Voluntariado despertou solidariedade durante a pandemia. Foto: Marília Gabriela

 

Criatividade motiva jovens universitárias a enfrentar cenário pandêmico

Lorrany Lopes

Vivenciar uma pandemia traz dificuldades, mas o isolamento deu espaço para novas descobertas. É o caso da Elza Khatarinny, que se mudou em 2017 para Imperatriz para cursar Enfermagem e, aos 22 anos, descobriu no período de quarentena a paixão por culinária e voluntariado.

“Eu amo comida e sempre gostei de observar meus amigos e familiares cozinhando, gosto muito dessa questão de transformação, juntar ingredientes e transformá-los em alimento. E como no início da pandemia não podia sair muito para comprar comida, além de ser muito caro, resolvi aprender a fazer”, relata Elza.

O voluntariado ajudou Elza ter mais empatia e dar mais valor às coisas ajudando as pessoas, ela participa de ações da igreja e ajuda outros órgãos.  “A única que realmente me engajei na pandemia está sendo na ajuda para arrecadação na cirurgia do Benjamin Felipe, filho da minha professora da faculdade”.

Daiane Silva, 23 anos, estuda Pedagogia e há tempos desejava aperfeiçoar a escrita, mas faltava oportunidade por estar sempre atarefada. Durante o isolamento encontrou um espaço em sua agenda para realizar sua vontade. “Escrever ajuda a me distrair, testar meu vocabulário e conhecimento com as palavras”. Daiane também é apaixonada por outras culturas e idiomas e quer aprender mais línguas.

Graziella Pereira, 23 anos, estudante de Fisioterapia, começou a prática da corrida aos 22 por causa da estética e saúde. “Em janeiro comecei a correr e com a quarentena tive que parar”. Com retorno e as novas medidas de prevenção decidiu entrar para academia. “Sempre tive problema de autoestima e com meu corpo. Além de me distrair, a academia me deixa mais disposta e esteticamente melhor”.

 

Matéria produzida para a disciplina de Redação Jornalística, semestre 2020.1, com a orientação da profa. Yara Medeiro