMMARH): (99) 98117-6000 ou Sistema Eletrônico Ambiental da SEMMARH .

Campanhas Eleitorais: App Pardal (TSE), disponível para celular (Android e iOS). Exclusivo para abusos políticos, como carros de som irregulares.