Maria Moraes
Em um belo dia de terça-feira, na escola, haviam quatros amigas que estavam preocupadas, pois era dia de prova de matemática e duas delas não haviam estudado. Uma das meninas teve uma brilhante ideia “Já sei! Vamos sentar na parte de trás da sala. E a Maria e a Emila, que estudaram, ajudarão a gente na prova.”
E assim fizeram. Quando chegou a hora, as quatro se sentaram o mais próximo que conseguiram uma da outra. Maria e Emila responderam suas questões e, depois, trocaram as provas com Mônica e Ana Claudia. As duas tentavam despistar a professora, fingindo responder as provas das outras colegas.
Em determinado momento, Ana Cláudia já impaciente e buscando tornar o ato o menos suspeito possível, levantou-se para tirar uma dúvida. Enquanto isso, Maria tentava de todas as maneiras chamar a sua atenção para ela não ir até lá, pois ela estava com a prova dela em mãos. As garotas olharam umas para outras, desesperadas. Agora lascou-se pensaram. Ao chegar perto da professora, Ana perguntou: “Tia, não estou conseguindo entender muito bem essa questão. A senhora poderia me ajudar?”. “Ana Claudia, sabe que não posso ajudar vocês em dia de prova”, disse a professora. “Só responde se estou no caminho certo”, insistiu Ana Claudia.
Nesse momento, um colega que já tinha terminado a sua prova e estava sentado do lado da professora disse “Tia, essa prova é da Maria”. Ana Claudia puxou o papel rapidamente em direção ao peito. “Não é não”, gritou Ana. “É sim, vocês apagaram o nome, mas ainda dá de ver a marca do nome dela”. Lá do fundo da sala, Maria já sabia a merda que tinha dado. “Maria, vem aqui agora!”, gritou a professora.
Enquanto fazia o caminho até a mesa da professora, ela só queria que um buraco se abrisse debaixo dos seus pés. “Anda, se expliquem pediu a professora”. “Oh, tia, desculpa. A Claudia implorou para que eu a ajudasse. Fiquei com pena e acabei ajudando”. “Isso não é suficiente, Maria. Não é respondendo a prova por ela que você vai ajudá-la”. Ana foi para abrir a boca para se explicar, mas Maria lançou-lhe um olhar tão mortal que ela tornou a fechar. “Eu poderia dar um zero para as duas” disse a professora. “Não tia, por favor!” pediram as garotas. “Só não vou fazer isso porque gosto muito de você, Maria, e sei que, no fundo, você não fez por mal. Dependendo da sua nota, vai ficar com média sete. Já você, Ana, vai ter que refazer a prova”. “Obrigada tia”, agradeceram as garotas.
Antes de encerrar o assunto, a professora avisou que, na próxima prova, iria separar todo o grupo, deixaria cada garota numa extremidade da sala, para evitar que algo semelhantes acontecesse novamente. Ao retornarem aos seus devidos lugares, Ana Cláudia insistiu em pedir desculpa a amiga, mas Maria não estava em um bom ânimo para desculpar a amiga. “Da próxima, deixo você se lascar”, deixou claro Maria.
Produto jornalismo literário Quem vive conta. Crônica desenvolvida por acadêmicos da turma 2026.1 do curso de jornalismo UFMA/Imperatriz na disciplina de Produção textual I. Coordenado pelas professoras Camila Rodrigues e Milena Silva. Edição por Nathalia Monteiro.