Confira a trajetória da atleta imperatrizense que há 12 anos coleciona troféus em competições

Repórteres: Hérika de Almeida

Ana Letícia Santos

Atleta e professora de educação física, a imperatrizense Dayana Fernandes Alves, 34 anos, relata que iniciou sua trajetória no atletismo há 12 anos. Na época, trabalhava em uma loja no Calçadão quando conheceu seu incentivador e treinador, Francisco Bezerra, com quem afirma ter aprendido muito. Por ser um ex-atleta, ele foi o grande responsável pelo ingresso de Dayana às corridas de rua, o qual ela considera como um pai e amigo. Porém, há um ano a atleta realiza seus treinamentos sozinha, em virtude da divergência de opiniões entre ambos.

Em relação às conquistas, a atleta as considera como boas e compartilha que a maior delas aconteceu quando participou dos jogos universitários em Blumenau, Santa Catarina, como acadêmica. Dayana afirma que gosta bastante do que faz, pois dar aulas e correr são suas grandes paixões e explica que as competições ocorrem mensalmente, por isso, o treinamento é diário.

“Deus colocou a corrida na minha vida como um desafio pessoal e por mais que existam problemas no caminho, o ideal é nunca desistir”

A esportista reconhece que a corrida é o seu mundo e que pensa no esporte 24 horas por dia. Para alcançar bons resultados, a atleta revela que trabalho, alimentação, horário dos treinos, tênis e roupas adequadas são detalhes importantes e por isso, devem ser respeitados. Além disso, Dayana acredita que o dia a dia precisa ser equilibrado, pois isso é um fator determinante para a performance. Embora o cotidiano da atleta seja um pouco puxado, ela assegura que consegue conciliar as duas atividades. “Eu trabalho só um período, então, o outro eu aproveito pra descansar e fazer os meus treinos”.

Assim como em outras áreas da vida, o preconceito também está presente no esporte. Sobre o assunto, Dayana diz que é um pouco difícil para as mulheres atuarem profissionalmente na vida esportiva, principalmente por estarem cercadas de pessoas que julgam e não sabem de fato o que se passa no cotidiano das atletas, e desta forma, fazem críticas à independência e viagens que elas realizam sozinhas.

A respeito dos desafios de manter uma carreira em Imperatriz-MA, Dayana declara que a corrida de rua está muito competitiva na cidade, pois o nível está bem alto. Por essa razão, a atleta descreve que treina bastante para ter melhor desempenho possível e sempre conquistar o pódio. Em 2019, com promessas de mais apoio e de pessoas próximas que a ajudam constantemente, ela destaca que tem boas perspectivas para o futuro.

Francisco Bezerra, seu Chico, foi o grande incentivador de Dayana às corridas. Ela o considera um pai e amigo

Apesar das dificuldades enfrentadas, Dayana explica que o seu maior compromisso é de nunca desistir. “Por mais que existam problemas no caminho, o ideal é você NÃO DESISTIR. Eu sempre digo que Deus colocou a corrida na minha vida como um desafio pessoal. Eu sou cercada de gente que pensa negativo, que pensa pequeno, mas eu não me abato com isso não, pelo contrário, eu faço é seguir em frente. Eu não sei como vai ser mais na frente, mas eu me considero uma campeã na vida também porque a gente luta muito, e quando vem o pódio, todo o esforço que você fez lá atrás você vê que foi gratificante”.