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Sidney Pereira: por trás das histórias que o Brasil precisava ouvir

Repórter relembra 35 anos de TV Mirante, os desafios da profissão que escolheu ainda menino e a relação com a natureza que nunca deixou para trás.

Isis Dias

Miqueias Razias

Sidney Pereira em uma aldeia indigena
Foi perto das pessoas que Sidney Pereira encontrou as histórias mais marcantes de seus 35 anos de reportagem. Foto: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

Se você, assim como escritores desse texto, cresceu assistindo às reportagens da TV Mirante provavelmente tem um nome que sempre vem à sua cabeça quando o assunto é jornalismo maranhense. Há uma ironia na história de Sidney Pereira. O menino que, certa vez, ficou intrigado ao descobrir pessoas dentro de uma pequena televisão cresceu, tornou-se repórter e passou boa parte da vida aparecendo naquele mesmo aparelho. Percorreu estradas, entrou em comunidades esquecidas pelo poder público, acompanhou conflitos e ajudou a revelar histórias que alcançaram milhões de brasileiros. Hoje, depois de 35 anos na TV Mirante, é de volta ao ambiente rural que ele fala sobre o caminho percorrido.

Sidney conta sua história na fazenda de seu pai, que fica na região de Rondon do Pará. A conversa é sem cerimônia e, quando percebe nosso nervosismo, procura diminuir a distância: “Nós somos colegas”. Antes mesmo das primeiras perguntas, ele avisa que está na roça e comenta sobre o lugar escolhido para a entrevista. Ao fundo, os sons do ambiente ajudam a compor o encontro. Há pássaros, galinhas e outros animais por perto. Sidney fala das árvores, do rio e da tranquilidade das primeiras horas do dia. “Aqui eu sou quem eu sou de verdade. A essência do Sidney tá exatamente aqui na roça, debaixo das árvores, no meio do mato”.

A declaração ajuda a compreender uma característica que atravessa sua trajetória: embora tenha construído a carreira diante das câmeras, Sidney parece encontrar maior identificação nos lugares onde a televisão nem sempre chega.

O mundo dentro da televisão

Sidney Alves Pereira nasceu em 27 de março de 1961, na cidade de Nanuque, interior de Minas Gerais. Cresceu em uma família ligada ao trabalho rural, em uma realidade na qual a televisão ainda era uma novidade distante. A primeira vez que viu um aparelho, na casa de um vizinho, não compreendeu como aquelas pessoas podiam caber dentro de uma caixa tão pequena. Aos poucos, começou a perceber que existia um mundo para além das paisagens que conhecia. As imagens de correspondentes internacionais, transmitidas de países distantes, despertaram seu interesse.

Nas manhãs frias de Minas Gerais, enquanto realizava tarefas no campo, imitava os jornalistas que apareciam na televisão. A fumaça produzida pela respiração no frio lembrava as transmissões feitas em lugares de temperaturas baixas. Entre uma atividade e outra, imaginava-se diante das câmeras, contando histórias de outros lugares. “Eu via que quando eles falavam saía aquela fumacinha da boca e eu saía imitando, enquanto eu buscava o animal para levar o leite do curral pro laticínio”.

Hélio Costa, jornalista mineiro que ganhou projeção como correspondente internacional, tornou-se uma de suas referências. Sidney também menciona profissionais como Caco Barcellos ao recordar o tipo de reportagem que admirava, na qual o jornalista sai da redação, conhece o território e procura compreender o que acontece com as pessoas.

Aos dez anos, sua família deixou Minas Gerais e se mudou para o Pará, durante o período de ocupação da Amazônia incentivado pelo governo militar. Seu pai continuou trabalhando na agricultura, enquanto Sidney enfrentava os desafios de estudar longe de casa. A distância da família aparece entre as lembranças menos agradáveis. Para o jornalista, estudar significava abrir mão da convivência cotidiana com os pais e irmãos. A possibilidade de ingressar no ensino superior também parecia limitada pelas condições financeiras.

O sonho e a primeira pauta

O seu caminho mudou quando chegou ao Maranhão, em 1982, a convite de um amigo. Conheceu São Luís e prestou vestibular para Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Foi aprovado e ingressou no curso no ano seguinte, conforme as datas que recorda. Antes mesmo de começar as aulas, decidiu participar de um encontro da Federação Nacional dos Jornalistas, na Bahia. Queria conhecer de perto os debates da profissão que havia escolhido. Durante o evento, chamou a atenção de Cordeiro Filho, empresário da imprensa maranhense, que lhe ofereceu uma oportunidade na redação do Jornal de Hoje. Foi assim que começou sua experiência profissional, inicialmente como estagiário não remunerado.

A rotina estava longe de ser confortável. Sem dinheiro suficiente para o transporte, percorria longas distâncias a pé para frequentar a universidade. “Eu tinha que atravessar uma distância gigante pra ir pra universidade a pé. E eles perceberam isso. O departamento comercial me chamou e me deu R$ 100 ‘ó tá aqui pra você pagar o ônibus’”. 

Na redação, aprendeu a transformar acontecimentos cotidianos em notícias. Recorda, com humor, uma das primeiras tarefas: produzir uma matéria a partir de um simples convite de uma festa. Os jornalistas mais experientes cobravam, corrigiam e, segundo Sidney, nem sempre tinham paciência com os iniciantes. Ainda assim, guarda  a lembrança do aprendizado e das amizades daquele ambiente. 

Sidney Pereira na redação do Diário do Norte.
Antes das câmeras, as palavras. No Diário do Norte, Sidney dava seus primeiros passos no jornalismo. Foto: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

A experiência no impresso abriu outras portas. Trabalhou no Diário do Norte, passou pela assessoria de comunicação do governo maranhense e, posteriormente, recebeu o convite para experimentar a televisão. Com a ajuda de profissionais mais experientes, começou a ganhar espaço nas reportagens exibidas nacionalmente pelo SBT. Na transição da emissora para a afiliação à Rede Globo, recebeu treinamento nas redações do Rio de Janeiro e de São Paulo. A experiência ampliou seu contato com jornalistas que admirava e com os padrões técnicos de produção do telejornalismo.

Em 1990, ingressou na TV Mirante. Permaneceu na emissora até julho de 2025, encerrando um ciclo de aproximadamente 35 anos. Sidney não esconde as dificuldades do começo. Conta que precisou aprender até mesmo a segurar o microfone e brinca que teria sido um dos piores iniciantes da emissora. “De todos os estagiários que passaram pela TV Mirante você pode anotar: eu fui o pior de todos”.

Do Fantástico à barraca de batatas

O reconhecimento profissional não eliminou as dificuldades financeiras. Entre as histórias que Sidney compartilha, uma delas expõe o contraste entre a visibilidade pela televisão e as condições de quem trabalha nela. Em determinado momento da carreira, insatisfeito com o salário e sem conseguir um aumento, decidiu procurar outra forma de complementar a renda. Com a esposa, comprou um tacho, passou a adquirir batatas na central de abastecimento e começou a preparar porções para vender na praia.

Sidney Pereira na TV.
O menino que sonhava em aparecer na televisão conquistava seu espaço diante das câmeras. Foto: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

Enquanto o público assistia às chamadas de suas reportagens no Fantástico, o repórter estava trabalhando em uma barraca de batatas fritas. Algumas pessoas o reconheciam e estranhavam encontrar ali o jornalista que aparecia na televisão. “As pessoas me viam na fila assim querendo comprar batata e tinha uma matéria minha sendo chamada no Fantástico. ‘Como assim? O que você tá fazendo aqui? O repórter da Globo descascando batata’” 

Sidney conta o episódio sem constrangimento. Ao contrário, lembra que a experiência representava uma maneira de sustentar a família sem abandonar o trabalho de reportagem. Para o jornalista, a notoriedade nunca deveria ser confundida com a realidade financeira ou com a importância pessoal de um jornalista. Procurou, ao longo da carreira, ser o mais discreto possível. Gostava de falar das matérias que produzia, mas não de transformar a própria imagem no centro das atenções.

Onde ninguém estava olhando

Essa postura ajuda a explicar sua relação com as pautas. Na TV Mirante, conquistou liberdade para propor reportagens e passou a procurar histórias que não estavam necessariamente na agenda do dia. Terminava uma cobertura já pensando na próxima. “Eu fazia a minha matéria, olhava outro lugar ali pra um canto e já prestava atenção porque amanhã eu queria fazer. Ao longo da vida foi assim ao longo de 35 anos. Você pode acreditar, eu fazia uma matéria e já tinha uma outra guardada”.

Muitas das matérias que considera importantes nasceram de situações observadas durante viagens feitas por outros motivos. Uma delas começou quando se deslocava para produzir uma reportagem sobre turismo rural no interior do Maranhão. No caminho, avistou fumaça entre os babaçuais. Ao investigar o que acontecia, encontrou crianças trabalhando na produção de carvão vegetal. A pauta original perdeu espaço para uma realidade que considerou mais urgente mostrar.

Trecho da reportagem de Sidney Pereira sobre o trabalho infantil nas carvoarias do Maranhão.
O que seria uma pauta sobre turismo rural revelou a realidade de crianças submetidas ao trabalho nas carvoarias do Maranhão. Imagem: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

A experiência reafirmou uma lição que havia recebido de uma profissional da televisão durante seus treinamentos. “Quando todo mundo tiver olhando pra ali, não olha pra ali não, onde tá todo mundo olhando, você tem que olhar pro canto onde só você vai ver as coisas”. Não se tratava apenas de encontrar imagens diferentes. Era uma forma de observar situações que poderiam permanecer invisíveis caso o repórter se limitasse ao planejamento inicial.

A reportagem venceu o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo em 2009

Histórias esquecidas

Entre as coberturas que marcaram sua carreira, Sidney destaca o encontro com Pureza Lopes Loyola, maranhense cuja luta para encontrar o filho, submetido ao trabalho escravo, tornou-se conhecida internacionalmente. Sidney recorda que Pureza chegou à portaria da emissora carregando uma pequena bolsa. Queria falar diretamente com o jornalista. Havia procurado autoridades, denunciado o que encontrara durante as buscas e precisava de alguém disposto a acompanhá-la.

Sidney Pereira e Pureza Lopes Loyola.
Uma história que começou com um pedido de ajuda e se tornou denúncia nacional. Anos depois, Sidney Pereira reencontra Pureza Lopes Loyola. Foto: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

Após ouvir as situações graves de violência e exploração em fazendas da Amazônia, relatadas por Pureza, o repórter decidiu acompanhar sua luta.  “‘Eu preciso de uma testemunha. Eu preciso que você vá lá comigo. Você tem coragem?’ E aí eu chamei um cinegrafista, pedi autorização na TV e a gente foi rodar nas matas do Maranhão e do Pará entrando em fazendas e tudo”. A reportagem ajudou a dar visibilidade às condições de trabalhadores submetidos à exploração. Anos depois, o jornalista foi convidado, pela própria Pureza, para o lançamento do filme que leva o seu nome, inspirado na história da maranhense.

Outra cobertura que permanece em sua memória é a explosão ocorrida no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, em 2003. A tragédia, que matou 21 profissionais envolvidos no programa espacial brasileiro, provocou repercussão nacional e internacional. Sidney estava em outra região do estado quando soube do acidente. Em vez de retornar diretamente a São Luís, pediu autorização para seguir até Alcântara. Queria entender o que havia acontecido e ouvir pessoas que estavam próximas ao local.

O acesso à base era restrito. Ainda assim, o repórter e sua equipe buscaram informações entre moradores, testemunhas e familiares. Sidney relata que conseguiram produzir imagens e depoimentos em meio às limitações impostas à cobertura. Recorda os deslocamentos, as dificuldades de acesso e a participação dos colegas de equipe. Também menciona que, durante a cobertura, ainda se recuperava de um ferimento sofrido em outra reportagem, quando acionou uma armadilha explosiva durante uma operação na região amazônica.

Quando encerrou as gravações na base, Sidney foi barrado por policiais em um helicóptero. “Eles perguntaram o que eu estava fazendo ali. Disse que queria entrar na base, mas na verdade eu já estava saindo”. Anos depois, ao retornar a Alcântara para produzir uma matéria sobre farinha, encontrou os dois ex-militares que haviam participado da abordagem durante a cobertura da tragédia. A lembrança surge acompanhada de humor, pois reconheceram o jornalista e passaram a chamá-lo de “ninja”.

Reportagem de Sidney sobre o Acidente de Alcântara, em 2003.

Por trás da notícia, outras histórias 

Sidney recorda ainda uma cobertura de um conflito agrário em Buriticupu, quando foi conduzido a uma fazenda por um homem que, posteriormente, descobriu estar envolvido no crime investigado. “Um garotinho chegou, me puxou e disse ‘ali atrás daquela serraria velha abandonada tem um cara que quer falar contigo’. E eu só fui. Quando eu cheguei lá ele perguntou se eu queria entrar na fazenda e que sabia o caminho para me levar. Eu falei vamos. Eu fiz a matéria e, no dia seguinte, continuaram a investigação. Aquele cara que tinha me levado era um dos líderes do massacre e aquelas pessoas que tinham morrido na fazenda não eram sem terra. Eram os funcionários da fazenda que foram emboscados durante a ocupação. Essa por exemplo foi uma complicadinha, né?”. 

Em suas lembranças, os episódios mais importantes não são necessariamente aqueles em que apareceu mais na televisão. São, sobretudo, os que envolveram pessoas cuja realidade dificilmente alcançaria o noticiário sem o trabalho de investigação.

Trecho da reportagem de Sidney Pereira sobre Piquiá de Baixo.
Em Piquiá de Baixo, Sidney deu voz à luta de famílias por moradia digna. Imagem: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

Sidney, também, relembra o esforço das famílias afetadas pela Estrada de Ferro Carajás, na comunidade de Piquiá de Baixo, em Açailândia (MA), que reivindicavam melhores condições de moradia. “Eu sempre passava lá em Piquiá de Baixo e eu via aquela fumaça durante muito tempo e me incomodava muito o fato de que a gente via muitas carretas fazendo a extração de madeira na Reserva do Gurupi. Aí um dia eu decidi ir lá ver o que tava acontecendo porque eu vi que eles já tinham procurado organismos internacionais, o Vaticano, a ONU, eles tinham pedido ajuda. E nada”. Para ele, a história representou uma das ocasiões em que o jornalismo ajudou a tornar uma demanda social mais visível, além da satisfação de saber, posteriormente, da entrega de um conjunto residencial.

O repórter e a curiosidade 

A carreira de Sidney acompanhou transformações profundas na televisão brasileira. Quando começou, a produção e a transmissão de uma reportagem dependiam de equipamentos volumosos, equipes numerosas e horários específicos para enviar o material às emissoras. Ele recorda que era necessário encontrar pontos de transmissão, enfrentar estradas e trabalhar dentro de janelas de tempo reduzidas. Em determinadas situações, uma equipe de mais de uma dezena de profissionais era mobilizada para realizar uma entrada ao vivo.

Décadas depois, em 2024, viajou à Índia com um cinegrafista para cobrir a sessão da Unesco em que os Lençóis Maranhenses foram reconhecidos como Patrimônio Mundial Natural. A transmissão já podia ser realizada com equipamentos muito menores e conexão pela internet. A viagem teve um significado particular. Sidney havia produzido reportagens sobre os Lençóis Maranhenses muitos anos antes e agora acompanhava o reconhecimento internacional daquele território.

Entre dunas e lagoas, Sidney registra as paisagens dos Lençóis Maranhenses, território que acompanhou até seu reconhecimento como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco. Foto: Acervo pessoal/Sidney Pereira.

Mas foi também a experiência de conhecer a Índia que o impressionou. Durante a entrevista, fala da diversidade humana, da quantidade de pessoas e das diferenças culturais encontradas. Para alguém que cresceu em um ambiente rural e aprecia lugares tranquilos, a convivência com uma realidade tão movimentada trouxe novas reflexões sobre as maneiras de viver. Seu interesse por tecnologia permanece mesmo depois da saída da TV Mirante. Atualmente, dedica parte do tempo a estudar ferramentas digitais, inteligência artificial e possibilidades de produção de conteúdo para diferentes plataformas.

Trechos da reportagem de SIdney na índia

Para Sidney, a curiosidade, a ética, a sensibilidade e a disposição para ouvir continuam sendo fundamentais. A tecnologia pode facilitar a produção e ampliar o alcance de uma reportagem, mas não substitui a responsabilidade de compreender as pessoas retratadas. Ele também demonstra preocupação com a credibilidade da profissão. Defende que jornalistas conheçam os lugares sobre os quais escrevem, verifiquem informações e não se limitem a reproduzir conteúdos recebidos por mensagens ou divulgados por instituições.

“Hoje o importante é você falar pra tua aldeia, falar pra quem tá perto de casa. E se você for fazer, por exemplo, uma matéria de buraco, na pauta o que menos interessa é o buraco. O que mais interessa é o efeito que aquele buraco ou o estrago vai fazer na vida das pessoas”.

De volta ao lugar de onde saiu

Aos 65 anos, Sidney vive um período diferente daquele em que passava longas temporadas viajando para produzir reportagens. A saída da televisão não encerrou seu interesse pela comunicação, mas abriu espaço para outras atividades e para uma convivência mais próxima com a família e a natureza. Durante a entrevista, fala do pai, então com 92 anos, que estava na propriedade rural, da irmã, dos irmãos e da esposa, com quem compartilha mais de quatro décadas de vida. As referências familiares aparecem entre brincadeiras e pequenas interrupções da conversa. 

Em determinado momento, precisa atender a uma ligação da esposa. Em outro, provoca o cunhado, fazendo comentários bem-humorados sobre a aparência dele. São situações simples, mas reveladoras de uma dimensão pouco conhecida por quem acompanhou apenas suas reportagens na televisão.

Quando perguntamos como gostaria que seu trabalho fosse lembrado, Sidney fala que cumpriu uma função no tempo em que trabalhou e que as próximas gerações precisarão construir seus próprios caminhos. Talvez seja essa a ligação mais evidente entre o menino que observava uma televisão na casa do vizinho e o jornalista que passou décadas percorrendo o país. O mundo que um dia parecia caber naquela pequena caixa se revelou muito maior. Sidney foi conhecê-lo, ouviu suas histórias e contou algumas delas. Agora, de volta à roça, continua fazendo perguntas. Só que, desta vez, do outro lado da tela.  Como sua esposa diz: ele saiu do mato, mas o mato não saiu dele.

Serviço

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