PORTO DA BALSA

O Porto da Balsa já foi um lugar de bastante lucratividade para os trabalhadores ribeirinhos por ser a  única rota em imperatriz para a travessia  do rio através da balsa. As famílias viviam do sustento e da renda dos trabalhos feitos nesse ponto, porém com a inauguração da ponte Dom Afonso Felipe Gregory em 2009 acabou resultando na otimização da travessia dos transeuntes que teriam outra opção além da balsa para locomoção, comprometendo a renda dos trabalhadores da região.

O comerciante João Sousa Cavalcante (60), é uma das pessoas afetadas pelo movimento pacato do Porto da Balsa, sendo o proprietário da mercaria  Cavalcante, uma das mais antigas do Porto da Balsa, que funciona há mais de  38 anos,  ele  abre seu ponto de venda às sete horas da manhã e fecha ás seis da tarde e assim vai vivendo e amando o trabalho que já dura mais da metade de sua vida, mas confirma as mudanças no local após a inauguração da ponte Dom Afonso Felipe Gregory. “O movimento no Porto da Balsa antes da ponte era muito bom, porque naquele tempo  a balsa era a única opção na localidade de travessia, o movimento era muito maior, não tínhamos problemas com falta de fregueses. “, relata o comerciante.

O senhor Cavalcante também afirma que quando o rio transborda e acontecem as enchentes como a do ano de 2012  sendo considerada uma das piores, os ribeirinhos são obrigados a se retirarem para não sofrerem nenhum dano maior, mas alguns moradores e comerciantes não pretendem deixar o seu local de trabalho e moradia de forma definitiva.

O período de veraneio é um dos mais esperados pelos trabalhadores locais, pois é durante o verão  que eles conseguem um lucro a mais por conta das belas praias da região devido ao grande fluxo de banhistas de todas as idades, como as mães com seus filhos pequenos, famílias, amigos, idosos e muitos turistas de cidades vizinhas.

Nessa temporada de praias estão presentes além dos antigos comerciantes, os vendedores ambulantes que estão espalhados por toda  porto, principalmente ao lado do estacionamento de carros, onde vendem bebidas e comidas em geral, e acessórios para o uso na praia, sendo também responsáveis pelo divulgação do próprio negócio.

Em visita ao local, em uma quarta-feira de sol escaldante, avistamos um senhor com cerca 60 anos, dançando e cantando ao som de um forró, provavelmente no volume máximo, e assim ele fazia a propaganda de suas cervejas que estavam à venda. Há pontos de táxi e de moto taxistas, postos prontos para atenderem aos pedidos de quem realiza a travessia do rio. Em época de praia a balsa faz a travessias das pessoas que buscam por lazer, sendo o preço estipulado de dois reais por passageiro.

 

Um contraste que fica bem evidente quando se avista a balsa no seu fluxo contínuo de pessoas fazendo a travessia para a praia são os pequenos barcos que também habitam o local, mais conhecidos como canoa. Os barqueiros são na maioria das vezes pais de família que precisam de um sustento para se manter e mesmo com a concorrência da Balsa conseguem uma renda. As pessoas que passam pelo Porto da Balsa são de todas as classes. As pessoas vêem o lugar como algo de lazer, diversão e descanso depois de semanas e meses de estudos ou trabalho, é algo para relaxar, com uma visão privilegiada de um Sol que mesmo caloroso se torna refrescante por causa da água gélida do rio.

o Porto da Balsa é ainda é um gerador de renda tanto para as pessoas que trabalham na balsa em si, quanto para os moradores próximos. É o meio digamos que mais fácil para atravessar o Rio Tocantins, favorece a todos os grupos de pessoas, pois o valor cobrado é acessível. De acordo com as experiências de alguns passageiros, conclui-se que a balsa ainda é um meio de transporte fluvial necessário, mesmo com a construção da ponte.

 

MARCOS FEITOSA

TEXTO

MICHELY ALVES

FOTO

DALETH MARINHO

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VANESSA CARVALHO

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SUZANA QUEIROZ

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