Apesar de ser reconhecida oficialmente no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda não faz parte do cotidiano da maioria da população em Imperatriz. A falta de conhecimento da língua impacta a comunicação e destaca desafios na inclusão da comunidade surda.
Essencial para a comunicação de pessoas surdas, a libras segue enfrentando barreiras para ser implantada de forma uniforme na sociedade. Em Imperatriz, a ausência de conhecimento da língua ainda é comum, o que pode dificultar situações simples do dia a dia, como atendimentos em serviços e interações.
Rosiane Pinheiro, que começou a aprender libras há 9 meses, relata que o contato com a língua proporcionou uma nova forma de compreender a comunicação. Segundo ela, aprender libras não se resume ao aprendizado de um idioma, mas também à compreensão da realidade e das formas de interação da comunidade surda: “Aprender libras é também entender como outras pessoas se comunicam e vivem no mundo”, afirma.
Ela destaca ainda que a ampliação do conhecimento da língua é fundamental para promover inclusão, já que muitas pessoas ainda não sabem se comunicar com pessoas com deficiência auditiva, o que pode gerar isolamento e dificuldades no cotidiano.
Iniciativas locais tem buscado ampliar essa visibilidade, como o evento “Café com Libras”, que será realizado no Tocantins Shopping dia 22 de abril, em parceria com a secretaria municipal de educação (SEMED) e o setor de inclusão e atenção á diversidade de Imperatriz (SIADI), reunindo estudantes, professores e fluentes da língua em atividades de interação e aprendizado.
Mesmo com ações como essa, o desafio permanece: tornar a libras mais presente no cotidiano da população.
Reportagem de Sofia Alves
Local: Centro