Por Karina Santiago
Durante a Terceira Conferência da ONU sobre o Oceano, o presidente Lula destacou a importância do Brasil na proteção dos mares e sugeriu a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul, em meio a um chamado global por mais cuidado com o planeta.
Em meio a debates urgentes sobre mudanças climáticas e governança marítima, a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano reuniu líderes mundiais em defesa da conservação do maior regulador climático do planeta: o oceano. Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, o presidente Lula participou do encontro reforçando que os oceanos precisam estar no centro das discussões sobre o clima.
Lula lembrou que o Brasil é uma nação oceânica, com mais de cinco milhões de quilômetros quadrados de mar, uma área conhecida como Amazônia Azul. Assim como a floresta, ela sofre diretamente os efeitos da emergência climática. Entre os compromissos apresentados, está a proposta de criar um Santuário de Baleias no Atlântico Sul, ideia que recebeu apoio de outros países.

Além do aumento da temperatura dos oceanos, provocado pela queima de combustíveis fósseis, os líderes alertaram para o acúmulo e aumento de poluição por plásticos no mar e a destruição dos manguezais. Diante disso, o Brasil anunciou sete ações para proteger os mares, como o fortalecimento das chamadas “escolas azuis”, que levam o tema dos oceanos para a sala de aula, e o compromisso de zerar o desmatamento.
A união pela paz, segundo Lula, também passa pela preservação dos oceanos, que devem ser patrimônio comum da humanidade, e não palco de disputas geopolíticas.