Jornal On-line do curso de Jornalismo da UFMA de Imperatriz

Procura por produtos eróticos cresce durante a pandemia em Imperatriz

Por Francisco Mourão e Willian Martins

Fotos: Acervo Pessoal

 

Com o crescimento no consumo de produtos eróticos durante o período da pandemia, a Associação Brasileira de Empresas de Mercado Erótico e Sensual (Abeme) já calcula que o setor teve um aumento de 12% no faturamento fazendo que no último ano o setor movimentasse pelo menos, R$ 2 bilhões. Por conta das recomendações sanitárias e da quarentena recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as pessoas tiveram que ficar mais tempo em casa e o ponto forte para bater esses números foram as vendas feitas através da internet, sendo responsável por mais da metade desses lucros, até por ser uma forma mais segura em adquirir esses produtos.

Esse crescimento também é registrado em Imperatriz como conta a empresária Karine Noleto, que está no ramo de sex shop há três anos na cidade e percebeu esse aumento bastante expressivo na sua empresa. “A pandemia mudou bastante a questão do nosso comércio, que antes era visto como algo discreto e mal falado, hoje já é algo que todo mundo se permite e aceita. Fechamos diariamente uma média de trinta pedidos em nossa loja, quase dez vezes mais do que era antes do isolamento”, relata.

Vibrador é produto mais procurado

Karina acrescenta que apesar da maioria dos clientes não demostrar timidez em ir comprar diretamente na loja, ainda existem outros que preferem adquirir esses produtos de forma discreta. “As nossas entregas são completamente discretas, trabalhamos por meio de deliverys e as embalagens não são personalizadas, pois muitas pessoas podem estar em seus ambientes de trabalho, e por mais que exista essa normalidade, mantemos muito cuidado em relação as nossas entregas com a discrição”, conclui.

Com esse aumento significativo do setor, outras pessoas encontraram nesse mercado uma forma de adquirir uma renda extra, como é o caso também da empresária Helen Kally Santos, que já atuava no ramo de peças íntimas e que há cerca de três meses começou a vender os produtos de sex shop. “Eu vendo peças intimas e sexy shop, pois me ajuda muito com as vendas. Com a pandemia a demanda de produtos íntimos aumentou bastante, casais pedem muitos produtos, antes era mais em datas comemorativas, e que hoje em dia é algo com mais frequência”, comenta.

Segundo a Abeme, cerca de 27,8% das pessoas casadas fazem uso de objetos sexuais para apimentar a relação. O casal Paulo e Diane (nomes fictícios) estão vivendo essa experiência. Há mais de 10 anos ele comenta que nos últimos meses o uso desses acessórios virou rotina. “Sempre tivemos uma vida sexual bem ativa, mas que de alguns meses para cá, começamos a esfriar bastante um com o outro, foi daí que Diane sugeriu a necessidade de inovar nossa relação sexual com alguns brinquedinhos, e a partir desse momento tudo mudou, o que antes era visto como um tabu, agora virou uma solução para os nossos problemas”, explica.

Com mais tempo em casa devido a pandemia, as pessoas também decidiram conhecer mais sobre o seu próprio corpo.  A estudante Luane Rocha (nome fictício), de 19 anos, que começou a adquirir os produtos pela internet, não se arrepende. “Aqui na cidade esse mercado está crescendo bastante e percebendo isso, revolvi comprar alguns produtos para começar a experimentar, descobri que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Sem falar que a entrega foi completamente discreta”, conta.

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