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Convivência e exercícios reforçam a saúde mental de idosos em Imperatriz

Especialistas e frequentadores destacam o papel do acolhimento diário na Casa do Idoso Feliz para prevenir a depressão e o declínio cognitivo na terceira idade

Luana Santos

Sara Carvalho

A Casa do Idoso Feliz realiza atividades provisoriamente no Ginásio Poliesportivo Professor Jackson Pereira (Foto: Prefeitura de Imperatriz)

A prática regular de exercícios físicos e a convivência comunitária têm atuado como estratégia direta de prevenção à depressão e ao isolamento social entre idosos em Imperatriz. Oferecida pela Casa do Idoso Feliz, a programação reúne acompanhamento multidisciplinar com consultas médicas, enfermagem, nutrição e fisioterapia, além de oficinas cognitivas e atividades físicas focadas na saúde mental, da autonomia e da qualidade de vida.

Programação reúne idosos, com ações voltadas à socialização e à qualidade de vida (Foto: Prefeitura de Imperatriz)

Segundo especialistas em saúde, a exclusão do idoso no próprio núcleo familiar é um dos principais fatores desencadeadores de quadros depressivos na terceira idade. O psicoterapeuta Alessandro Rodrigues alerta para a necessidade de integração e diálogo contínuo: “As pessoas acabam isolando o idoso, acabam excluindo o idoso. Isso até mesmo no ciclo familiar, então é importante que o idoso se sinta acolhido, ele sinta que faz parte daquela família. É através desse contato com as pessoas, dessa troca de diálogo, que a pessoa se sente valorizada, reconhecida”.

Além do fator social, a prática de atividades físicas gera respostas químicas e neurológicas diretas no organismo. O profissional de Educação Física Danilo Rocha explica que o movimento atua como aliado na proteção do cérebro “O exercício físico, do aspecto fisiológico, provoca diversas modificações cerebrais, para que problemas como Parkinson, Alzheimer, depressão e ansiedade sejam combatidos por meio da atividade física. Não só a atividade em grupo, que promove essa questão da socialização, dessa alegria de estar, que promove a liberação de diversos hormônios positivos, mas também aspectos fisiológicos que acontecem no decorrer da atividade”.

Os benefícios desse acompanhamento diário são confirmados pelas próprias frequentadoras da instituição. Com 76 anos, Marina Dalta relata como a rotina fortaleceu sua independência e bem-estar: “Eu moro só, mas eu amo viver só. Eu amo, gosto de viver livre, gosto de viajar. Eu amo aqui a segunda casa, adoro meus professores, o povo aqui. Para mim é ótimo, a minha velhice está levando um rumo maravilhoso, que eu nunca pensei”. A busca por longevidade ativa também é partilhada por Maria Fernandes, de 71 anos: “Tenho a rede de apoio da Casa do Idoso Feliz, da minha família, das minhas amigas, dos meus amigos. Tenho uma boa alimentação e faço educação física todos os dias”.

Para garantir que os frequentadores não percam essa rotina de cuidados, os serviços permanecem em funcionamento durante as obras de ampliação da sede oficial. As atividades estão sendo executadas temporariamente no Ginásio Poliesportivo Professor Jackson Pereira / Quadra da Praça Mané Garrincha. 

A coordenadora da instituição e pedagoga, Alesandra Nobre, ressalta que o foco é preservar a assistência sem interrupção: “A adaptação ao novo espaço exige alguns ajustes na organização das atividades, mas a equipe tem buscado manter uma programação que proporcione acolhimento, socialização, atividades físicas, culturais e de integração, evitando que os idosos fiquem sem assistência durante o período da reforma”. A previsão é que as obras sejam concluídas em novembro, permitindo o retorno a uma estrutura ampliada, acessível e segura.

Durante o período de reforma da sede oficial, as atividades e o atendimento presencial da Casa do Idoso Feliz estão concentrados temporariamente na Quadra da Praça Mané Garrincha. O cadastramento para novos participantes é gratuito.