*Esta entrevista foi feita antes do candidato retirar sua candidatura

 

“Eu creio que estou entrando na política para representar toda a comunicação e para valorizar a categoria dos comunicadores e empresários da área de comunicação”

 

Laércio Castro é candidato a prefeito de Imperatriz pelo Partido Social Liberal (PSL) e vai disputar a vaga na eleição que ocorrera no dia 15 de novembro que tem um total de 159 mil eleitores, seu número de candidatura e 17. Com 61 anos de idade o pastor desde 1998, atualmente atua na Igreja Batista da Vila Nova em Imperatriz, ele é jornalista e apresentador na rádio 106,9 fm (Cidade Esperança) também e conferencista, terapeuta familiar e psicanalista em formação. Já foi apresentador na TV Nativa (canal 13) que pertence a Record e radialista desde 1986, estudou radialismo na instituição de ensino Senac em São Paulo e trabalhou de diretor de jornalismo na TV Band de Imperatriz, foi apresentador do jornal JMTV primeira e segunda edição durante sete anos na TV Mirante, apresentou também o cidade alerta na Difusora Sul. Estudou ministério pastoral na Faculdade Teológica Batista Equatorial Oficial e ainda pós-graduado em gestão empresarial pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e na mesma instituição trabalhou como professor e casado com Edineia Castro e tem três filhos: Tim, Thais e Thiago Castro. Nesta entrevista ele vai falar sobre que pretende fazer por Imperatriz caso seja eleito.

 

IN: Por que você quer ser prefeito de Imperatriz? Uma cidade com 258.682 mil habitantes que tem sua economia voltada principalmente para o comércio seguido do setor da indústria e também um polo universitário e possui uma vasta cultura popular, marcada principalmente pela culinária, artesanato, música e outros.

Pr. Laércio Castro: A gente tem um carinho muito grande por Imperatriz, cheguei aqui em 97 como você mesmo mencionou, eu e minha família. De uma forma ou de outra eu sempre participei como jornalista que está sempre inteirado do dia a dia do nosso povo e da nossa gente, então o que me levou a entrar na política agora como candidato, já fui candidato a vereador 2 vezes e já fui uma vez como vice-prefeito da cidade e agora como prefeito ou seja e só uma sequência, uma consequência de envolvimento político que a gente quer ver dessa cidade muito melhor é e possível.

IN: A diversidade e um ponto em destaque hoje na sociedade, mas no seu plano de governo não encontramos nenhuma ação por exemplo, para o público LGBT, nem mesmo no âmbito cultural que poderia incluir shows, eventos entre outros. Como o senhor pretende integrar esses públicos nas suas atividades culturais como prefeito?

Pr. Laércio Castro: eu entendo que quando você fala cultura e uma coisa e quando se fala gênero e outra, ou seja, cultura tá todo mundo, a gente precisa pensar em um plano cultural para a cidade, primeiro formação cultural e um incentivo. Chiquinho França onde está ele? São Luís. Onde está Erasmo Dibel? Foi embora para Brasília, o pessoal está tudo indo embora por que não há incentivo cultural, não há um teatro digno, teatro de respeito na segunda cidade maior do estado do Maranhão, por que como já dizia meu pai que o “dono do sapato que sabe onde o calo aperta”, então eu tenho que dialogar com quem faz cultura para nos ajudar a governar, você não faz um governo sozinho. Então quando eu falo de cultura está todo mundo incluído independente do gênero a cultura e para todos.

IN: Um dos pontos que o senhor propõe e ampliar as escolas integrais no município que ajustes são necessários e quantas das escolas atuais devem ser integrais?

Pr. Laércio Castro: Primeiramente aproveitar o tempo parcial que temos em nossas escolas, pode ser parcial mais tem que ser de dedicação total não adianta você simplesmente fazer uma escola de tempo integral se você não tem uma visão de reforma na educação. Valorização do professor, a gente sabe o quanto o professor deveria ser respeitado, salário digno aos nossos professores. Se fossemos ensinados desde pequenininhos de como administrar o dinheiro talvez seria diferente e a gente pode fazer. A gente precisa de um estudo para ver a viabilidade, por que não basta só ter a escola, precisa ter professores capacitados e de todo um programa para vermos se pode implantar uma ou duas ou quantas forem necessárias nesse aspecto.

IN: Em seu plano governamental, há o projeto Consórcio Intermunicipal de Saúde que visa a união de várias cidades vizinhas a Imperatriz com o intuito de aumentar a eficiência e qualidade dos serviços prestados para a população, mas como seria essa junção sendo que cada município recebe individualmente verbas do governo federal e estadual e que cada gestão é responsável pelo funcionamento da saúde desses municípios?

Pr. Laércio Castro: Cada um recebe sua verba individual, mas só que na hora “aperreio”, todo mundo vem para Imperatriz, então a gente atende aqui não somente a população da nossa cidade, a nossa verba que deveria ser para a gente , mais como o sistema e universalizado, atendemos o norte do Tocantins, pessoas do Sul do Pará, enfim. A verba que vem para cidade o prefeito só compra uma ambulância para colocar o paciente e mandar para Imperatriz cuidar. Inclusive se imperatriz fortalecer essa área de saúde, construir um bom hospital, equipando os hospitais e uma vergonha o que a gente ver, tanto fora dos hospitais quanto dentro.

IN: Candidato, atualmente as crianças do bairro Sebastião Régis precisam se deslocar para outros bairros para poder ter acesso as escolas. No seu mandato como o senhor pretende resolver essa questão?

Pr. Laércio Castro: Em conversa com os moradores de lá descobri que existem em torno de 1800 a 2000 casas, ou seja, 2000 mil famílias, você não encontra uma creche, você não tem uma escola. Nós precisamos viabilizar, precisamos construir uma escola com dignidade, uma creche para o papai e a mamãe trabalhar. E possível sim ter uma escola dependendo do tamanho e da quantidade de alunos em cada bairro para ter no mínimo uma escola para atender essa necessidade.

IN: Pr. Laércio, houve alguma situação que o senhor presenciou como jornalista que decidiu incluir nos seus projetos como candidato a prefeito? Se sim, nos conte como foi essa experiência.

Pr. Laércio Castro: O jornalismo é a ferramenta mais próxima do povo, quantas vezes nós recebemos uma reclamação onde muitas vezes já se procurou vereador, após ir atrás de tantas outras fontes vem atrás do jornalista que pede para a gente olhar a situação deles e cobramos das autoridades. Então, eu creio que toda a vivência, a maior situação que eu já presenciei foi que Imperatriz era a cidade com maior índice de hanseníase no Brasil, você sabe qual é o maior fator causador da hanseníase? A sujeira! Limpando a cidade você vai desafogar muito, Imperatriz e uma cidade suja o problema e que a gente se acostuma com a situação.

IN: Em 2018, foi descoberto que 48% das mulheres de Imperatriz que sofrem violência e que procuraram o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), eram evangélicas. Lembrando que nem sempre o companheiro é evangélico e a violência também vem de outros familiares. Pastor Laércio, na sua gestão, qual seria o incentivo e amparo a essas mulheres?

Pr. Laércio Castro: Eu creio que a primeira coisa e a educação, eu vou lhe dar uma educação básica, a gente vai lidar com as crianças. Eu creio que há uma transformação para educar uma nova geração. Eu sei que vai demorar um tempinho mais tem que começar nas nossas escolas ensinando o valor que tem o ser humano e o valor que tem uma mulher.

IN: Pastor, o senhor como jornalista se caso eleito, o seu mandato representaria para a categoria?

Pr. Laércio Castro: Com certeza, eu tenho um carinho muito grande. A gente sabe o valor que a comunicação tem o jornal impresso que agora e online, o valor da televisão de imagem que aprendemos que uma imagem vale mais que mil palavras, vamos valorizar a comunicação de rádio. Eu creio que estou entrando na política para representar toda a comunicação e para valorizar a categoria dos comunicadores e empresários da área de comunicação, com certeza terão meu apoio.

IN: Como o senhor enxerga a problemática dos moradores de rua venezuelanos que estão espalhados pela cidade, muitas das vezes com crianças pequenas?

Pr. Laércio Castro: A gente se depara com essa situação, as coisas vão acontecendo no mundo e o que acontece no mundo reflete em Imperatriz, a presença de venezuelanos aqui e algo vergonhoso pra nós, seres humanos. Precisamos ter uma cidade acolhedora com quem quer que seja, essas pessoas precisam de um abrigo, essas pessoas não podem ser jogadas. Eles precisam ter visibilidade. Eu creio que da pra atender as pessoas que estão em Imperatriz, sejam quem elas forem. Inclusive os venezuelanos.

IN:O senhor vai abrir concursos para jornalistas?

Pr. Laércio: Eu creio que há uma necessidade muito grande da gente capacitar cada vez mais, não só nessa área de jornalismo, pois graças a Deus temos vocês, um celeiro aqui de jornalistas que estão sendo formados, capacitados. Nós precisamos sim dá oportunidades para os nossos jornalistas, mas é claro que quando se abre concursos não para jornalistas somente daqui, mas, se abre concursos onde todos tem o direito de participar, gente de todo brasil. Mas, nós podemos sim ter essa viabilidade, não só nessa área, mas todas que forem necessárias. Claro que não podemos abrir concurso especifico, onde se arrecada muito para se inscrever, enrola bastante e muitas vezes, não chama ninguém, transformando isso em ato político. Se for necessário pra suprir uma demanda, sim, faremos.

IN: Candidato, em relação a segurança pública, quais medidas o senhor considera necessárias que sejam implantadas visando a maior segurança tanto de quem mora na cidade como também daqueles que estudam ​e trabalham? Considerando que muitos precisam arriscar a noite permanecendo um certo tempo em pontos de ônibus?

Pr. Laércio: Quando pensamos em segurança pública pensamos em polícia, mas ela é apenas um item da segurança pública. Se nós tivermos a iluminação pública na cidade de modo geral, pois tem lugares que são escuros, tem lâmpada, mas não ilumina em lugares desertos onde as pessoas tem que passar. Tem a questão de terrenos baldios na cidade, cheio de mato, isso também é segurança pública. Esses vídeos monitoramentos que foram implantadas pelo atual governo, eu tenho uma visão que ele poderia ser feio para vigiar a beira rio. Quero ver a viabilidade de pegar essas câmeras de monitoramento e fazer uma parceria com o governo do estado com o sentido que a polícia tome conta, pois ela aciona imediatamente quando ver alguma situação. Essas são algumas ações que a gente precisa fazer pra ser melhoras, fazendo parcerias.

IN:Candidato, estamos no meio de uma pandemia, e um dos fatores que nosso município vem enfrentando é a crise financeira. Quais medidas pretende tomar para auxiliar nossos microempresários?

Pr. Laércio: Eu tenho conversado com os microempresários de nossa cidade e empresários e microempresários, que são os maiores geradores de emprego. Muitas vezes vejo alguns falando que a prefeitura vai trabalhar muito no emprego e renda, no meu ponto ela não gera emprego e renda. Uma pessoa que tem uma lanchonete, uma venda de açaí, muitas vezes familiar, tem 2, 3 pessoas trabalhando. Então, podemos fazer sim um trabalho de incentivo ao pequeno, ao médio, pra que ele possa ser capacitado pra ganhar mais dinheiro e pra gerar mais emprego. Capacitação pra quem vai entrar pro mercado, incentivo ao empresário e microempresário pra está ajudando. Incentivo eles irão ter.

                                                     “Precisamos fazer um maior reaproveitamento das águas do rio, tornar ele um ponto de turismo”

 

IN:O Rio Tocantins sofre bastante com as consequências da poluição e da atual infraestrutura de saneamento básico da cidade. O que o senhor pretender fazer em relação a esse problema?

Pr. Laércio: Eu já andei pelo rio Tocantins e a gente ver com tristeza, ouvir histórias desse rio. Vimos recentemente, pessoas no meio do rio, andando em meio a uma seca tremenda. Nós temos a usina hidrelétrica que é uma situação que precisa ser trabalhada. Imperatriz é cortada por cerca de 7 riachos e todas as águas desses riachos vão pra onde? Rio Tocantins. A situação é que quando o rio enche, a água que cai do riacho ele volta, ele não cai no rio e vai embora. O rio joga a água para os riachos e se você não tiver um projeto, um plano de contenção dessas águas do rio Tocantins é um problema seríssimo. Eu creio que devemos fazer algumas ações pensando em nossos riachos. Riachos e rio é riqueza. Precisamos fazer um maior reaproveitamento das águas do rio, tornar ele um ponto de turismo, pra atrair o brasil, então muita coisa pode ser feita.

IN:Em julho de 2018, o G1 Rio de Janeiro, informou que o prefeito Crivella recebeu 250 pastores na sede da prefeitura e ofereceu várias facilidades para a Igreja e fiéis, ​tal como resolver os problemas de IPTU, colocar quebra-molas e pontos de ônibus em frente as igrejas, agilidades para quem precisasse de cirurgias de catarata e tratamento de varizes. ​Pastor, a sua gestão vai privilegiar a comunidade evangélica?

Pr. Laércio: Eu creio que é inconcebível. Respondendo objetivamente, NÃO. O que faremos é privilegiar a cidade de Imperatriz. Quem frequenta hospitais são todas as pessoas, evangélicos, católicos, espíritas, o ateu, são pessoas que moram aqui, produzem aqui, então, nós temos realmente do povo, da gente. Então dentro da nossa gestão, uma visão cristã, uma visão humana, todas as pessoas são iguais perante a lei, e todas serão tratadas igualmente. Agora, infelizmente, em muitas situações, todos são iguais, mas, parece que uns são mais iguais do que outros.

IN:Pastor, o que você tem a dizer sobre candidatos que usam de púlpitos de igreja para fazer suas campanhas mesmo sendo proibido por lei?

Pr. Laércio: Cadeia, rigor da lei, o peso da lei. Eu nunca na minha vida usei o púlpito para pedir um voto pra mim. Eu vejo que pode usar para ensinamentos bíblicos, pra ter uma doutrina cristã que é universal, a anticorrupção, a base da família, da criação dos filhos. Eu tenho o púlpito como algo muito especifico, para um chamado ministerial, em termo de ministério de igreja. Alguns até me convidaram, mas se for em outro local e ocasião.

IN:Segundo os dados da ONU (Organização das Nações Unidas), a cada 20 horas morre um LGBT+ no Brasil. O G1 diz que o Maranhão é o 4º estado com mais violência contra homossexuais. ​​Qual seria suas propostas para combater a violência contra homossexuais em Imperatriz?

Pr. Laércio: Eu creio que a primeira coisa é a educação. Eu creio muito no poder da educação e quando falo de educação falo no sentido mais geral, não somente o de escola. Precisamos ver cada pessoa como pessoas, como seres humanos e podemos ajudar no combate a violência, mesma coisa da mulher, seja LGBT, seja contra homem, idoso, adolescência. Qualquer tipo de violência ela deve ser combatida no rigor da lei, não podendo só haver repressão e sim educação. Olho para as pessoas e elas merecerem respeito e proteção.

IN:Senhor candidato, diante do quadro gerado pela pandemia, que nos mostrou que a estrutura de saúde da cidade precisa de revisões. ​Qual a sua proposta para melhorar o atendimento na rede municipal de Saúde, evitando a superlotação dos postos e hospitais?

Pr. Laércio:Às vezes, valorizamos os médicos e realmente devemos, os enfermeiros, mas tem um grupo de pessoas que são os agentes de saúde. Esse aí é fundamental no dia-dia, trabalhando, fazendo anotações. Se dermos apoio numa equipe para visitar as famílias, o médico, enfermeiro, o agente de saúde, o nutricionista, a gente vai desafogar muitas situações do Socorrão. Muitas coisas podemos fazer para desafogar o Socorrão. Primeiro dando dignidade, valorizando o ser humano, sendo tratado como ser humano, humanizando. Precisamos de um plano estratégico para a vacinação contra covid-19, que começará em janeiro. Com certeza, em geral, muitas coisas poderão ser feitas.

IN:Candidato, entra prefeito e sai prefeito e a questão do transporte público continua um caos. São ônibus sucateados, falta de veículos pra atender a demanda etc. se caso eleito, como pretende resolver isso?

Pr. Laércio: Aqui na cidade de Imperatriz, quando fala em transporte público, acompanhamos várias situações, de greve. Eu creio que nós temos que ter um transporte público, onde empresas possam dar suporte digno, melhor. Mas, pra isso acontecer precisamos de ruas melhores, ônibus melhores. Não é uma situação única, é um conjunto de situações, trabalho em conjunto. Eu creio que dá pra melhorar num todo e não só por partes.

IN: Pastor, quais são as medidas que você tomaria na sua gestão em relação as pessoas que moram em locais de risco, onde corre risco de desmoronamento?

Pr. Laércio: Precisamos trabalhar a questão da cultura, dando melhor qualidade de vida para as pessoas e conscientizá-las, pois, vivem na beira do rio e não querem sair. Precisamos oferecer um local melhor para eles.

IN: É inegável que o público trans e travesti recorre a este tipo de trabalho já que enfrentam a falta de acesso a empregos dignos e falta de apoio escolar diariamente. Em seu mandato, o que o senhor pretende fazer para auxiliar o ingresso desse público no mercado de trabalho de Imperatriz?

Pastor Laércio: O meu olhar para as pessoas é um olhar humano, é olhar para a pessoa, não é olhar se a pessoa é preta ou se ela é branca, se ela é evangélica ou se ela é católica, se é espírita ou se é LGBT ou se é do sexo masculino não, é olhar como ser humano. Agora, a empregabilidade ou a “desempregabilidade” está ligada a falta de oportunidade, olha, tem muitas pessoas que estão precisando de emprego e você sabia que tem muitos empresários que estão precisando de empregados? Só que eles precisam de empregados capacitados, por isso que o nosso olhar não é só para o público LGBT, mas é de um modo geral nós precisamos dar oportunidade, começar a capacitar essas pessoas. Muitas vezes, a má distribuição de renda é por conta de capacitação dessas pessoas e é isso que nós queremos fazer, capacitar seja quem for.

IN: Pastor, o que o senhor faria diferente do atual prefeito no que diz respeito à condução das ações sanitárias de combate e de prevenção do COVID-19 na cidade?

Pastor Laércio: Eu creio que uma ação mais rápida poderia ter sido tomada e uma ação mais conjunta, eu creio que todos deveriam ser chamados para uma responsabilidade sendo que essa responsabilidade maior é do governo do município, mas quando um vírus como esse entra na cidade de Imperatriz o problema não é só do gestor, é um problema de todos nós, perdemos muita gente. O que eu faria era chamar a comunidade para discutir o assunto e baseado nas experiências positivas de outros municípios, nós poderíamos ter uma ação com o menor índice de adoecimento e até de morte, eu creio muito numa ação conjunta sobre essa questão, mas tudo tem que ser discutido com a cidade de Imperatriz.

IN: O que é mais urgente na questão ambiental na cidade na sua perspectiva?

Pastor Laércio: no meio ambiente é a gente conscientizar a população de que Imperatriz é do imperatrizense, de que Imperatriz é meu, então eu preciso cuidar dela. A questão de saneamento básico, a questão de arborizar essa cidade que é muito quente, Imperatriz é uma cidade muito quente e a cidade de onde venho do interior de São Paulo de que você sobrevoar essa cidade você quase não vê ruas sabe por que? Porque tem árvores de um lado da calçada e do outro lado também porque é uma cidade bem arborizada, então eu penso que isso ajuda o meio ambiente isso inclui a coleta seletiva e a limpeza da cidade.

IN: O senhor faz parte do PSL (Partido Social Liberal) partido que elegeu o atual presidente Jair Bolsonaro. Nesse sentido, o senhor concorda com a forma que o presidente lidou com a pandemia?

Pastor Laércio: Eu concordo. Eu tenho acompanho as ações do presidente e não é fácil lidar com a pandemia do jeito que chegou, no nível que chegou e muitas coisas que disseram que ele não estava certo e sim, ele provou que estava, nas duas frentes onde ele trabalhou ele disse que não era para parar a economia mas sim entrar em paralelo a economia com a saúde e no final das contas ele estava certo, então eu concordo sim com as ações do nosso Presidente Jair Messias Bolsonaro de ter agido como agiu e não agiu sozinho e sim com uma equipe de trabalho que pra mim tem sido eficaz nessa pandemia que poderia ter sido pior.

IN: Uma lei que foi implantando no mês de setembro sob a gestão do atual prefeito Assis Ramos, que está causando um grande desconforto entre os motoristas que trafegam no centro da cidade é a Zona Azul que permite a cobrança de estacionamento rotativo, diretamente ou sob regime de concessão à iniciativa privada. Qual a sua opinião sobre essa lei e se teria uma ideia melhor para melhorar a mobilidade dos motoristas no centro?

Pastor Laércio: Quando o prefeito trouxe a lei para Imperatriz foi baseada na aprovação dos vereadores uma lei já aprovada em 2017 e uma das coisas de discordei da Zona Azul foi justamente que lá na lei diz exatamente que pra você contratar uma empresa, você não poderia deixar menos de 10% no município e qual foi o acordo que foi feito com a empresa que veio? Os 10%. Agora, eu fico pensando quanto é menos de 10%? Não menos de 10%? É 10% e ficou no limite de dez, mas eu se fosse o gestor da cidade se fosse no caso implantado alguma coisa desse tipo que veria que 90% ficaria para a empresa e 10% ficaria para o município, menos de 10%? É doze, é quinze, é trinta, é quarenta, é cinquenta, ou seja, você abre uma licitação e vê que aquela que atende melhor os critérios e melhor beneficiar o município é assim que tem que negociar e beneficiar o município e agora não basta fazer uma cobrança como vinha sendo proposto para se cobrar e depois não dá condições para o município os 10% e 90% ficar para a empresa.

IN: A cidade de Imperatriz, tem poucos pontos turísticos, dentre eles, podemos citar o seu mais conhecido que é a Beira Rio, que tem grande fluxo de pessoas, principalmente nos fins de semana. A partir disso, quais suas propostas para atrair turistas visando uma renda extra para a cidade?

Pastor Laércio: Olha, eu falei de uma dela aí né? Deixar o nosso rio Tocantins lindo, sabe? Deixar nosso rio atrativo, você vai em alguns lugares que tem praia e nós temos um privilégio de termos um rio como esse, uma praia como essa e infelizmente não ser explorada no sentido do turismo. Imperatriz tem o turismo de negócios, muitos negócios são feitos daqui e a partir daqui e nós precisamos investir no turismo de recepção, de eventos, de passeios, de saúde, e preparar a cidade para o turismo fora da cidade também como temos a Chapada das Mesas, nós temos aí as cachoeiras pertinho da gente, nós temos muitas coisas lindas, mas qual seria o ponto central? Imperatriz. Então nós podemos fazer convênios com outros municípios vizinhos de fazer turismo e dar visibilidade. Nós podemos trabalhar com a receptividade dos hotéis, de melhorar o nosso aeroporto, o turismo receptivo e vamos discutir sobre o turismo da cidade com quem faz o turismo na cidade.

IN: É sabido que o atual cenário econômico do país é reflexo de uma má gestão pública que aparelhou a máquina e provocou um inchamento do Estado,Imperatriz também sofreu as mazelas disso e se encontra em uma situação de caos econômico, fator que também se intensificou como as péssimas gestões municipais anteriores. ​Observa-se que não há dinheiro suficiente para atender as necessidades básicas do cidadão nem para implementar novos projetos.Diante disso, qual sua proposta econômica para recuperar o crescimento econômico da cidade? Além disso, o senhor se considera um liberal?

Pastor Laércio:A corrupção em todos os sentidos é algo que está entranhado sabe no Brasil, no estado e nós precisamos combater a corrupção e é o maior entrave ao desenvolvimento da cidade sem sombras de dúvidas,  se a gente não estancar essa sangria, a gente vai ter uma cidade que vai ter uma hemorragia constante e vai ser realmente falida, nós temos um sistema falido em várias coisas, então eu creio que nós podemos sim fazer uma auditoria constante, contratar uma empresa que vai fazer uma auditoria constante no combate a corrupção, porque você administrar uma cidade dessa, a gente não tem controle sobre isso, então a gente contrata uma empresa de fora e a gente vai gastar muito menos dinheiro do que vai pelo ralo que a gente vai e eu preciso fazer isso porque no final das contas, quem vai responder pela cidade diante da sociedade, diante das leis é o pastor Laércio e eu não quero que isso aconteça, então vou tampar essa sangria, vamos sim e interromper o fluxo.

 

Esta entrevista integra o projeto interdisciplinar ELEIÇÕES 2020 – Jornalismo da UFMA pergunta” .

Alunos de Gêneros Jornalísticos responsáveis por essa produção:

Pedro Henrique, Felipe Sousa e Sirla Fonteles