Exposição de Desenhos Afro feitos por alunos da rede estadual.

O Salão do Livro de Imperatriz (SALIMP), realizado entre os dias 27 de setembro a 6 de outubro, oferece a exposição de desenhos afros, feitos por estudantes do Ensino Médio de escolas da cidade, com o objetivo de promover a cultura negra.

O evento já está na 16º edição e se tornou bastante conhecido na agenda cultural de Imperatriz e região, sendo atualmente a maior feira literária do Sul do Maranhão. Organizado pela Academia Imperatrizense de Letras, com o apoio de diversas instituições, o salão do livro tem 9 dias de duração, em que acontecem atividades culturais, como venda de livros, palestras, oficinas, músicas, debates e exposições.

Dentre as amostras de arte, destaca-se a exposição de desenhos afros feitos por alunos do Ensino Médio de várias escolas de Imperatriz, que tem como objetivo promover a cultura negra e trazer uma percepção ainda mais ampla nas pessoas sobre a importância da diversidade cultural dos movimentos afro e sua luta pelo combate à desigualdade. Além disso, procura-se envolver as escolas no universo da cultura africana e afro-brasileira sob a forma da pintura.

O SALIMP vem como uma oportunidade de discutir assuntos relevantes para a conscientização da população sobre problemas sociais e do cotidiano nas mais diferentes instâncias do saber e do conhecimento, e a exposição de desenhos afros criados por estudantes representa a percepção dos adolescentes sobre a cultura negra.

Para o metalúrgico Gilmar Pereira, a exposição afro é um trabalho diversificado e enriquecedor.  “Isso não é necessário só aqui no SALIMP, mas durante o ano todo nas escolas”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este ano, 18 escolas de Imperatriz participaram da criação dos desenhos. A escolha das obras de arte acontece com base num regulamento, no qual os alunos são os responsáveis pela produção das obras de arte e cada instituição pode escolher até três desenhos. A partir daí, é feita uma última seleção para evitar plágio. E os critérios para a escolha dos melhores desenhos são: criatividade, originalidade e coerência com o tema.

Para a responsável pelo stand onde a exposição acontece, pertencente à Coordenação de Educação da Igualdade Racial (CEI), Antônia Josilda Pereira, 50, a temática “o que é ser criança negra no Brasil” reforça o combate ao preconceito. “É uma forma que a gente traz de mostrar o preconceito que ainda existe, o racismo e a discriminação, os estereótipos que dizem que nós somos iguais, não somos todos iguais. Tem que acabar com esse discurso que todos nós somos iguais. Queremos respeito pelas diferenças e igualdade de direitos” afirma a professora Josilda.

O 16º SALIMP tem como tema “A língua que falamos” e lema “A última flor de Lácio inculta e bela”, homenageando o escritor Arnaldo Monteiro, falecido em 25 de janeiro de 2017. O evento é realizado no Centro de Convenções, que fica localizado na rua Hermes da Fonseca, centro de Imperatriz.