Saia feita artesanalmente faz sucesso e aquece o mercado entre mulheres artesãs

O trabalho manual ou Handmade, como é mais conhecido nas redes sociais, requer bastante atenção e tempo de quem produz, e com horas de sobra em tempos de isolamento, as artesãs inovam, consomem e aprendem a fazer peças feitas à mão. Sem sair de casa, elas encontram na internet a forma para adquirir conhecimento sobre a tendência do crochê. Com o distanciamento social na pandemia do Covid-19, o handmade ganha força no trabalho realizado por mulheres artesãs em Imperatriz. Muitas têm aproveitado a oportunidade do tempo livre para produzir maiores números de peças, criar novidades e ainda ganhar uma renda extra na produção de roupas de crochê.

Sem ter contatos físicos com outras artesãs, a plataforma de compartilhamento de vídeos da internet, YouTube, tem auxiliado na produção de novidades. A dona de casa Jorgeane Araújo Campos (31), conta que aprendeu seus primeiros pontos há 15 anos, e que moda handmade é atualmente para ela mais que uma ocupação, se tornou uma fonte de lucros, produzida com dedicação e detalhes que pedem muita atenção. Suas peças que vão de blusinhas a biquínis, saias e saídas custam em torno de R$ 60 à R$ 150 e são expostas em um aplicativo de mensagens para as amigas, ela chegou a fazer dez unidades de roupas na quarentena.

“É indescritível ver algo feito por suas mãos e com tanto amor”, diz Jorgeane sobre usar algoproduzido por ela. “Receber um elogio pela peça não tem preço”, afirma. Ela ressalta que as famosas e as red

Telecine aprendeu na infância a técnica que pratica até hoje

es sociais têm influenciado pessoas de todas as idades no modo artesanal de vestir. A funcionária pública Samara Cristina Carvalho Rodrigues (38) fala que peças feitas manualmente estão em alta. Começou a fazer trabalhos artesanais há dois anos quando sofreu um acidente, e para ocupar o tempo, uma tia ensinou seus primeiros passos no crochê, logo depois, passou a usar a internet para aprender coisas novas. As peças de roupas produzidas por Samara são usadas por suas filhas, ela garante que o crochê foi uma boa escolha para passar a quarentena e costuma terminar uma unidade de roupa seja ela shorts, saia ou cropped em dois ou três dias dependendo do modelo.

A doméstica Telenice Horacina de Almeida (44), aprendeu crochê na infância. Ela conta que não teve dificuldades na técnica e então não parou mais. Os 90 dias em casa a deixou com mais tempo livre na produção das peças de roupas para consumo próprio e as saias são suas produções preferidas. “Se não fosse o crochê, eu nem sei como estaria minha quarentena”, ela explica. Por outro lado, a professora aposentada Sidilene Silva Barros (48), aproveita o tempo em casa e as sobras de materiais de outros trabalhos manuais para aprender o passo a passo da confecção de toucas que tem os familiares como principal público para usar as peças. Sidilene fala que tem o apoio da família para aprender a fazer o trabalho manual além de se divertirem com os presentes feitos por ela. Ela observa a moda handmade atualmente e comenta sobre a ida e volta de várias tendências. “O crochê vejo como atemporal quanto a moda, além das infinitas possibilidades de criação e comercialização”, conta Sidilene.

A artesã Aurilene Chaves Diniz (38) vende peças artesanais desde 2016, e os chapéus, depois dos amigurumi (bonequinhos), têm sido a encomenda de maior produção por ela no período da quarentena. Os chapéus são de personagens de desenhos, ou bichos como dinossauros, ursos, cachorros e outros que são vendidos em média por R$ 50 e para todas as idades. Ela conta que usa a internet para inovar e aprender mais, porém usa imagens da internet para se inspirar. Suas clientes são fixas, expõe as peças no aplicativo de mensagens e chega a fazer três chapéus por semana.

 

PROJETO:

Simcom 2020

RESULTADO:

Jornalismo sobre moda

REPÓRTERES:

 

Andreia Cabral

Igor Aguiar

CRÉDITOS:

Fotos: Andreia Cabral/Pinterest

ORIENTAÇÃO

Professora Thaísa Bueno