Após emprego exaustivo, Lucivania Alves transforma carrinho de açaí em fonte de renda

Diante do movimento acelerado do calçadão de Imperatriz (MA), onde trabalhava, ela percebeu que o produto que mais vendia era o açaí e decidiu arriscar.

Com o carrinho estacionado próximo ao local onde trabalhava, Lucivania transformou a pausa nas férias em uma oportunidade de trabalhar em algo mais flexível, hoje é dona do próprio negócio. Por: Solange Oliveira

Uma ideia que surgiu de uma jornada exaustiva de trabalho, acaba se transformando na sua principal renda familiar. É como o caso de Lucivania Alves, de 36 anos, após anos trabalhando no centro de compras GV em Imperatriz, com uma jornada exaustiva de trabalho, sem tempo para cuidar do filho pequeno, em agosto do ano passado decide empreender e acaba se tornando dona do próprio negócio, a partir daí Lucivania coloca um plano em prática, vender açaí no calçadão.

Era um desejo que ela já tinha há um tempo, durante as férias do antigo emprego passou a observar os vendedores ambulantes para descobrir o que mais vendia no calçadão de Imperatriz que fica localizado em frente ao seu antigo trabalho. “Eu vi o que o pessoal mais procurava no calçadão, vi que tinha muitos carrinhos de açaí e que mesmo assim todo mundo vendia”, ressalta ela.

“Então eu pensei assim, se eu colocar isso, vai dar certo, porque é uma coisa que o pessoal gosta muito”. Partindo deste ponto ela começa a colocar o plano em ação, com o pouco dinheiro que tinha ela compra o carrinho de açaí e dá início ao seu próprio negócio. No início o medo de não dar certo tomou conta, o risco era alto, no início teve que investir pouco mais de 2 mil reais, mas logo os benefícios e retorno foram gratificantes, “no outro trabalho, eu ficava o dia inteiro fora, meu filho era cuidado por outras pessoas, hoje eu passo as manhãs com ele e trabalho só à tarde. E mesmo assim, ganho mais do que ganhava antes”.

O “Açaí da Lu” é inspirado em seu apelido, por esse motivo Lucivania acaba nomeando o seu empreendimento com o mesmo nome. O negócio deu tão certo que ela já pensa em expandir e abrir um açaí em sua própria casa, “eu já comprei algumas coisinhas, mas só quero colocar lá quando tiver tudo organizado, penso em ficar nos dois, durante o dia continuo no calçadão e à noite em casa”, destaca ela. O negócio da vendedora de açaí está prestes a completar um ano, e ela destaca que “foi o melhor que eu fiz, trabalho menos, ganho mais, não tem comparação”.

Segundo dados do Sebrae o Maranhão, é o estado onde 33,5% dos negócios formais e informais são liderados por mulheres, o que reflete a realidade de muitas mulheres como Lucivania que precisam trabalhar, cuidar da casa e dos filhos.