“A Janaina tem curso superior, trabalhou dois anos de voluntária com o projeto Criança Feliz e desenvolveu uma habilidade em tratar com o social e com pessoas”

O prefeito da cidade, Assis Andrade Ramos (44), que decidiu se candidatar para tentar uma reeleição, transparece serenidade durante a entrevista concedida aos alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), realizada na segunda-feira (05). Ao ser questionado por temas polêmicos e que caminham para a crítica à sua gestão, Ramos fala pacientemente, a pesar de em alguns momentos titubear procurando as palavras mais adequadas para elaborar suas respostas. O candidato se mostra satisfeito com o trabalho feito nestes três anos e nove meses de gestão e ao mesmo tempo afirma durante a videoconferência que “há falhas da gestão com relação à saúde, eu não posso negar, mas a gente melhorou bastante.”.

Eleito em sua primeira gestão pelo partido pelo partido político Movimento Democrático Brasileiro (MDB) com 29,16% dos votos, Assis aparece agora sendo emplacado como o candidato do partido Democratas. Fazendo uma campanha ferrenha que domina o Horário Político, ele se mostra confiante da vitória e reeleição. O Imperatriz Notícias indagou o candidato pois, aparentemente, sua gestão não soube lidar bem com as críticas, fato constatado nas redes sociais da prefeitura, ao que Ramos retruca afirmando encará-las com tranquilidade.

Mais conhecido como Delegado Assis, é filho do servidor público Julimar da Silva Ramos e da professora Esmeralda Andrade Ramos, nasceu na cidade de Floriano, Piauí, em 31 de outubro de 1976, formou-se em direito pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi), em Teresina, no ano de 2002. Após se formar, foi aprovado em concurso público para delegado de Polícia Civil, atuando em várias cidades da região. Atualmente é casado com Janaina Ramos, e pai de quatro filhos.

O candidato foi convidado pelos alunos do Curso de Jornalismo para participar da série de entrevistas realizadas com os candidatos a prefeito da cidade por meio do projeto “ELEIÇÕES 2020 – Jornalismo da UFMA pergunta”, transmitidas pela plataforma YouTube de 01 a 17 de outubro com link disponível na página do Curso. O objetivo da ação é divulgar e apresentar à sociedade imperatrizense, por meio do conteúdo jornalístico, as propostas de cada candidato com perguntas que abrangem todos os eixos sociais como: educação, saúde, pandemia, infraestrutura, meio ambiente, segurança pública, cultura, mobilidade, turismo e patrimônio.  Confira a entrevista completa.

 

Imperatriz Notícias: Durante a campanha das eleições de 2016 o senhor reforçou, em diversas ocasiões, a importância de se valorizar os profissionais da saúde e motivá-los. No entanto, durante o seu mandato, ocorreram denúncias de falta de leitos, acomodações, cancelamento de hemodiálises para pacientes com problemas renais e falta de pagamento dos profissionais da saúde, tivemos até outdoor feito pela clínica cirúrgica de Imperatriz. O que será diferente caso o senhor seja reeleito? 

Candidato Assis Ramos:  os servidores, em geral, todos recebem em dia. Inclusive, agora nesta pandemia, estão recebendo um abono de R$ 400. Eu desconheço outro município que faça isso. Aqueles servidores que estão/estavam na ponta do combate ao Covid-19. Então, sempre houve uma valorização do servidor não só da saúde, mas todo servidor do município de Imperatriz. A gente teve um dissabor com a Clínica Cirúrgica por conta da mudança forma da gente tratar a questão dos médicos que antes, inclusive com a Clínica Cirúrgica e outras empresas que prestavam serviço ao município eram empresas contratadas, licitadas, cujo valor era muito alto para manter esse serviço. Nós planejamos um concurso público onde a gente convocou mais de duzentos médicos. Isso de certa forma, no decorrer dessa execução desse planejamento que nós fizemos, alguns ficaram insatisfeitos. Nós valorizamos todas as áreas da saúde, inclusive a atenção básica, eram apenas 304 agentes comunitários de saúde e hoje são 604. Fala-se muito do socorrão e socorrinho que é a saúde de reabilitação, tudo é importante, mas o que realmente pode fazer a diferença é a saúde preventiva. Essa sim, eu posso dizer que é uma competência do prefeito. As outras, sem uma união de forças na região, fica difícil de resolver de forma resolutiva, embora a gente tenha melhorado muito o socorrão. A gente colocou a capacidade máxima de 20 leitos funcionando na UTI, fizemos reformas no centro cirúrgico. Há falhas da gestão com relação à saúde, eu não posso negar, mas a gente melhorou bastante.

 

IN: A municipalização das escolas públicas, ou seja, os colégios que não tem sede própria, é um problema que se estende há várias gestões em nossa cidade. Porque ainda não conseguimos resolver isso?

AR:  As municipalizadas são, aproximadamente, 50% das que nós temos no município. A gente começou com a reconstrução das escolas do município. Nós lutamos a procura de recursos e conseguimos uma fonte de financiamento através do FUNDEB, tem toda aquela polêmica em torno aos 40 ou 60% que os professores reivindicaram e nós conseguimos cerca de 100 milhões e executamos esse plano de revitalização de toda a educação. Temos 40 escolas sendo reconstruídas, 3 nós construímos e num segundo momento, vamos passar para as municipalizadas. Algumas já estão sendo executadas. Ao ser um contrato de locação, a gente não pode mexer na estrutura das escolas. Então o que vamos fazer é uma melhora no bem-estar dos alunos, através da climatização. Agora são 50 escolas municipalizadas é um custo muito alto. Existem bairros em que têm terreno disponível, por exemplo, a escola Santos Dumont, no bairro bacuri, nós estamos comprando a escola para sair do aluguel e poder fazer as reformas estruturais. A grande dificuldade de sair definitivamente das escolas municipais alugadas é o custo. Construir 50 escolas em 4 anos não é fácil, mas já começamos a fazer isso, as reformas não são apenas pinturas, mas climatização, robótica, entre outras coisas. Nosso objetivo é de substituir o máximo possível essas escolas alugadas por escolas próprias do município. Tendo responder de forma bem objetiva, o custo de mudar todas essas escolas municipalizadas para um patrimônio próprio do município é um custo alto e requer planejamento. Nós estamos executando esse planejamento.

 

“A grande dificuldade de sair definitivamente das escolas municipais alugadas é o custo. Construir 50 escolas em 4 anos não é fácil, mas já começamos a fazer isso, as reformas não são apenas pinturas, mas climatização, robótica, entre outras coisas”

IN: A sua administração foi bastante generosa com a flexibilização do comércio, inclusive com a abertura de praias e isso teve um crescimento do Covid-19 pelo total desrespeito às normas em todos os lugares. Se o senhor decidiu acatar as pressões comerciais porque não investiu numa fiscalização mais rígida e com maior número?

AS: Nós fizemos a fiscalização na medida que a gente podia e utilizando todos os órgãos de fiscalização, guarda municipal, polícia militar, defesa civil, todo o corpo fiscal do município foi utilizado durante a pandemia. Inclusive fizemos notificações, interdições, etc. Então nós atuamos na fiscalização. Sobre os números, eu não acho que foi generoso. Nós estávamos e estamos trabalhando para conciliar a saúde com a economia. Não houve generosidade, o que houve foi obediência aos números que nos davam condições de flexibilizar. Nós estamos procurando esse equilíbrio. Infelizmente, aconteceram mortes e nós lamentamos demais. O hospital de campanha foi o primeiro do Maranhão. Nós atuamos em tudo que foi feito, o ambulatório que não conseguiu se manter durante mais tempo pela Associação Comercial. Então, nós fizemos mais 4 ambulatórios distribuídos em toda a cidade. Tudo que podia ser feito, foi e está sendo feito. O que nos fez ter essa flexibilização foram os números que nos deram esse respaldo de que nós poderíamos abrir paulatinamente o comércio.

 

IN: Por dois anos seguidos Imperatriz sofreu com fortes alagamentos no inverno, casas que antes não sofriam com enchentes, hoje qualquer chuva preocupa os moradores, além das ruas e avenidas alagadas. Porque não foi implementado um sistema de galerias e saneamento básico na cidade? E porque as galerias existentes sempre estão cheias de lixo como se a cidade não fosse limpa?

AR: As chuvas elas foram diferentes. Nenhum outro prefeito recebeu o volume de chuva tão grande como nós recebemos de 2019/2020. Além de termos muitas edificações às margens dos riachos por falta de fiscalização e eu tenho a plena tranquilidade para dizer que em nossa gestão não houve isso. Nós temos uma Secretaria de Meio Ambiente bem eficiente, uma secretaria de planejamento Urbano bem eficiente. Eu não autorizo nenhuma edificação às margens dos riachos. Nós colocamos, desde 2017, a limpeza de riachos com máquinas. Essa questão das drenagens no Parque Alvorada que é o lugar mais castigado pelas chuvas, nós fizemos mais de 2 Km de drenagem. O detalhe é que a cidade é serpenteada por riachos e essa situação não se resolve em 3 anos e 9 meses. Praticamente todas as ruas precisam de drenagem e nós temos feito em outros lugares, na Vila Ipiranga temos feito mais de 15 pontes. Recentemente, demos uma entrevista na TV mostrando que estamos limpando o riacho Bacuri que é o que tem mais pontos de alagamento na cidade. Infelizmente, devido às chuvas torrenciais isso não é percebido mas tem muita coisa feita. Outro fator muito importante, tem uma parcela pequena da população que não colabora e joga lixo no riacho. Então, não é só uma questão de intensificar as drenagens, mas de ter respeito para poder minimizar.

 

IN: Prefeito, como você avalia as críticas recebidas nesses últimos anos de governo voltadas, principalmente, para a área da Infraestrutura?

AR: As críticas eu encaro com naturalidade. Na consciência de que a gente tem que melhorar. Agora, tem que dar a César o que é de César. A gente tem feito muita coisa. É só olhar nosso perfil do Facebook, entrar no Instagram. Tanto meu, como também o da Prefeitura. A gente encara com tranquilidade sabendo que muitas críticas são legítimas agora não podemos pegar e achar que é só inércia do poder público. Um exemplo bem claro é o que foi feito no Santa Rita. Foram feitas naquela margem direita, de quem vai para o centro, quatro pontes mas tivemos obstáculos porque tem uma casa feita em cima do riacho. Tirar a pessoa requer um processo judicial, não é fácil porque nossa justiça é morosa e a gente acaba esbarrando em nossa própria burocracia. Tem coisas que fogem da nossa competência. Agora, as críticas, encaro com tranquilidade. Faz parte da vida do gestor público.

 

IN: ​As praças e a beira-rio estão lotadas todos os fins de semana, onde está a fiscalização que o senhor fala?

AR: A fiscalização está em toda cidade. Agora, como eu falei, a fiscalização tem limite. Ninguém é onipresente ou onisciente. Não apenas os órgãos municipais são obrigados a fiscalizar, os órgãos também. Inclusive a polícia militar, e eles atuam junto conosco. Agora, é necessário que a gente veja aquilo que foi fiscalizado e olhar também os números que estão caindo. Nós estamos numa situação longe do ideal, mas estamos numa situação bem melhor do que várias outras cidades. A fiscalização continua, a guarda municipal sempre está presente, a Polícia Militar e Defesa Civil. Agora, tem muita gente que desobedece.

 

IN: Muitas pessoas reclamaram após a instalação dos radares dentro da cidade. O senhor que essa foi uma medida eficaz?

AR: 60% dos acidentes foram diminuídos. Isso demonstra a eficácia. Com certeza várias mortes foram evitadas, vários braços quebrados, cabeças quebradas. Então, não há o que se contestar aos radares.  Quem contesta é porque não quer paz no trânsito. Valeu o desgaste, se tivesse salvado uma vida já valeria o desgaste, se tivesse deixado de quebrar um braço também. A gente tem que organizar a cidade e o trânsito, a disciplina só vem com essas com essas medidas. Lembrando que o radar eletrônico, que alguns acham que sou o primeiro prefeito Brasil a tomar essa medida, existe desde 1964. Então a gente tem certeza que acertamos e que já estamos vencendo.

 

IN: Prefeito como você lida com as críticas ao seu governo? Nós da UFMA, por exemplo, pontuamos que havia um erro nos gráficos sobre casos de Covid-19 publicado nas redes sociais da prefeitura. O comentário foi apagado, inclusive, bloquearam as alunas. Além disso, algumas palavras, como “gráficos”, também estavam bloqueadas. Porque?

AR: Eu não autorizo isso. Assim como eu absorvo as críticas na infraestrutura que são muitas, eu não autorizo isso. Deve ter sido algum servidor desavisado sem qualquer anuência minha. Agora, a administração pública é muito grande, não tem como saber se alguém bloqueia ou não. O fato é que eu não aceito isso. Se criticaram e nós sabíamos que estava errado, deveríamos ter consertado. Sem bloquear as pessoas. Inclusive vou verificar isso para saber onde aconteceu. Se foi na saúde, secretaria de governo ou na comunicação.

 

IN: ​Perfeito, durante sua gestão você teve certas “rinhas” com o governador. Nao considera que isso poderia prejudicar a cidade?

AR: Nunca tive nada com ele, pelo contrário, até placas eu estou colocando agradecendo o asfalto que ele colocou na cidade. O gestor, o prefeito de Imperatriz não deve apenas abaixar a cabeça para o governador. Não é para ser tutelado pelo governador. Na verdade, o prefeito de Imperatriz é independente assim como a cidade. Então, quando eu critiquei algumas atitudes, principalmente, do saneamento básico, quando ocorreram as enchentes e nós não tivemos o auxílio necessário, não quer dizer que eu tenha rinha ou richa. Na verdade, eu estou fazendo meu papel de reivindicar melhorias para nossa cidade. A final de contas, ele tem uma boa aprovação, foi bem votado aqui. É necessário que ele tenha uma atenção maior. Não estou dizendo que ele não fez, mas em alguns pontos, como saneamento básico, a Caema que é de competência do Governo do Estado, a questão das chuvas, eu não tenho conhecimento de drenagens feitas pelo Estado a fim de minimizar esses problemas. Nesses momentos nós criticamos, mas também elogiamos.

 

IN: Prefeito, você não acha que o dinheiro gasto em diversas placas para numerar as diversas obras feitas na sua gestão. Não poderia ser melhor investido em outras ações efetivas para a população?

AR: Uma coisa não impede a outra, tanto é que nós estamos recapeando as ruas Ceará, Luís Domingues e Moacir Expósio do aeroporto. Estamos colocando asfalto novo em vários bairros da cidade em que não existia, como a Vila Chico do Rádio, VIla Davi 2, Vila Ipiranga até o Camaçari que é zona rural, nós estamos colocando asfalto. Então, uma coisa não exclui a outra. Se nós estamos colocando asfalto de qualidade primeiro, para depois, colocar os pardais, muita gente vai morrer e o trânsito tem pressa para ser pacificado, para diminuir essa violência.

 

IN:  No seu plano de governo existem várias propostas voltadas para a valorização da cultura local. Inclusive, acompanhamos suas ações de revitalização das praças. No entanto, o senhor autorizou a demolição do Coreto da Praça da Cultura na última revitalização e teve como justificativa a questão de segurança. Uma edificação da década de 80 do século passado e que fazia parte da nossa história deu espaço para o modelo moderno e padronizado de Praça. Como pensar cultura sem história?

AR: O comportamento do imperatrizense em 70 e 80 é diferente do que temos hoje. Sobretudo com relação à segurança. A cidade está mais violenta e quem tem mais propriedade para responder essa pergunta é a população que mora ali ao lado, nas imediações da praça. A memória recente que eles têm do Coreto e só de uma estrutura que recebia marginais e isso trazia um dissabor muito grande para aqueles moradores. Nós ouvimos os moradores. Por mais que a gente tenha a guarda municipal Guarda Municipal, não é possível ter vigilância 24 horas. Então, temos que lembrar o que o Coreto representava e representa, mas a gente optou pela segurança. Na questão da cultura, temos que lembrar o que nós resgatamos na festa junina, no próprio carnaval que nós mantivemos as marchinhas. Então, a gente tem valorizado muitas festas culturais.

 

IN: Pensando em atrações turísticas, porque não temos uma área de parque na cidade, como é corriqueiro e atraente em tantos outros locais?

AR: Nós temos a beira-rio que é nosso grande atrativo, principalmente, em eventos. Agora, com relação a parques, nós temos um projeto que é o Horto Florestal Arara Azul que foi doado pela empresa Valec e nós vamos criar ali, através de um decreto meu, uma unidade de preservação ambiental que é uma luta nossa desde 2017 para criar ali um jardim botânico, o parque da cidade. O Horto está localizado ao lado do conjunto habitacional Itamar Guará, tem cerca de 33 mil hectares e nós temos a ideia de fazer o jardim botânico para ser o segundo ponto turístico da cidade. Agora quando se fala em turismo, não podemos esquecer as praias que nós estruturamos bastante para dar mais realce, com mais atrações, organização e segurança. Tudo isso mobiliza o turismo. Até neste ano com a pandemia, nós conseguimos montar uma estrutura básica para a população se divertir um pouco. Voltando a falar do carnaval, nós fomentamos muito o turismo com o carnaval da cidade. Antes, as pessoas iam para a Barra do Corda ou Porto Franco e hoje o fluxo mudou.

 

IN: Você tem alguma proposta para reforçar a lei do silêncio na cidade? Há estabelecimentos causando perturbação do sossego em bairros residenciais, as denúncias são em vão.

AR: A gente delegado de polícia sabe que isso realmente é uma verdade. No momento que nós implantamos a guarda municipal, colocamos como fiscais 84 guardas municipais que vão ajudar as polícias Civil e Militar no combate as esses crimes. Isso não é função apenas do prefeito, mas também é papel das forças de segurança estaduais. Para mim, as denúncias têm que acontecer, elas não são em vão. Eu já intervi diretamente na praça da cultura e no bar da Polly que estava perturbando bastante, tivemos uma audiência, a dona do bar estava presente e resolvemos o problema. Há muita desobediência e apenas com uma fiscalização mais eficaz vamos conseguir diminuir. Nossa intenção é aumentar o número de guardas municipais, manter as parcerias com as polícias militar e civil, a fim de acabar com essas infrações.

 

IN: De acordo com o último censo realizado pelo IBGE em 2010, estimava-se que em Imperatriz havia 205.148 pessoas portadoras de alguma deficiência, seja locomotora, auditiva, visual, etc. No entanto, em seu plano de governo não há medida alguma que vise facilitar a mobilidade dessas pessoas dentro da cidade. Existe alguma medida que pode ser feita, no centro por exemplo?

AR: Nós já estamos fazendo. Na verdade, com a conclusão da obra do Shopping da cidade, nós vamos tirar os camelôs das calçadas e colocar num lugar digno onde ele não fique exposto e nem atrapalhe a mobilidade. As pontes que nós estamos fazendo, já foram mais de 15 pontes de concreto, também dão mobilidade para nossa cidade. Agora, o mais dificil para o prefeito é a padronização das calçadas. Não é fácil. É desafiador e merece uma audiência pública para ser discutido. Com relação ao plano de governo, não está lá, mas nós estamos incrementando isso aí também. O que nós colocamos alí é apenas o esqueleto do plano de governo, mas isso também está em nossas metas e já estamos executando essas ações neste mandato. Falar em padronização de calçadas será uma guerra grande, mas eu me disponho a fazer.

 

IN: Quanto ao coreto da Praça da Cultura, foram consultados profissionais especializados em memória, cultura e sociedade (Gestão moderna combina com ciência)?

AR: Não tenho esse conhecimento. Nós pautamos a nossa ação com os moradores e tudo o que sabemos sobre o histórico presente daquele local. Tivemos o apoio e aprovação de todos os moradores ali próximos. Inclusive os membros da própria Academia Imperatrizense de Letras não fizeram contestação alguma. Eu faço uma pergunta para essa pessoa que fez o questionamento, hoje a praça é mais ou menos frequentada do que antes?  Nós sabemos do histórico mas acreditamos que fizemos o correto.

 

IN: Durante uma entrevista concedida ao portal Imirante, após sua vitória como prefeito, o senhor falou que a escolha dos secretários a frente das pastas seria técnica e que não priorizaria as alianças partidárias. Qual o critério técnico utilizado para escolher sua esposa, Janaína Ramos, como a secretária de desenvolvimento social?

AR: A Janaina tem curso superior, trabalhou dois anos de voluntária com o projeto Criança Feliz e desenvolveu uma habilidade em tratar com o social e com pessoas. Isso chamou a atenção. Além do critério técnico que o fato dela ter um curso superior e uma pós-graduação. Por isso, tivemos a tranquilidade de nomeá-la e hoje é uma das melhores secretárias que temos, não por ser minha esposa ou porque eu ache, mas porque a própria população reconhece isso. Talvez, se ela fosse advogada, não haveria esse questionamento. Ela é uma nutricionista e eu não vejo motivo para questionar essa parte técnica.

 

IN: Como você interpreta a mudança de seu antigo vice na atual conjuntura política e o que provocou essa mudança?

AR: Isso é coisa da política não vejo qualquer problema nisso e encaro com naturalidade ninguém é preso a mim, ele teve sua parcela de contribuição, atuou muito bem e resolveu apoiar outra candidatura e isso é normal, com relação ao Franciscano que eu indiquei e foi divulgado que ele seria meu vice e agora mudou para o Alcemir. O Franciscano apresentou problemas de ordem jurídica que devido a morosidade da Justiça não foi resolvida a situação dele a tempo e nos quadros do MDB  tem bons nomes também como é o nome do Alcemir que é um funcionário, um servidor público concursado no tribunal de justiça, formado em história está se formando em direito, foi um excelente secretário de regularização fundiária entregando quase 5 mil títulos para nossa população que não tinha certeza das suas propriedades, com vários bairros da cidade, uma pessoa jovem, uma pessoa que assim como eu conseguiu o lugar que hoje ele ocupa estudando, sendo aprovado em concurso é uma pessoa muito bem vista no bairro e na cidade toda, que representa muito bem a juventude, representa muito bem a nossa cidade e pode estar ao meu lado para fazer uma grande gestão se Deus e o povo quiser.

 

IN: Candidato na base de dados publicado pelo TST à dois planos de governo sugeridos pelo senhor, mas nenhum deles fala em transporte público, não há nenhum plano em relação a isso?

 AR: Não, há sim um plano nesse sentido e a gente está atualizando esse plano de governo, nós tivemos aí alguns problemas de ordem técnica, questão também do próprio vício e foi escolhido assim no último prazo para apresentação do registro da candidatura e nós estamos atualizando, mas o transporte público ao contrário de outras gestões nunca teve nenhuma crise, não sei se vocês recordam, mas a gestão passada houve cem dias da cidade ficar sem transporte público e nós quando assumimos na qualidade, claro que há ainda reclamações, não tinha a veículos com ar-condicionado aqui e a gente trouxe vários veículos com ar-condicionado, não tinha também a questão da internet nas paradas de ônibus, mas a gente tem sim um plano e a tendência é aumentar, a tendência não a nossa intenção é aumentar o número de rotas para o transporte público e para os ônibus principalmente e também melhorar a qualidade dos ônibus, mas transporte público também não é só ônibus, a questão do Uber nós colaboramos para que ele fosse implantado aqui de forma rápida a questão dos táxi lotação também foi o único prefeito que reconheceu o táxi lotação como legal dentro da nossa cidade, tem outra situação também que tem tudo a ver com transporte público que é a questão da criação do anel viário, nós estamos em vias que é em concluir uma obra ali que vai ligar Pedro Neiva de Santana a BR 010 e vai desafogar ali o nosso viaduto, que é um ponto que fica bem estrangulado principalmente nesse horário. Então assim nós temos sim planos para o transporte público estamos executando e vamos executar mais ainda na próxima gestão isso certamente foi uma falha de informação porque o plano de governo é feito claro por mim e por todos os secretários que compõem as pastas sempre na intenção de avançar e fazer coisas possíveis da forma que nós fizemos nessa gestão que está se findando.

 

 

Esta entrevista integra o projeto interdisciplinar

ELEIÇÕES 2020 – Jornalismo da UFMA pergunta

Alunos de Gêneros Jornalísticos responsáveis por essa produção:

Lorenna Silva e Willas Ilarindo