A pedalada que durou dois dias, teve início em São Luís com destino a Turiaçu

Texto: Hérika de Almeida

Fotos: Arquivo Pessoal

O cicloturismo nada mais é que um tipo de turismo que consiste em viajar utilizando uma bicicleta. Além de ser considerado um meio de transporte saudável, econômico e ecológico, a bike pode proporcionar algumas “aventuras em duas rodas”. Pensando nisso, tio e sobrinho programaram nas férias, uma “viagem” bem inusitada.  A pedalada que durou dois dias, teve início em São Luís com destino a Turiaçu. O roteiro incluiu os municípios maranhenses de Cujupe, Bequimão, Central, Mirinzal, Cururupu, Serrano e Bacuri. No trajeto, um destaque especial para a travessia de canoa no rio Pericumã.

Apaixonado pelo pedal, o professor Rivelino Vilela tornou-se ciclista em 2012. Natural de Turiaçu, trocou a terra natal por Imperatriz há 24 anos. O acompanhante dessa aventura foi o sobrinho Silas Viana, que reside em São Luís e pedala há cinco anos. Considerando que andar de bicicleta é algo prazeroso para ambos, Rivelino aponta o motivo da experiência. “Como carrego na alma o gosto pelo pedal aprendido em Imperatriz, fui com planos de ver, sentir  e vivenciar os diversos lugares e modos de vida”, destacou o professor.

A ideia de pedalar pelo interior do estado surgiu quando os ciclistas decidiram visitar os familiares que moram nas cidades de Turiaçu e Central. “Fizemos esse cicloturismo com o objetivo de mostrar que as distâncias já não são tão grandes a ponto de ficarmos separados por tanto tempo. A intenção era reaproximar a família e estreitar os vínculos”, enfatizou Rivelino.

O acadêmico de enfermagem Silas Viana explica que sempre gostou de andar de bicicleta, mas, em São Luís, os grupos de pedal são bastante restritos e, por isso, na maioria das vezes pedala sozinho pela capital maranhense. Sobre o cicloturismo realizado com o tio, Silas afirma ter sido algo prazeroso e emocionante. “Foi uma aventura incrível, nunca tinha vivido uma experiência similar. Embora pareça uma loucura, foi uma forma de me testar, desafiar o meu corpo e ao mesmo tempo conhecer e vivenciar a realidade dos municípios pelos quais passamos. Eu e meu tio planejamos o pedal com antecedência para que tudo ocorresse bem. Foram dois dias de muita adrenalina e esforço físico. Porém, foi satisfatório ter realizado algo que poucos têm a coragem de fazer”,  descreveu o universitário.