Nova Federal do Maranhão promete agilidade no antedimento das demandas estudantis

Ocorreu nesta sexta-feira, 22 de outubro, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores que discutiu a criação de uma nova universidade para a cidade de Imperatriz e municípios próximos. O evento debateu a separação entre a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e os campus de Imperatriz, Grajaú e Balsas. Segundo o coordenador e professor do curso de Jornalismo, Marco Antonio Gehlen, o principal impacto desta medida para o corpo estudantil é o fato de que as futuras decisões poderão ser tomadas no próprio campus.

Isso implicará na inserção de alunos deficientes na universidade. “Até pouco tempo, os alunos que tinham, por exemplo, uma deficiência, para entrar num curso, tinham que ir até São Luís, presencialmente. Imagine, um aluno cego, com deficiência de locomoção, tinha que ir até lá para comprovar que possuía alguma deficiência para poder ocupar a vaga. Isso porque nós não temos autonomia. No futuro, essas coisas serão feitas aqui”, afirma o coordenador.

A discussão é resultado da união dos alunos, docentes e representantes de entidades regionais no movimento Nova Federal Maranhão, que busca contribuir com projetos que defendem a criação de uma nova universidade federal no estado. O diretor da Universidade Federal do Maranhão Daniel Duarte reforça que o impacto maior será na qualidade e no atendimento das demandas locais.

Fila de espera

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou que os estados do Norte e do Nordeste serão privilegiados na incorporação das novas instituições federais de ensino. Além da Universidade Federal da Amazônia Maranhense (Ufama), serão criadas mais quatro universidades federais e seis Institutos Federais de Ensino Superior (Ifes) no País.

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