Por Sofia Alves
Mais do que espaços de divulgação, as redes sociais passaram a ocupar um papel fundamental na economia do comércio local. Em Imperatriz, as lojas tem investido cada vez mais em profissionais de conteúdo digital para fortalecer a presença online, atrair consumidores e impulsionar as vendas. A rede social Instagram, por exemplo, deixou de funcionar apenas como vitrine e passou a influenciar diretamente a decisão de compra dos clientes.
O gerente das lojas ARM Store e ARM Femme, Wanderson Souza, afirma que a contratação de social media surgiu da necessidade de profissionalizar a presença digital das marcas. Segundo ele, o conteúdo produzido ajuda a destacar produtos estratégicos e aproxima consumidores da loja: “As redes sociais deixaram de ser apenas vitrines. Hoje elas atuam diretamente na decisão de compra de quem está do outro lado da tela”, afirma.
De acordo com Wanderson, é cada vez mais comum que clientes cheguem à loja após visualizarem conteúdos publicados nas redes sociais. Comentários como “vim por causa desse vídeo” ou “vi essa peça no Instagram” passaram a fazer parte da rotina da equipe, evidenciando mudanças na forma como os consumidores fazem suas compras. “As redes sociais viraram uma vitrine, mas também viraram um vendedor”, destaca.
Além de despertar interesse nos produtos, os conteúdos também funcionam como ferramenta de aproximação com o público. Para o gerente, a frequência nas publicações fortalece a relação entre marca e consumidor e contribui para a construção de confiança. Segundo ele, conteúdos promocionais costumam gerar maior impacto nas vendas, principalmente em períodos comerciais específicos, como campanhas de Dia das Mães ou Dia da Mulher. Estratégias com vídeos curtos, divulgação de ofertas e listas de transmissão pelo WhatsApp ajudam a acelerar a decisão de compra.
A presença digital também passou a influenciar diretamente o movimento das lojas físicas. Wanderson explica que muitos consumidores conhecem os produtos online antes de visitar o espaço presencial, chegando já com a intenção de compra definida.
Um dos exemplos citados por ele foi a campanha de reinauguração da ARM Femme. Durante cerca de um mês, a loja investiu em conteúdos voltados para divulgar o novo espaço. Segundo o gerente, o resultado foi um aumento significativo nas vendas durante o fim de semana de inauguração: “Tivemos um boom de vendas. Foram mais de R$ 25 mil em faturamento”, relata.
Além de impulsionar o fluxo presencial, as redes sociais também ampliaram o alcance do negócio. Wanderson afirma que consumidores de cidades vizinhas, como João Lisboa e Porto Franco, passaram a conhecer os produtos pelo Instagram e realizar pedidos à distância. “As redes sociais ampliam esse alcance. Hoje conseguimos chegar a pessoas que talvez nunca tivessem conhecido a loja só pela localização física”, explica.
Já para a social media Adriana Viana, o trabalho nas plataformas digitais deixou de funcionar apenas como um catálogo de produtos e passou a construir uma relação mais próxima entre marca e consumidor: “Antes era mais um catálogo. Hoje a gente tenta mostrar experiência, bastidores, novidades chegando, atendimento e combinações”, afirma.
Segundo Adriana, os reels têm apresentado forte alcance, principalmente quando mostram os produtos de maneira mais natural e dinâmica. Já os stories ajudam a fortalecer a proximidade com o público e influenciam diretamente no interesse pelas peças: “Muita gente chega falando ‘vi nos stories’ ou manda mensagem perguntando sobre produtos que viu nos vídeos. Nem sempre a venda acontece na hora, mas o conteúdo vai construindo desejo e aproximação”, explica.
A profissional também destaca a importância das métricas digitais para entender o comportamento do público. Alcance, compartilhamentos, mensagens e salvamentos ajudam a direcionar estratégias e identificar os conteúdos com maior potencial de engajamento.
Durante a campanha de volta às aulas, Adriana afirma que os vídeos publicados alcançaram cerca de 1 milhão de visualizações e engajamentos no Instagram, refletindo no aumento do interesse pelos produtos. Para ela, estar presente nas redes sociais se tornou essencial para a competitividade das marcas: “As pessoas pesquisam tudo pelo Instagram antes de comprar. Muitas vezes elas conhecem a loja primeiro no digital para depois ir presencialmente, então quem não aparece acaba sendo menos lembrado”, completa.