Retomada das aulas no formato híbrido está previsto para agosto no Maranhão

A previsão para a retomada das aulas está prevista para agosto — Foto: Monik Hevely

Repórteres: Maira Soares e Monik Hevely

 

Em meio à diminuição de casos da Covid-19 na região, a Secretaria de Educação do Estado do Maranhão (Seduc) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Maranhão (Sinproesemma) discutiram, em reunião virtual na última segunda-feira (5), o retorno das aulas nas instituições de ensino municipal e estadual no formato híbrido.

Em nota sobre a reunião, a direção do Sinproesemma afirma a necessidade da implementação do distanciamento social nas salas de aulas e do uso de máscaras, disponibilidade de álcool em gel nas dependências das escolas e aferição da temperatura na comunidade escolar. O sindicato informa que as aulas podem ser retomadas na segunda quinzena de agosto de forma progressiva e segura adotando o sistema híbrido de ensino.

“É importante iniciar a retomada das aulas com o acolhimento dos profissionais da educação e dos alunos, além de planejar o retorno através do formato híbrido. É necessário ainda aplicar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em todos e assim finalizar o ciclo de vacinação dos trabalhadores em educação e a efetivação da imunidade da categoria”, ressaltou o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira.

Além das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a disseminação da Covid-19, a secretária adjunta de Gestão da Rede de Ensino e da Aprendizagem, Nádya Dutra, destaca que está sendo realizado um estudo sobre as condições das escolas para verificar a situação da infraestrutura e possibilitar a implementação dos protocolos de segurança.

Para Samira Valença Assunção, 30 anos, professora na Escola Municipal Machado de Assis, a possível volta das aulas de forma híbrida traz angústia e preocupação por causa da novidade no ensino. “Sinto medo, acho que não seria o momento ainda”, ressalta.

O modelo de ensino híbrido adota aulas e atividades presenciais e remotas e a adoção dessa prática de ensino-aprendizagem também é um desafio para os docentes da cidade de Imperatriz. “A gente não sabe como vai funcionar essa forma de trabalho porque provavelmente pode até aumentar a carga horária do professor”, destaca Samira.

No entanto, Samira esclarece a importância dessa retomada para a aprendizagem. “É um risco que a gente vai correr pensando, logicamente, na educação, pensando no desenvolvimento e em como acompanhar essas crianças mais de perto porque a gente sabe que a dificuldade do ensino a distância é imensa”, afirma a professora.

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