PRAÇA MARY DE PINHO

A jovem praça Mary de Pinho inaugurada em 2015, completa 4 anos dia 10 de julho. Sua construção ocorreu em um contexto inusitado, o que antes era um ginásio poliesportivo do Centro de Ensino Graça Aranha, ao ser atingido por um raio, seu terreno foi cedido por meio do governo do estado em parceria com o município, surgindo então a mais nova praça de Imperatriz.

Com 23 espaços do segmento espalhados pela cidade, Mary de Pinho, por ser nova, ainda não tem uma arborização suficiente para atrair um público diurno, pois geralmente buscam um banco debaixo de uma boa sombra, imagem típica dos cartões postais de Imperatriz. Seu nome carrega um peso permeado de representatividade social, pois homenageia a professora e ex vereadora Mary de Pinho que faleceu em 2010.

Localizada atrás da Unidade de Pronto Atendimento da Avenida Bernardo Sayão, o espaço possui 27 bancos que atraem o público familiar e atualmente três vendedores ambulantes que são um bônus para os cidadãos que gostam de conversar e dividir um lanche que agradam a todos que visitam o local. A vegetação apesar de nova, é uma das mais variadas entre os pontos da cidade, distribuído em oito canteiros, as vinte palmeiras e folhagens típicas do cerrado maranhense, resistentes aos mais variados fenômenos naturais compõem a arborização que atribuem o pouco movimento no período do dia na praça e ajudam a criar um ambiente mais aconchegante durante a noite.

A fonte central, apesar de precisar de limpeza e manutenção, atrai olhares para a planta instalada, espalhando a natural beleza que compõe boa parte do ambiente. Conhecida como ‘coroa de cristo’, a planta florida serve de fundo para a maioria das fotos que são tiradas no local.

LIMPEZA E MANUTENÇÃO

A empresa responsável pela limpeza urbana em Imperatriz, é a SELLIX Ambiental e quem ajuda no testemunho sobre a praça é a colaboradora, Maria José. A servidora informa que a limpeza é realizada periodicamente, pelo menos uma vez por semana, tendo em vista que os espaços variam de tamanho e o número de pessoas dedicadas a esse trabalho é fixo e reduzido, mas que mesmo assim se esforçam o máximo para entregar a melhor versão de cada praça imperatrizense.

Maria ressalta que mesmo a praça dispondo de oito cestos de lixo, estrategicamente distribuídos por todo o local,  e ainda a um auxílio quando os vendedores ambulantes se instalam e colocam mais dois cestos nas suas proximidades, é necessário que a população tenha consciência de não descartar seus resíduos nos espaços da praça.

Nas laterais do espaço, se instala um food truck de cachorro quente, o que não atrapalha a utilização da área de estacionamento que conta com vagas para pessoas com mobilidade reduzida e idosos, pelo contrário, vira mais um motivo para aquele que era um local praticamente vazio pela manhã, se encher de pessoas atraídas pelo carro de comida e o espaço de lazer.

VIDA NOTURNA

Há uma variedade nos produtos vendidos em torno da praça, mesmo com a distribuição dos ambulantes para outros locais da cidade, pode se comprar da pipoca a uma lata de refrigerante. Junto aos vendedores, encontramos histórias. A dupla Robson e Rogério conseguem relatar como foi cada dia na história da praça, já que trabalham lá todas as noites desde o primeiro dia que o local esteve aberto ao público. Contam que de 2015 pra cá, a frequência caiu, mas mesmo assim ainda possui a fiel clientela que sempre prefere os seus serviços. 

Em decorrência de uma ação judicial que proibia manifestações culturais e religiosas, um vereador acabou ameaçando os dois por continuar se instalando no espaço todas as noites. Mesmo com esses impasses, continuam firmes e fortes, testemunhando o público que usa a praça para dispersar a mente, levar seus filhos para se divertirem no playground, passear com o cachorro, levar a companheira para conversar ou utilizar os equipamentos da academia da saúde.

 

O pipoqueiro José, diferente dos outros vendedores ambulantes, vai a praça de segunda a segunda, aproveita suas vendas para dialogar com o público e aconselhar que conservem a praça e usem as latas de lixo, porque se responsabiliza pelo o que vende e todo final de noite verifica cada espaço para ver se não tem nenhum resíduo recorrente de seus produtos, para confirmar a imagem de conservação e segurança que tanto atrai seus fregueses. 

A moradora Maria, usuária dos equipamentos de exercício esportivo, ainda comemora a valorização da praça, e indaga que é um eixo principal de cultura e educação patrimonial, procura conservar o máximo possível, por mais que a academia da saúde atualmente esteja precisando de reparos estruturais. Essas atitudes de conservação é de grande valia, pois promove a praça como um local que dá a cidade uma atratividade turística para expressar as mais diversas de educação e cultura.

EXPEDIENTE:

WILLAS ILARINDO

(EDITOR/DIAGRAMADOR)

MARCUS DE ARRUDA

(REPÓRTER)

CARLLOS ALCÂNTARA

(REPÓRTER)

LYANDRO JUNIOR

(FOTÓGRAFO)