Nesta 16° edição do Salimp – Salão do Livro de Imperatriz,  a Prefeitura Municipal, trouxe a mostra o projeto “Ciranda Cultural” que tem por intuito despertar a criatividade, incentivar a  leitura, possibilitar projetos autorais e a reciclagem de papéis que seriam descartados, através  do corte e colagem.

Este processo, tem por finalidade  montar um livro, revista ou história e é denominado como “Fanzine”: Revista de Fan. No dia 04/10/2018 ela foi apresentada as crianças e adolescentes que estavam visitando o evento.

O Projeto Ciranda Cultural, selecionou 17 escolas municipais e através de 4 encontros os proporcionou perceber o que o corte, colagem e a criatividade podem resultar. Foi desenvolvido um jornal de 20 páginas: que se chama “Jornalzinho Ciranda Cirandar” de total autoria dos alunos das escolas públicas do município.

Lana Luiza, idealizadora deste projeto, é jornalista e o teve como tema de seu  TCC – Trabalho de Conclusão de Curso na UFMA – Universidade Federal do Maranhão. De Acordo com a mesma, o jornalismo é uma forma também de educar, pois aprimora as crianças e adolescentes quanto a redação, os habilita a produzir temáticas dentro dos gêneros jornalísticos (Notícia, Reportagem, Utilitários…) e os proporciona um olhar mais crítico, quanto as notícias viabilizadas pelas mídias sociais.

A prática do Fanzine, também objetiva materializar as informações e possibilita o aprimoramento da engenhosidade de cada criança. Isso impede que os mesmos só repitam informações, ato muito comum atualmente com o advento da internet. Também os possibilita a vivenciar a infância de forma simples, unificando a brincadeira á produção de conteúdo. Resultante obtida forma espontânea, mas que se tornou o carro – chefe do projeto.

O público que mais tem interesse nesta atividade, tem de 12 a 15 anos. Isto ocorre, pelo fato de ser uma ação que necessita de uma determinada porção de coordenação motora. Lana Luiza, diz que ainda está pensando em formas de levar o Fanzine a crianças com faixas etárias inferiores as citadas.

O jornalismo é uma forma de recorte da realidade e educação, e o repasse de sua essência associada a prática Fanzine modifica positivamente o mundo infantil. A maneira como o jornalista recorta o mundo, é uma colagem no mundo deles”, afirma Lana Almeida.

O Salão do Livro de Imperatriz iniciou suas programações  no dia 27/09 e vai até o dia 06/10/2018. Este ano, tem como objetivo homenagear o Professor, in memoria Arnaldo Monteiro, membro da Academia Imperatrizense de Letras que faleceu em Janeiro deste ano. “A Língua que falamos” é o tema escolhido para esta edição e é embasada na perspectiva que Olavo Bilac tem  do belo e clássico.

Corte, colagem e criatividade = “Zine”