Daniel Fiim concedeu entrevista aos alunos de Jornalismo da UFMA no sábado (17), o médico ortopedista comenta o tratamento da atual gestão quanto ao COVID-19 na cidade e diz que faria praticamente tudo diferente. Fiim já trabalha na área da saúde há quase 20 anos, formado em Medicina pela Itpac e especializado em ortopedia pela Clínica de Fraturas – SP, opera atualmente tanto na rede pública quanto na privada. Agora, disputando a prefeitura, o candidato alegou que uma de suas motivações pelo cargo seria corrigir as falhas no sistema de saúde, que ocasionaram a morte de seu pai (Francisco Fiim) em 1994.

“Graças ao problema da nossa cidade, eu perdi o meu pai há 26 anos”, diz o candidato saudoso, enquanto debate sobre  questões de saúde do município,“ele precisava de uma coisa muito simples, era simplesmente ter colocado um tubo no pulmão dele para voltar a respirar e ele não teve esse atendimento”, Fiim completa: ”isso me motivou a fazer medicina e procurar fazer algo para que outras pessoas não passassem por essa mesma situação”.

O filho de Francisco ingressou na política em 2018, onde concorreu para Deputado Federal pelo Partido Verde, e desde lá vêm ativamente empenhado na política da cidade, até lançar sua campanha para as eleições 2020, no dia 15 de setembro pelo PODEMOS, partido do centrão que ganhou cara nova em 2017 após abandonar a nomenclatura de PTN. Nesta entrevista, Fiim comenta suas propostas de governo e propõe algumas soluções para problemas da cidade, como o aprofundamento e alargamento de riachos para a prevenção de enchentes, a construção de um novo hospital municipal, o fechamento de faixas de avenidas principais aos fins de semana para utilizá-las como áreas de lazer e atividade física, também faz críticas aos seus concorrentes.

A entrevista realizada pelo curso de Jornalismo da Universidade Federal  do Maranhão, dentro do projeto interdisciplinar, que visava abrir espaço de fala a todos os candidatos por meio de entrevistas diárias, contou com a participação de vários internautas e foi dividida em eixos de interesse público, dentre eles: saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente segurança, cultura, entre outros. Segue a entrevista transcrita na íntegra.

 

“Observamos ao longo das últimas décadas é que infelizmente nós não tivemos gestões públicas qualificadas relacionadas à gestão Municipal”

I.N.: Candidato, vamos iniciar a entrevista com a primeira pergunta que interessa a todos, por que o senhor quer ser prefeito de Imperatriz?

Daniel Fiim: Por que a cidade de Imperatriz é uma cidade que precisa ser destravada em termos de crescimento, desenvolvimento e prosperidade. Nós somos da segunda maior cidade do estado do Maranhão, o termo de representatividade geral, tanto em área geográfica quanto em contingente populacional, além do nível de eleitorado e a representação econômica através do PIB local. Nós temos que ter uma gestão pública ao nível da cidade de Imperatriz e o que nós observamos ao longo das últimas décadas é que infelizmente nós não tivemos gestões públicas qualificadas relacionadas à gestão Municipal e se comprometeu toda essa  Cidade Imperatriz e a gente colocando nosso nome disposição nós enxergamos que temos condições e competência para exercer esse papel tão importante para nossa cidade a partir de 2021.

 

I.N.: Candidato, partindo para o eixo da Educação no seu plano de governo, prevê uma ampliação da oferta de Ensino em tempo integral. Aqui na cidade de Imperatriz sabemos que tais planos possuem uma grande dificuldade na execução, como o senhor pretende por isso em vigência?

Daniel Fiim: Na verdade a escola de tempo integral é uma realidade Nacional, nós não estamos inventando nada, já é algo que é praticado no Brasil, se nós tomarmos como exemplo cidades da proporcionalidade de Imperatriz com 200 a 300 mil habitantes nós já temos vários exemplos de aplicabilidade dessa modalidade de ensino. Até mesmo porque a educação tem que acompanhar todo o movimento dinâmico da cidade. Se pensamos em trazer para Imperatriz desenvolvimento econômico, emprego e geração de renda nós temos que associar tudo isso à educação, porque os pais quando vão trabalhar, tem que deixar os filhos em creches, nas escolas com a segurança de que vão ser educados e alimentados de maneira adequada. O projeto estaria dividido a nível de turno e contraturno, no primeiro turno essas crianças sendo submetidas ao ensino da grade curricular convencional e no contraturno  cursos adicionais (cursos de informática, cursos de línguas e inserção na área de esporte lazer). Vamos construir uma equipe técnica estratégica de projetistas que trabalham para a área  educacional, assim tratemos esses programas para a educação, fazendo com que Imperatriz desenvolva e prospere dentro dessa área.

 

I.N.: Candidato, ainda no eixo da educação, temos aqui uma pergunta da Internauta  Érica Almeida: “Quero saber também quais as propostas do candidato para a rede de ensino municipal ?”

Daniel Fiim: Olha, nós pensamos na rede de ensino municipal de uma maneira muito ampla, nós temos que passar tanto pela estrutura física adequada, para que os professores tenham um ambiente de trabalho mais motivador e as crianças sejam  bem alojadas para um aproveitamento escolar mais qualificado. Pensamos também na questão alimentar que é de extrema importância, a alimentação está diretamente ligada a  educação que essas crianças vão receber. Temos hoje 15% dos adolescentes aos 15 anos de idade ainda dentro do índice de analfabetismo, por isso que nós temos no nosso plano de governo o projeto “Pacto pela alfabetização no tempo certo” aonde nos próximos quatro anos nós vamos trabalhar a alfabetização das nossas crianças na idade certa, para que aos 7 anos de idade pelo menos 95% das nossas crianças estejam alfabetizadas. A também a luta pela valorização de todo o corpo técnico da educação desde os porteiros, zeladores, merendeiras, diretores, coordenadores e os próprios professores que estão dentro da sala de aula, não só na questão salarial que é de extrema importância, mas também na questão de qualificação, ofertando cursos para que a grade curricular dos professores seja enriquecida e tenham oportunidade enriquecer seus currículos.

 

I.N.: O Hospital Municipal de Imperatriz foi recentemente reformado, e notamos que o senhor tem no plano de governo a pretensão de fazer um novo hospital municipal (Socorrão). Devido a isso, como o senhor explica essa proposta?

Daniel Fiim: Os problemas no hospital que já existem e precisam ser resolvidos até mesmo porque você não se constrói o hospital do dia para noite. Um hospital de 300 a 400 leitos passa primeiro pelo processo licitatório pela construção física, e isso leva um tempo, você tem que melhorar a qualidade do hospital local sim, reformando, ampliando humanizando o atendimento, dando condição digna de qualidade para as pessoas, mas não se pode numa cidade da proporção de Imperatriz que é uma cidade que possui em torno de 250 mil habitantes, que tem uma representação de saúde pública com abrangência para 45 a 50 municípios ao seu redor e que é referência no Tocantins e Pará, isso faz nossa área de atendimento crescer para em torno de um milhão e meio de pessoas, não se pode discutir saúde pública em Imperatriz senão se discutir a construção de um novo Hospital nessa cidade, até mesmo porque o socorrão ele já não tem mais estrutura física para funcionar como um hospital há mais de 10/15 anos além de ser um hospital alugado Em que município tem um custo de R$ 100.000 por mês, a estrutura física do Socorrão não é mais apropriada para atender as pessoas.

“A Suzano se estabeleceu aqui em 2012 e pela modalidade extrativistas que ela tem de se utilizar das riquezas naturais para produzir o bem, ela tem que obrigatoriamente fazer uma compensação ambiental para o município”

 

I.N: Candidato, neste ano a pandemia do Covid-19 abalou o mundo todo , em Imperatriz até o presente momento foram mais de 7 mil pessoas infectadas e mais de 360 óbitos, segundo dados da Secretaria de Saúde do município. O que o senhor faria de diferente quanto a gestão na condução do combate ao Covid-19?

Daniel Fiim: Eu faria praticamente tudo diferente, a minha estratégia seria totalmente diferente da adotada em primeiro lugar. Tivemos escolas fechadas em Imperatriz, tanto escolas municipais, quanto escolas estaduais, eu utilizaria esses centros escolares como unidades de atendimento, para que pudesse descentralizar o atendimento, principalmente nos bairros mais periférico, para que as pessoas não precisassem se deslocar para procurar atendimento médico, que ao observarmos em nossa cidade foi praticamente agravada pelo desespero das pessoas que não conseguiram se consultar nas UPAs e hospitais. Foi criado aquele ambulatório de atendimento de última hora, no centro de convenções em que se cometeram outro grande erro, que é centralizar o atendimento. Com atitude contrária eu teria feito barreiras nas zonas de fronteira atuando em parceria com a  polícia federal, municipal e militar, para que através destas se higienizasse os carros, orientasse, e fizesse a testagem dessas pessoas entrando na cidade de Imperatriz ou até mesmo distribuindo medicamentos. É preciso equipes técnicas qualificadas montadas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para a orientação de um modo mais geral com políticas televisivas e em rádio, disseminando informações de importância para a população. E o último estágio eu teria investido no hospital com leitos de atendimento em UTI, porque se nós observamos quando um paciente chega ao nível de atendimento hospitalar é porque ele já está em estado grave, e porque já passou por todas as etapas. O pilar do Sistema Público de Saúde é a universalização e a equidade do atendimento.

 

I.N: Dos problemas recorrentes está relacionada às enchentes que prejudicam bairros, casas e principalmente as famílias em nível de infraestrutura, candidato como o senhor proporia solucionar de maneira objetiva os problemas das enchentes na cidade?

Daniel Fiim: Nós temos em Imperatriz de um rio caudaloso que é o Rio Tocantins, e está bastante assoreado, e também prejudicado por conta da falta de saneamento básico da nossa cidade, temos hoje infelizmente  em Imperatriz, algo em torno de apenas 45% da cidade com saneamento básico de qualidade, é um grande problema que está diretamente relacionado à questão dos alagamentos recorrentes na cidade. Além disso, nós temos cinco riachos principais que se espalham pela cidade, pelo fato de ao longo do tempo o crescimento desordenado da cidade acaba faltando de planejamento urbano. Isso influencia principalmente na falta de execução de um plano diretor da cidade. Construções de maneira inadequada na cidade prejudicam diretamente a drenagem das águas pluviais, além de pontos de erosões profundas disseminadas pela cidade, também estão diretamente relacionados a essas inundações. Temos que entender que a Imperatriz precisa de um estudo inicial logo a partir do dia primeiro de janeiro, para que possamos entender a cidade de Imperatriz por cima e o subsolo dessa cidade, sabermos onde estão localizados os seus pontos mais críticos e os principais pontos de drenagem, onde que nós devemos poder trabalhar com a construção de galerias para aumentar a drenagem. Com relação aos riachos, nós precisamos aprofundar esses riachos ou alargar os nossos riachos para que eles tenham uma capacidade volumétrica muito maior, evitando assim esses alagamentos recorrentes.

 

I.N: Candidato, sobre a questão do meio ambiente, o senhor foi deputado suplente pelo partido verde, que política propõe se eleito para arborizar a cidade de Imperatriz?

Daniel Fiim: Sabemos que o nosso oxigênio é produzido por um movimento biológico, então nós temos que trazer árvores para nossa cidade. Eu trago para nossa gestão a participação e iniciativa popular, junto com participação também privada das empresas, que serão chamadas para dentro da iniciativa para que possa junto com a gente adotar praças, ambientes públicos para que possamos arborizar melhor nossa cidade e produzir pontos de lazer. Se observamos em Imperatriz  há um parque ecológico, nós estamos localizados na Amazônia, numa região que o nosso clima é tropical úmido e temos tudo para nos árborizarmos, mas precisamos somente de política pública de qualidade para isso, nós não temos um uma lei ambiental que regulamenta a compensação ambiental na cidade. A Suzano se estabeleceu aqui em 2012 e  pela modalidade extrativistas que ela tem de se utilizar das riquezas naturais para produzir o bem, ela tem que obrigatoriamente fazer uma compensação ambiental para o município. Seria de extrema importância para uma cidade a construção de um parque ecológico nós já temos área para isso ali no Colina Park, já disponível para se fazer. Isso seria uma  situação que eu como futuro Prefeito dessa cidade iria executar.

 

I.N: O Alisson Silva pergunta: “Daniel Fiim nossa cidade tem carência de parques, lugares arborizados, áreas de lazer, pista de caminhada, lugares voltadas para atividade física, você tem algum plano quanto a essa situação?

Daniel Fiim: Precisamos utilizar as principais avenidas de Imperatriz, isso já acontece nas cidades de médio e grande porte, usando a Bernardo Sayão por exemplo. Mas outras podem ser utilizadas, fechando aos finais de semana uma determinada faixa da avenida para a prática do esporte e lazer, piqueniques para as famílias fomentando o pequeno comércio, pistas de ciclovia e corrida também. Isso já acontece em São Paulo, eles fecham Avenida Paulista, uma das principais avenidas do país aos finais de semana, então a gente. Além disso nós temos em Imperatriz hoje várias práticas esportivas, grupos de corredores, atletas e de ciclistas, é preciso discutir junto a eles sobre áreas para as práticas de esporte e lazer, não temos uma pista de bicicross na nossa cidade que poderia ser desenvolvida há um custo muito barato, poderíamos fazer parcerias público-privadas para desenvolver isso. Através disso impactamos também diretamente na saúde e na qualidade de vida das pessoas, temos que dar um exemplo através da gestão pública.

 

I.N: Candidato, Erica Almeida pergunta: “Como será resolvido o dilema dos buracos da cidade?”

Daniel Fiim: Nós temos que entender que a operação tapa-buracos é importante em toda e qualquer cidade, mas não podemos viver somente de operação tapa buracos. Para uma política imediata e melhoria da qualidade de vida das pessoas, ela tem que acontecer só que ela pode ser simples, nós temos que dar qualidade ao tapa-buraco executado na nossa cidade. É preciso fazer um estudo com relação a lama asfáltica  por exemplo, ela  produz uma solução que aquele tapa-buraco vai ser muito mais duradouro e de muito mais qualidade temos que observar também a questão da drenagem pluvial pois o principal vilão relacionado aos nossos buracos é com relação às águas da chuva que sempre vem e causam esses buracos, observar também a pavimentação, se não é preciso  fazer um estudo técnico a troca da pavimentação pelo concreto, que o processo que sabemos que tem uma durabilidade muito maior. Nós temos que entender o que  é o solo de Imperatriz, porque depende de cada região. Às vezes é melhor bloquete para não prejudicar a drenagem das águas, e o bloqueamento, a gente sabe que é uma solução eficaz e também pode-se fomentar até o emprego e a renda da nossa cidade, por que o bloqueio é muito fácil de ser produzido e pode ser produzido por pequenas empresas distribuídas pelos bairros da cidade gerando emprego pros moradores e soluções de infraestrutura para cidade.

 

I.N: Mais uma pergunta dos internautas, a Hely Gomes, pergunta assim: considerando a dificuldade de conseguir atendimento psicológico de qualidade principalmente para quem mora em bairros periféricos. Quais são as suas propostas para o atendimento psicológico durante sua gestão?

Daniel Fiim: Olha o atendimento psicoemocional é uma das vertentes do sistema público de saúde de extrema relevância. Temos que ampliar a qualidade dos atendimentos com equipes multiprofissionais, com psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, estudiosos da área psíquica emocional para que a gente possa ampliar a nossa rede de atendimento. Além disso é preciso haver um sincronismo maior entre o atendimento básico com atendimento especializado desenvolvido nessa área pois se nós não tivermos conexão entre as informações simplesmente essas pessoas com esses distúrbios elas não conseguirão ter acesso ao sistema de atendimento. Temos hoje o CAPSI que funciona na nossa cidade prestando algum nível de atendimento nesse sentido mas temos que qualificar, amplificar esse atendimento e também redistribuir para que principalmente as pessoas das zonas mais periféricas dos bairros mais carentes da nossa cidade posso ter acesso a esses atendimentos e a gente diminui assim a incidência desses problemas porque nós sabemos que os problemas psicoemocionais então relacionados a uma série de situações até mesmo o número elevado de suicídio.

 

I.N: Candidato no seu plano de governo, o senhor propõe criar uma Secretaria de Segurança e Paz. Na sua opinião, qual é a sua ideia de paz e de que modo essa mudança vai ajudar a diminuir a violência da cidade?

Daniel Fiim: Nós temos que entender que Imperatriz é uma cidade de fluxo que absorve toda região e nós temos pessoas transitando em Imperatriz que não são só os moradores de Imperatriz. Tem pessoas que vem produzir na cidade, que vem trabalhar mas infelizmente nesse fluxo também vem pessoas mal-intencionadas, além da violência local que nós já temos. Nós precisamos desenvolver essa área da segurança, trazer tranquilidade para as pessoas em Imperatriz, amplificando essa política de saúde, de segurança e de paz. A questão da iluminação da nossa cidade e o vídeo monitoramento que nós temos hoje tem que ser verdadeiramente para monitorar a cidade e  trazer tranquilidade e segurança em primeiro lugar antes de punir antes de mudar e devigiar as pessoas no sentido de proibir, é preciso trazer tranquilidade. Nós temos que colocar o nosso vídeo monitoramento dentro do Batalhão da Polícia Militar que são aqueles que têm poder ostensivo para poder executar essa política de segurança com agilidade e também sincronizar dentro desta secretaria a atuação da polícia militar com a atuação da Guarda Municipal.

 

I.N.: Candidato, você falou a respeito do videomonitoramento e nós sabemos que recentemente houve uma grande polêmica na cidade a respeito da zona azul, e é sobre isso a pergunta da Érica Almeida: “Qual o seu posicionamento em relação a zona azul, tema bem polêmico no momento para a população de Imperatriz?”

Daniel Fiim: Totalmente infeliz esse momento em que se definiu aplicar a zona azul na cidade de Imperatriz. As pessoas estão extenuadas e exauridas no sentido econômico e psicoemocional por conta de toda essa pandemia, é o momento em que todos nós sofremos em que todos estamos passando por uma dificuldade muito grande. O trânsito de Imperatriz ele infelizmente, não está desorganizado de meses para cá, cronicamente ele está desorganizado. Então no mínimo é uma insensibilidade se aplicar a zona azul nesse momento em que a população já sofre, porque ela precisa ser educada, a população precisa ser bem informada e é preciso discutir essa política pública do zoneamento azul da cidade com uma população e com a classe política da cidade, para haver o consenso de pontos estratégicos a serem aplicados na cidade, e não se disseminar a zona azul  da forma como ela foi disseminada sem qualquer tipo de planejamento ou  programação, foi no mínimo infeliz. Então eu como prefeito em Imperatriz irei reestudar toda essa questão do saneamento e de primeiro momento irei executar a suspensão da zona azul até se fazer um planejamento estratégico para se fazer a coisa de maneira educada de forma flexibilizada, programada e planejada

 

I.N: As parcerias dos candidatos abrem boas propostas e soluções em diversos campos de atuação da sociedade, o que sua política do governo prevê como possível parceria com a Universidade Federal do Maranhão ?

Daniel Fiim: A Universidade Federal do Maranhão é uma instituição consolidada, séria, ética e com uma moralidade a nível de estado de nação indiscutível. Nós temos que utilizar todo conhecimento técnico-científico que é produzido pelas cabeças pensantes desde o seu corpo docente até os seus alunos, que se desenvolve em seus cursos, concluído com monografias de extremo valor para nossa cidade e para nossa região. Esse conhecimento técnico precisa ser extremamente explorado no sentido qualificado de desenvolvimento da nossa cidade. Eu como futuro Prefeito e gestor dessa cidade irei desenvolver grandes parcerias  de conhecimento técnico junto à Universidade Federal do Maranhão para que a gente possa absorver todas essas áreas de conhecimento, para que a gente possa aplicar dentro da área pública. Eu como gestor tenho dentro do meu plano de governo a participação popular, e dentro dessa inclui a participação das entidades de classe. Então nós vamos sentar, vamos escutá-las, vamos discutir a cidade de Imperatriz e entender como que a universidade pensa sobre cidade, as ideias que nós temos para acrescentar dentro de uma gestão, porque não existe nada rígido, o conhecimento ele é dinâmico e moldável de acordo com a necessidade. E é isso que eu irei fazer com futuro prefeito, ser flexível,ser um prefeito de diálogo.

 

I.N.: Sobre o videomonitoramento o senhor remodelaria e de que forma faria?

Daniel Fiim: O videomonitoramento é de extrema importância para uma cidade do porte de Imperatriz. E o que eu faria com a central seria a retirada de dentro da setran porque a setran é uma secretaria  de trânsito e colocaria dentro do Batalhão da Polícia Militar, porque o princípio básico do videomonitoramento é a segurança, é trazer tranquilidade e trazer paz para as pessoas. Nós sabemos que existem os pontos estratégicos, mas nós precisamos também monitorar de maneira mais ampliada na cidade, por que como já falei anteriormente nós temos uma proporção Metropolitana e a nossa cidade precisa ser melhor vigiada, precisa ser melhor resguardada e nada melhor do que o videomonitoramento fazendo isso, então são dois exemplos básicos de atitudes que nós faríamos relacionadas videomonitoramento para aumentar a qualidade desse serviço.

 

I.N.: O internauta Carlos Alcântara pergunta: “E para a causa animal, candidato? tem propostas que vão além do Centro de Zoonoses? como é que funcionaria, e quais seriam essas novas propostas?”

Daniel Fiim: É muito importante a preservação e cuidado com relação aos nossos animais. nós observamos pelas ruas de Imperatriz vários animais abandonados, cachorrinhos, gatinhos que a gente vê andando pela cidade abandonados. Precisa haver um assistencialismo melhor com relação a isso, então eu desenvolveria um Canil Municipal relacionado a um cuidado, a dar uma atenção maior a esses animais, para que eles tenham um centro de realojamento e serem cuidados por médicos veterinários, pessoas que entendem dessa área de zoonoses. Farei uma parceria com a Universidade Estadual do Maranhão através do curso de medicina veterinária para a  gente dar uma qualidade assistencial a esses animais. Também adotaria um projeto que até denominei de “Adote com Amor”, pois o cuidado nesse canil, zelando por esse animal, não é para ele morar lá, mas é para gente dar um cuidado inicial para que ele  possa ser adotado por um morador da cidade e estimular dentro de Imperatriz para que as pessoas se envolvam no projeto.

 

I.N.: Candidato vamos falar sobre cultura e eventos que mobilizam a cidade. Encontros agropecuários como a Expoimp sempre foram de enorme importância para movimentar a economia da cidade, mas têm enfrentado críticas ao local ocorrem e os maus tratos com os animais, o senhor tem conhecimento sobre esses casos e como administraria esse conflito?

Daniel Fiim: A questão da cavalgada relacionada aos maus tratos deve ser direcionado para relação a um movimento cultural da cidade de Imperatriz, que não é algo que foi criado agora e nem algo inerente da cidade de Imperatriz, a cavalgada acontece em várias cidades do país e do mundo. A solução ao meu ver não é acabar com a cavalgada de Imperatriz mas dar qualidade é essa cavalgada, talvez discutir um horário melhor para fazer, para que os animais não se cansem tanto, é discutir a questão do percurso para que durante esse tenha pontos de apoio ao animal para ser hidratado. A solução ao meu ver nunca é o radicalismo, pois é algo cultural da cidade, porém nós precisamos dar dignidade aos animais, por que nós já tivemos infelizmente, se eu não me engano há 2 à 3 anos atrás,  animais que vieram a morrer durante o percurso, por conta da falta de hidratação e da falta de assistência. E além disso temos pontos com profissionais qualificados para darmos uma assistência aos animais em caso de uma urgência e emergência durante o evento, mas eu acredito que fazendo isso a gente minimiza e ameniza essa questão dos maus-tratos e preserva esse movimento cultural que é de extrema relevância para nossa cidade.

 

I.N Imperatriz também é conhecida pela sua capacidade socioeconômica de desenvolvimento ,de onde acaba por proporcionar uma alta no turismo empresarial. Contudo nesse eixo de turismo a cidade demonstra outras oportunidades de crescimento que pode ser pelo turismo, o senhor  saberia apontar quais poderiam ser essas oportunidades e de que maneira Imperatriz pode explorar o turismo?

Daniel Fiim: Nós temos que apresentar a nossa cidade para o país e para o mundo. Imperatriz é uma cidade que tem várias potencialidades. Se nós observamos Imperatriz é uma cidade que tem um rio caudaloso como o Rio Tocantins, aqui na nossa região nós temos próximo à região de Carolina com belíssimas cachoeiras e Riachão com o poço azul que é belíssimo, e se vende isso para o mundo. As pessoas de outros países pegam o avião e ele desce aqui em Imperatriz e nós precisamos pensar em fomentar nossa cidade, com movimentos relacionados à gastronomia, nós temos uma riqueza gastronômica de extremo valor, e temos que explorar melhor o nosso Rio Tocantins que é belíssimo. Desenvolveremos planos estratégicos para divulgar Imperatriz para fora, por isso que nós temos que ter pessoas competentes, que ter jovens para trazer propostas, trazer conhecimentos para usar e abusar de toda a potencialidade que a nossa cidade, colocando Imperatriz  num outro patamar de crescimento e desenvolvimento relacionado ao turismo.

 

I.N.: Candidato, vamos falar agora sobre transporte público, que é uma realidade difícil para alguns moradores de bairros da nossa cidade, quanto também ao seu acesso em seu plano de governo o senhor fala sobre garantir a qualidade do serviço de transporte público. Na sua opinião, quais são os problemas enfrentados e, caso seja eleito, o que pretende fazer na prática para melhorar os serviços de transporte público?

Daniel Fiim: Imperatriz é uma cidade que tem um grande movimento e que absorve toda a região. Nós precisamos de políticas públicas e investimento de qualidade, para que as pessoas no sistema de integração saibam do horário que  o ônibus vai passar, horário de chegada e o intervalo de um ônibus para outro. Nós temos em Imperatriz vários bairros periféricos que precisam de assistência relacionada ao transporte público, Imperatriz é uma cidade que ela foi infelizmente mal distribuída ao longo dos tempos, nós temos vários bairros ainda que são invasões, e não estão no georreferenciamento da cidade, são bairros que moram famílias e não estão no mapa, porque ainda estão invasões não tiveram sua regulamentação a sua regularização fundiária, isso prejudica assistencialismo por parte do poder público relacionado a todos os setores, dentre eles, o transporte público de qualidade.  Queria aproveitar para parabenizar o deputado Hildo Rocha, que recentemente, através de emenda parlamentar, conseguiu liberar a nível de Brasil mais de 4 bilhões de reais para investimento no transporte público de qualidade. Imperatriz será agraciada com algo em torno de 7 a 8 milhões de reais nos próximos meses que serão investidos no transporte público de qualidade, e é isso que nós precisamos de políticas públicas.

 

I.N.: Surgiu uma pergunta que é importante do José Antônio pelo chat do YouTube, ele fala assim: “Candidato, o Brasil registra uma morte a cada 23 horas contra LGBTs, quais ações no seu governo deve fazer para conter a violência contra a comunidade LGBT na cidade?

Daniel Fiim: Nós precisamos trazer políticas públicas de qualidade, conscientizando, trabalhando através da mídia, da rádio e da televisão. Devemos respeitar uns aos outros e tratar o ser humano como ser humano, independente da sua “opção sexual”, cor, raça ou local de nascimento. Então iremos fazer isso através da política pública, como por exemplo vamos para televisão, rádio e, assim, fazer movimentos na cidade em parceria com as entidades privadas, com as ONGs de proteção e de conscientização para que possa disseminar informações preventivas nessa cidade, diminuindo esses índices alarmantes de agressão moral, verbal e física até a essas pessoas que merecem acima de tudo ser tratadas com respeito.

 

I.N.: O Joilson Barros que está acompanhando a nossa live volta a falar sobre o eixo saúde. O senhor é médico no hospital particular e privado, caso eleito, o hospital público teria todos os tipos de atendimento existentes como no setor privado?

Daniel Fiim: Infelizmente a saúde pública é um dos graves problemas da nossa cidade. Eu perdi o meu pai há 26 anos atrás por conta de um péssimo atendimento público, ele precisava de uma coisa muito simples, era simplesmente ter colocado um tubo no pulmão dele para voltar a respirar e ele não teve esse atendimento, eu perdi meu pai por conta disso e isso me motivou a fazer medicina e procurar fazer algo para que outras pessoas não passassem por essa mesma situação que eu estava passando. Então nós precisamos sim, trabalhar uma melhor qualidade de nosso atendimento público. Nós observamos hoje em Imperatriz, nós temos duas unidades públicas em termos hospitalares de atendimento, uma é o Socorrão, hospital municipal de Imperatriz, e a outra é o Macrorregional, hospital do estado e infelizmente é um hospital de 100 leitos com 12 leitos de UTI, mas que não funciona da maneira como deveria funcionar. No meu plano de governo tem a construção de um novo hospital municipal porque aquele ali é alugado, mas até a gente construir o outro temos que utilizar aquele ali da melhor forma possível. Nós temos que tentar convencer através de informações técnicas de que o governo do estado precisa de uma vez por todas destravar aquele hospital Macrorregional e colocá-lo para funcionar de verdade e não de aparência, não se pode dar ao luxo de ter um hospital construído, pronto mas funcionando porta fechada e fazendo cirurgias escolhidas. A primeira vertente que eu trabalharia seria com relação às multiespecialidades, quem tem condição de oferecer esse serviço é o setor público, porque no setor privado é muito caro e muito custoso. Os hospitais públicos precisam prestar esse serviço de qualidade porque através do setor público a gente consegue manter essas equipes multiprofissionais que vão atender desde a pessoa mais simples até as pessoas mais abastadas financeiramente, porque a saúde pública principalmente no tocante à urgência e emergência é de interesse de toda a nossa sociedade.

 

I.N.: Candidato, voltando sobre o assunto LGBT, a Helen Gomes pergunta assim: Candidato e quando a repressão vem do próprio poder público existem muitos relatos de preconceito contra LGBTs em estabelecimento dos mesmos vindo de policiais o que fazer nessa situação?

Daniel Fiim: O poder público em primeiro lugar tem que tomar conhecimento do que está acontecendo e porque esse tipo de situação está acontecendo. É preciso de imediato haver uma política de retenção com relação a esse tipo de conduta independente de quem seja, policial, prefeito, governador e até mesmo um presidente de empresa, não interessa quem seja, ninguém tem autoridade de tratar o próximo com desespero com desvalor por conta de sua opção sexual, temos que entender que as pessoas precisam respeitar, precisam valorizar as outras. Então, nesse tipo de situação não tem que haver tolerância e as medidas cabíveis, as medidas de denúncia à ouvidoria do município elas tem que funcionar para que medidas de repreensão com relação a esse tipo de conduta, independente de onde ela passa tem que acontecer, a repreensão tem de haver. Se acontecer relacionada a qualquer qualquer gestor público as medidas cabíveis com relação a processos administrativos têm que ser tomadas. Porque as pessoas de Imperatriz precisam ser valorizadas, amadas e respeitadas.

 

I.N.: Duas coisas aqui que foram tratadas pela internauta Érica Almeida que acompanha a nossa live. A respeito das pessoas em situação de rua e recuperação de dependentes químicos. Quais as políticas públicas para acolher essas pessoas?

Daniel Fiim: Nós temos hoje para Imperatriz alguns projetos interessantes já desenvolvidos por algumas entidades, por algumas ONGs e movimentos religiosos e como exemplos, a casa de Davi e também a Fazenda Esperança que já fazem um assistencialismo interessante para essas pessoas dependentes. Relacionada a esse assistencialismo e o poder público, ele tem que ser um participante de todo esse processo, ele tem que incentivar, ele tem que ter um olhar voltado para essas pessoas que necessitam de auxílio, que necessitam de uma assistência. Essas pessoas vivem ali numa situação caótica e isso acaba complicando até o sistema de funcionamento de toda a cidade e também complicado assim sua qualidade de vida, por isso nós temos que ter um olhar voltado para isso. Eu particularmente, sou muito sensível com relação a isso como cidadão, porque me dói ver pessoas vivendo dessa forma. Os dependentes químicos precisam ser tratados, são pessoas que não estão ali por opção, estão ali por uma doença e como qualquer tipo de doença eles precisam de tratamento digno, de tratamento com respeito, de uma parceria com essas entidades, com essas ONGs que já funcionam em Imperatriz, seria de extrema relevância a ampliação desses locais de assistencialismo como os albergues, como esses setores que já funcionam na cidade.

 

I.N.: Na sua campanha percebemos um forte apelo popular, quanto a aproximação com o cidadão que se dá por meio do selo, filho de Imperatriz, o que isso pode agregar a administração municipal, ser natural de Imperatriz ajuda na qualidade da gestão e no cuidado com a cidade?

Daniel Fiim: Ser natural de Imperatriz aumenta o comprometimento, aumenta a responsabilidade, pelo fato de ter um vínculo de amor por essa cidade, não que a pessoa que veio de fora de Imperatriz não tenha isso. Como um filho que respeita uma mãe, um filho dessa cidade que é fruto, que é raiz daqui de Imperatriz tem um compromisso, uma responsabilidade maior até mesmo pelos laços afetivos. Não é só no meu discurso, não é só nas minhas propostas, não é só nas minhas ideias, mas aumenta minha responsabilidade em executar tudo aquilo que eu proponho para esta cidade, porque eu nasci aqui, eu comecei a enxergar essa cidade desde que abrir os meus olhos, desde o meu primeiro falar, eu andei aqui em Imperatriz, eu joguei bola pelas ruas de Imperatriz, eu bebi verdadeiramente da água do rio Tocantins. Então, eu conheço essa cidade como ninguém, isso me dá uma raiz, me dá um amor muito forte por essa cidade. O meu pai Francisco Fiim, teve uma grande caminhada como político nesta cidade e é um projeto que eu tenho que continuar, porque infelizmente a fatalidade de sua morte impediu que ele realizasse o sonho de vida que ele tinha de ser prefeito dessa cidade, então o fato de eu ser filho de Imperatriz me diferencia com relação aos outros candidatos porque me dá um compromisso e responsabilidade muito maior com essa cidade e eu posso sim assumir o compromisso de fazer uma gestão diferenciada com cada cidadão de Imperatriz.

 

I.N: Candidato você falou a respeito de seu pai, Francisco Fiim, que foi político na nossa cidade e a pergunta do Drake Loi vem indagar a  respeito é, se ele deixou um legado, você está herdando esse legado?

Daniel Fiim: Sim, com certeza, o meu pai em sua uma curta vida, teve 37 anos de vida apenas, mas deixou um grande legado em Imperatriz, foi vereador aos 21 anos de idade o mais bem votado, foi secretário de educação, foi subsecretário do Estado do Maranhão da casa civil, foi candidato a vice-prefeito em Imperatriz, foi prefeito interventor em Montes Altos e foi candidato a deputado estadual, ele deixou uma grande história de vida e eu lembro dele falando dos sonhos e desejos que ele tinha de fazer a diferença pro povo de imperatriz e de fazer um trabalho como prefeito dessa cidade, era o grande sonho que ele tinha, que infelizmente, ele não pôde realizar. De certa forma, isso enraizou no meu coração e na minha alma e colocou um grande objetivo na minha vida e à medida que eu fui crescendo, à medida que eu fui desenvolvendo, esse desejo foi aumentando mais ainda, e isso hoje se expressa nessa minha candidatura que através dela a gente vai poder fazer a diferença na vida do povo de Imperatriz e esse é o meu grande desejo, a minha grande vontade, é que nessa eleição, deste ano, eu possa mostrar para o povo de Imperatriz que a minha candidatura é verdadeiramente diferente, que envolve sentimento, que envolve raiz, que tem metas, que tem objetivos, que tem razão para existir.

 

I.N: Candidato, surgiu uma pergunta importante aqui do YouTube da Érica Almeida, sobre a guarda municipal. Existem propostas que contemplem os bombeiros civis?

Daniel Fiim: Prefeito, o bombeiro civil ele tem uma força e uma atuação de extrema importância para nossa cidade, precisa ser valorizado, é uma área que precisa ser muito bem escutada, e vai ter um diálogo com a futura gestão executada pelo Dr. Daniel. Vamos promover a unidade da força de atuação relacionada à segurança, relacionado ao assistencialismo, e o bombeiro civil não está fora disso então, a classe será chamada para diálogo, serão chamados para essa discussão, assim como toda a sociedade, porque a minha gestão será uma gestão participativa, onde as entidades, forças e pessoas da cidade serão escutadas, onde o diálogo ele vai permanecer, e podem ter certeza. O recado vai diretamente para vocês, que o diálogo com o prefeito Daniel Fim está aberto para vocês desde já.

 

I.N.: Para uma última pergunta, antes de você registrar sua candidatura pelo partido PODEMOS, fazendo uma busca pela sua trajetória política, o também candidato a prefeito Madeira, aqui nessa série de lives, disse que o procurou para o senhor fazer parte de sua chapa como vice candidato, o que confere com matéria publicada no site do partido MDB. Qual os seus motivos de ter recusado aliança com o candidato?

Daniel Fiim:  Eu sou um político em ascensão na nossa região, eu fui suplente a Deputado Federal, com praticamente 23 mil votos no nosso estado em 2018. Os diálogos sempre vão acontecer, e faz parte do processo político do amadurecimento. Tenho uma relação de respeito com o candidato Sebastião Madeira que  veio dialogar comigo várias vezes sobre uma possível com a coalizão, mas não concordamos quanto ao pensamento de gestão qualificada para essa cidade. Eu penso que a cidade de Imperatriz  precisa ter uma opção a mais de voto, precisamos ter uma oportunidade de um voto independente, eu optei por isso, eu escolhi ser independente para dar uma oportunidade para o eleitor imperatrizense. Se vocês observarem os outros candidatos, são os mesmos nomes e as mesmas pessoas, com os mesmos grupos políticos, e com as mesmas intenções que já tiveram anos atrás. Com todo respeito, mas Sebastião Madeira foi prefeito de Imperatriz por quase uma década, foi Deputado Federal por 16 anos, são 24 anos dentro do poder público, e eu não consegui compreender qual a diferença que ele vai fazer agora. Da mesma forma o Ildon Marques, não dá para entender o que o leva, após 10 anos como prefeito dessa cidade a querer ser prefeito de Imperatriz de novo. A decepção que a Imperatriz teve com a atual gestão do prefeito Assis Ramos, atualmente que não correspondeu às expectativas que população de tinha em 2016, e com relação ao Marco Aurélio  a gente não consegue entender ainda se quem vai governar Imperatriz é ele ou Flávio Dino e eu também me pergunto quem seria o prefeito da cidade no terceiro ano de governo, porque ele nunca concluiu um mandato. Eu tenho compromisso com a cidade de Imperatriz, não vivo de política, não sou um político de profissão,  eu sou médico ortopedista, e eu não vou ser irresponsável politicamente como por exemplo do candidato Ildon Marques que sabe que não pode ser candidato, outros mandatos dele foram invalidadas em 2018 para Deputado Federal, simplesmente ele impediu que Imperatriz tivesse um representante a nível federal em 2018, por que foi candidato sabendo que não poderia e agora em 2020 ele repete a manobra, tentando ludibriar o povo de Imperatriz. Por isso que eu sou um candidato independente porque eu não enxerguei em nenhum dos outros projetos seriedade e honestidade, as pessoas têm acordos políticos, eles têm projetos de poder, eles têm projetos para agregar o grupo deles e eles mesmos. O meu projeto é pensando nas pessoas, é um compromisso firmado com cada cidadão imperatrizense, por isso que eu não tenho Coligação,  por isso que não me alio a nenhum outro político, porque eu não vou vender as secretarias de Imperatriz, eu não vou rifar os cargos públicos. Vou fazer uma gestão técnica, vou fazer uma gestão qualificada, vou preservar minha liberdade de governar, não vou fazer acordo político, porque eu sei que lá na frente, como gestor, eu tenho que ter autoridade e autonomia de fazer as correções, que porventura possam ser necessárias e trocar um secretário, de trocar um subsecretário, se ele não tiver trabalhando bem, e eu não posso tá amarrado a acordos políticos.

 

I.N: Candidato, neste momento nós abrimos espaço para suas considerações finais. O senhor tem dois minutos.

Daniel Fiim: Muito obrigado, quero agradecer e parabenizar toda a equipe de jornalismo da UFMA, parabenizar os professores Izane, Thaísa e Lucas. À estes acadêmicos brilhantes, William e Antonio, parabéns pelo belíssimo serviço, é de grande valia essa discussão. Quero dizer ao povo de Imperatriz que eu sou isso, sou o Dr. Daniel Fiim, médico ortopedista e quero a partir de 2021 desenvolver um trabalho sério, honesto e coerente para a Imperatriz. Meu compromisso é com o povo dessa cidade, pessoas de Imperatriz, não com partidos políticos já que não tenho projeto de poder, nem de me manter dentro da política, o meu projeto é para essa cidade pelos quatro anos para dar um exemplo, pois acredito que podemos mudar nossa realidade e é isso que eu quero fazer nos próximos quatro anos na nossa cidade, para que a gente possa colocar Imperatriz no patamar que ela realmente tem que estar. Obrigado, mais uma vez, não esqueçam que eu sou candidato a prefeito em Imperatriz, o meu número é 19, e eu peço o voto de confiança de cada um, não no político Daniel Fiim, mas na pessoa Dr. Daniel que esse homem que está aqui na frente de vocês dando a cara para bater, de frente com sistema corrompido e arcaico, que infelizmente impera ainda na nossa cidade e na nossa região. Muito obrigado gente, estou sempre à disposição e um forte abraço para todos. Parabéns, mais uma vez pelo excelente trabalho, que Deus abençoe a cada um de maneira particular.

 

Esta entrevista integra o projeto interdisciplinar

ELEIÇÕES 2020 – Jornalismo da UFMA pergunta

Alunos de Gêneros Jornalísticos responsáveis por essa produção:

Juliana Carvalho, Lia Eugênia e Marcus de Arruda