Coordenador do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas Kâuhu Pataxó segura o acordo da Bolsa Permanência. Foto: Gabriel Jabur/MEC.

 

O Ministério da Educação (MEC) reabrirá o sistema de gestão do Bolsa Permanência até 29 de junho, com cerca de 4 mil novas vagas a serem ofertadas, e orçamento de R$ 20 milhões. A Bolsa Permanência é direcionada aos estudantes quilombolas e indígenas matriculados em cursos presenciais de educação superior nas instituições federais, no valor de R$ 900,00.

A reabertura do programa Bolsa Permanência foi anunciada na quarta-feira, 5 de junho, em reunião na sede do MEC em Brasília, num acordo articulado entre os secretários de Educação Superior, Arnaldo Lima, e de Modalidades Especializadas da Educação, Bernardo Goytacazes, juntamente com as lideranças indígenas e quilombolas.

Secretários de Educação Superior, Arnaldo Lima, e de Modalidades Especializadas da Educação, Bernardo Goytacazes, com as lideranças indígenas e quilombolas. Foto: Gabriel Jabur/MEC.

 

“Chegamos a muito mais acordos do que divergências, e o que foi pautado ali vai ser profundamente positivo pra nós do MEC, enquanto produção de políticas públicas, quanto para esses grupos discutirem a sua realidade local”, afirma Bernardo Goytacazes. O líder indígena também comentou a efetividade da reunião. “Foi bom o diálogo, mas esperamos que além do diálogo, a ação também seja”, comenta o Coordenador do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas, Kâuhu Pataxó.

Aperto de mão simbolizando acordo entre MEC e indígenas. Foto: Gabriel Jabur/MEC.

 

A Secretaria de Educação Superior (SeSu) do MEC ainda tem a proposta de que estudantes que excederem nas inscrições do Bolsa Permanência sejam inseridos no  Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que possui o objetivo de auxiliar estudantes de baixa renda a permanecerem nos cursos presenciais de graduação das instituições federais de ensino.

 

As informações são do Ministério da Educação