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Economista fornece dicas para economizar nas compras de materiais escolares e explica aumento de valores

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Materiais Escolares (ABFIAE), mostra que em 2025 as listas de materiais escolares terão aumento de valores entre 5% e 9% a mais do que em 2024. O economista Imperatrizense Ronilson Costa trouxe dicas de como economizar durante este período, como:

  • 1 – Fazer um planejamento antecipado dos itens necessários de acordo com o orçamento previsto;
  • 2 – Comparar o preço dos produtos em mais de uma loja, podendo assim adquirir itens mais em conta em cada uma, para aproveitar as promoções e ofertas que as lojas oferecem. Exemplo disso é uma resma de papel A4 que em determinada loja de Imperatriz está R$ 29,90 e em um supermercado da cidade, o mesmo produto está saindo por R$ 22,90, representando uma variação de preço, e neste caso uma economia de mais de 30%;
  • 3 – Se possível, reutilizar itens em bom estado de anos anteriores, como mochilas, lancheiras e estojos, possibilitando assim uma redução significativa dos gastos previstos. 

Na prática

Julia Eduarda é mãe de duas crianças em idade escolar e conta que percebeu um aumento de valores nesta época do ano, “Principalmente nas bolsas para meninos maiores. Muito alto o valor, a bolsa de 200, 300 reais, caderno de 150 reais, tá muito caro”. Julia revela que uma de suas alternativas para economizar é fazer cotação de preço, “Eu vou em duas, três lojas diferentes. Eu tiro foto, anoto a loja que eu fui, anoto o preço e aí vou fazendo a cotação. A que eu vejo que mais compensa, eu já compro logo o material lá”. 

Outro fator que influencia nos gastos constantes é o início de ano, que sucede um período de festas e viagens. “O que prejudica mais é esse começo de ano, porque a gente vem do final do ano, que é a época de festa, a gente já gasta muito. Daqui até fevereiro fica meio pesado por conta disso, porque junta com as contas agora de volta às aulas, e aí tem que comprar uniforme, sapato novo, esse começo de ano é onde pega mais”, expõe Julia Eduarda.

Ronilson Costa afirma que “Este período representa um grande impacto no orçamento das famílias, que juntamente com outros gastos previstos no início do ano como IPVA, IPTU, pesam nas finanças. A compra dos materiais escolares representa um gasto considerável, mas eles também podem vir acompanhados de gastos correlacionados como uniforme e calçados, e para outros perfis de famílias, despesas com mensalidades e transporte escolar”. 

O economista revela que existem teorias econômicas que explicam esse aumento, entre elas:

1. Lei da oferta x procura: como há uma maior procura por estes produtos, os fornecedores aumentam os preços;

2. Custos de Produção: os preços são reajustados a fim de cobrir o aumento dos custos de produção, especialmente mão de obra e matérias primas;

3. Sazonalidade: O período de volta às aulas representa alta temporada para o comércio de artigos escolares, o que leva a um aumento nos preços.

Ronilson Costa de Sousa é economista há mais de 15 anos e há 13 atua como professor universitário, na Faculdade de Educação Santa Terezinha (FEST) e consultor empresarial no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Ronilson Costa Arquivo pessoal