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Imperatrizenses optam por moto elétrica como alternativa econômica de transporte

Proposta de redução de custos atrai moradores, mas especialistas alertam para análise financeira e regras do trânsito

Edlene Galeno

Vitória Guajajara

Modelo de motinha elétrica ganham espaço como alternativa aos meios de transporte tradicionais. (Foto: Vitória Guajajara)

As motinhas elétricas ganham espaço no trânsito de Imperatriz como alternativa de deslocamento. O interesse por esses veículos é impulsionado principalmente pela busca de reduzir gastos diários com transporte. Em um cenário de combustíveis caros e tarifas elevadas, os modelos de motos elétricas chamam a atenção da população pelo menor custo de recarga em relação ao abastecimento tradicional. Essa popularização transforma a paisagem das ruas de Imperatriz e gera debates sobre a viabilidade econômica e a convivência desses condutores no tráfego municipal.


A atratividade financeira das motos elétricas se baseia na grande disparidade entre o preço da energia elétrica e o custo da gasolina. Enquanto o proprietário de uma motocicleta convencional enfrenta despesas constantes no posto de combustível, a recarga da bateria pode ser feita na tomada de casa ou do trabalho com previsibilidade orçamentária. Por outro lado, aspectos como a autonomia limitada e o tempo de carregamento exigem planejamento do condutor conforme a distância percorrida. Para trajetos curtos do dia a dia, a conta tende a fechar de forma positiva, mas deslocamentos longos podem comprometer a praticidade do uso diário.


Entre os moradores que adotaram a novidade está a Jornalista Amanda Talita, que adquiriu sua moto elétrica há quatro meses para realizar viagens rotineiras entre sua casa, trabalho e centro comercial. Ao utilizar as tomadas do emprego para abastecer a bateria, que dura cerca de dois dias e meio, ela conseguiu eliminar gastos frequentes com transporte. A decisão de investir no veículo próprio surgiu do desgaste com a rotina de deslocamentos por aplicativos de transporte na cidade. Segundo Amanda, as dificuldades na oferta do serviço pesaram na escolha, visto que “depender desse estilo de aplicativo aqui é uma mão sem roda, porque você depende muito da boa vontade dos motoristas”.

Apesar do baixo preço na locomoção, especialistas recomendam atenção na hora de considerar o custo de manutenção. Por serem veículos recentes no mercado, ainda não há histórico suficiente para avaliar a desvalorização na revenda e o impacto da troca futura de baterias. Segundo o economista Ronilson Costa , o consumidor não deve olhar apenas para o custo inicial, pois “a economia precisa ser analisada considerando todo o período de utilização do veículo”.


Além do aspecto financeiro, os condutores de scooters precisam estar atentos às exigências legais estabelecidas pela Resolução n.º 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma divide a mobilidade elétrica conforme a potência do motor e a velocidade máxima. Modelos automotivos de até 1.000 W e velocidade de até 32 km/h dispensam habilitação e placa. Já os veículos classificados como ciclomotores, que atingem até 50 km/h e potência de 4.000 W, exigem registro, licenciamento e Carteira Nacional de Habilitação na categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).


A fiscalização desses veículos em Imperatriz ainda esbarra na ausência de normas locais específicas. Procurada pelo Imperatriz Notícias, a Superintendência de Trânsito e Transporte de Imperatriz (SUTRAN) informou que o município não possui legislação própria sobre scooters e, por esse motivo, não se posicionou quanto às abordagens no tráfego. A busca por economizar exige que o cidadão avalie suas necessidades, e compare a autonomia desejada ao custo de manutenção para garantir a escolha financeira ideal.

Para percorrer 10 km:

Moto a gasolina: considerando consumo de 35 km/l, gasta cerca de R$ 1,85.
Motinha elétrica: considerando uma autonomia de 50 km por carga e bateria de 1,248 kWh, gasta cerca de R$ 0,22 em energia.
Diferença: a motinha elétrica custa aproximadamente R$ 1,63 menos para percorrer os mesmos 10 km.

Cálculo estimado. O consumo real varia conforme o modelo, peso, velocidade, trajeto e condições de uso.