Jornal On-line do curso de Jornalismo da UFMA de Imperatriz

 Casa MST de Imperatriz recupera clientela com serviço Delivery

Texto de Danielle Luz e Maria Thatyele

Fotos: Casa do MST

 

A Casa do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de Imperatriz se reinventa em meio ao cenário pandêmico. Mesmo com as divergências sofridas no início, os membros dirigentes da casa encontraram alternativas que elevaram novamente o percentual de clientes. Comentam ainda, que a comercialização através das redes sociais ampliou sua visão de comércio.

De acordo com dados divulgados pelo coordenador da casa MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Imperatriz, Enildo Bezerra, 25 anos, mais de 55% dos ganhos foram recuperados nos últimos meses, fato que segundo ele, é resultado do posicionamento nas redes sociais e entregas a domicilio. “Antes da pandemia, possuíamos um bar que funcionava aqui na casa, o Pretas Bar. Também tínhamos a feira de livros e comercializávamos os produtos de assentamentos. A venda era só por aqui ou na Beira rio mesmo”

A venda dos produtos caiu nos três primeiros meses. Entretanto, Enildo diz que a demanda por Mel e ervas medicinais no começo da pandemia foi grande, “A procura por boldo foi uma febre aqui na casa” (risos).

Segundo Enildo, as vendas pelas plataformas digitais era um dos grandes obstáculos enfrentados por eles, pelo motivo de não terem afinidade com tais ferramentas. Porém, diz ter se surpreendido: “No início do perfil no Instagram, tínhamos uns 286 seguidores. Quando focamos mais nas vendas online, aumentamos para 985 seguidores, em oito meses. Essa estratégia, junto ao serviço de delivery, foi nossa salvação nessa pandemia”, Conta.

Hoje, a casa já ultrapassa os mil seguidores, e o coordenador relata que durante a semana, recebem cerca de 12 a 15 pedidos de produtos para realizarem entregas aos sábados. Com relação aos produtos, os mais vendidos variam, mas alguns deles são: queijo coalho caseiro, mel, flocão de milho orgânico, café guaí e café terra de sabores. “Os livros da editora Expressão Popular também saem muito, cerca de 70% das cestas que a casa entrega vai com livros”, aponta ele.

A comercialização dos demais produtos tanto secos, como frescos (Hortaliças, raízes e grãos de origem animal), bolos, doces e geleias caseiras, continuam constantes. Os clientes da casa dizem não sentir impacto negativo nas novas transições. “Durante a pandemia nunca tive nenhuma dificuldade em adquirir os alimentos, pelo contrário, eles intensificaram o trabalho. Fazemos uma listinha encaminhamos via WhatsApp e recebemos em casa”, comenta a cliente Samanta Barreto Matos de Souza, 40 anos.

Entrega de mudas e alimentos em setembro

Apesar dos imprevistos em decorrência da pandemia, as comunidades e núcleos familiares tem progredido. A militante Mikaellen Santos da Silva, 25 anos, relata que houveram alguns assentamentos que se destacaram pela solidariedade, especialmente na região Tocantina e na região de Açailândia. “É muito importante que alguns deles estejam conseguindo se destacar não só na produção, como também, ao firmar as famílias, se reinventam e dão continuidade à algumas atividades, mesmo com todas as dificuldades”

Samanta afirma ainda que “O diferencial dos produtos, é que são saudáveis, sem agrotóxicos. “É importante incentivar os produtores locais e regionais, porque quanto mais consumirmos produtos sem agrotóxico, melhor”. Ela diz ter conhecido o trabalho do MST ao participar de eventos e reivindicações que eles estavam sempre presentes. Também, visitou os projetos que desenvolvem nas escolas dos assentamentos. “São projetos muito bonitos, com um cunho social e de representatividade forte e importante”, ressalta.

 

 

 

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