Brechó valoriza o consumo consciente. Imagem: Folha da Manhã.

Brechó é  alternativa de renda extra para autônomos de Imperatriz, cerca de 20 trabalhadores, localizados na Praça de Fátima, no centro da cidade, conseguem garantir o complemento da renda por meio da venda de peças de roupas e calçados usados.

Segundo uma pesquisa feita em 2015 pela Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Brasil tem 14.590 empresas que vendem artigos usados, negócio que gera lucro para o vendedor e economia para o consumidor.

Com a venda de algumas peças do próprio guarda-roupa, há 4 anos , Katiane da Conceição, de 32 anos, percebeu que o brechó era uma boa alternativa para conseguir um rendimento extra no final do mês. Ela conta, que a ideia surgiu  da necessidade de pagar as contas. ” Começou eu pegando umas peças de roupas que eu não usava mais, mas aí fui vendendo, nisso fui comprando outras peças por três e  dois reais, aí eu revendo de cinco e dez reais”, explica.

A rotina de Katiane começa bem cedo, às 07h00 da manhã ela chega na praça, arruma seu ponto, e começa a vender, terminando seu expediente às 14h00 da tarde. Ela diz, que divide o espaço com mais 20 pessoas, que também vendem roupas e calçados de segunda mão, e que cada um já tem seu lugar marcado na praça.

Fonte : Google

As peças que compõem o brechó de Katiane, são roupas, calçados femininos e masculinos básicos para o dia a dia. Ela conta, que a origem dessas peças vem de doações que seus amigos fazem, ou ela compra em bazar, e em comércios na cidade, situados na Feirinha do Bacuri, que vendem peças usadas para pessoas que se sustentam através desse tipo de negócio. O público que frequenta o brechó da Katiane é bastante variado, do adolescente ao idoso, ela afirma que as vendas são boas, e que o dinheiro extra que ganha faz diferença no final do mês.

Segundo o Sebrae, quem compra em brechó tem uma economia de 80% em relação às compras em lojas tradicionais. O brechó colabora não apenas com a economia, mas com a sustentabilidade também, pois é uma das formas de consumo consciente, que está diretamente relacionada aos impactos sociais e ambientais negativos de uma produção e consumo de moda desenfreados.

Se você ainda não aderiu a prática de comprar de segunda-mão nós garantimos: depois que você começar, não vai querer mais parar.