Considerado até então uma alternativa “barata” às demais proteínas animais, o ovo tem sido uma das principais opções para as refeições do dia a dia do cidadão Imperatrizense.

Matéria por Naum Santos Gomes

Mesmo com sua grande produção, que em 2019 atingiu 3,83 bilhões de dúzias, representando um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior – um recorde da série histórica de 1987 – hoje, o ovo vem estado cada vez mais caro, e têm preocupado principalmente a parcela da população que esteve dependente do auxílio emergencial.

Cristiane Damião, atual produtora de insumos derivados da soja, conta “A relação da alta do ovo é em relação a todos os itens da alimentação, tudo subiu muito. Precisa-se de que para produzir milho? Precisa-se de combustível, combustível só do começo do ano pra cá já subiu 30%, e aí para se produzir ovo, precisa-se de ração, é preciso se plantar milho, soja, farelo de soja. Tudo isso requer insumos, e todos esses insumos são comprados em dólar, que está em alta sempre. Por isso a alta de todos itens da alimentação”. Com isso, a margem de lucro dos produtores é diretamente afetada, e para evitar que fiquem no vermelho, a tendência é que o valor siga elevado.

Segundo o site “O presente rural” em 2019 cada brasileiro consumiu em média 230 ovos, alcançando pela primeira vez na história esse número na média de consumo dessa proteína no mundo.

As expectativas atingidas em 2020 foram de até 240 ovos por pessoa. E para 2021 estima-se que independente da alta, o consumo aumente em 6%, chegando em até 265 unidades por pessoa. Com isso, a população que hoje se questiona sobre o que cortar das suas refeições, se alimenta de arroz, feijão, dúvidas e medo.