"minha essência hoje é trabalhar com sentimento, se não tiver sentimento não passa"

“minha essência hoje é trabalhar com sentimento, se não tiver sentimento não passa”

Já com cinco anos de carreira, o fotografo, Antonio Wagner Silva Aurélio, mais conhecido como Wagner, formou-se em 2014 em Comunicação Social-Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz-MA e hoje é reconhecido na produção de books e fotografias temáticas. Até chegar aqui e manter uma empresa própria ele lembra que trabalhou muito em diversas áreas e, inclusive, a pluralidade de atuação na jornalismo foi o que lhe inspirou a se tornar no fotógrafo que é. Nessa conversa ele conta como são os bastidores da produção dos seus books e da sua paixão pelas imagens.

 

Imperatriz Noticias (I.N) – Como você se tornou fotógrafo?

Antonio Wagner (A.W) –  No jornalismo você tem que ser multiuso, tem que fazer a matéria, tem que fotografar, você tem que diagramar, você tem que fazer tudo. Então, eu já tinha um pouco dessa esperteza toda, porque eu sempre gostei muito de mexer com as coisas.  Já levava minha câmera e fazia meus cliques pra não precisar que outra pessoa fosse comigo. Assim, a fotografia chegou até mim por conta disso. Nessa multifacetas do jornalismo.

I.N – Hoje você tem se destacado na cidade com a produção de books. Como é a produção de um ensaio fotográfico?

A.W – É um trabalho em equipe. Eu sempre indico uma maquiadora, depois tem uma pessoa pra me ajudar na iluminação, na direção do ensaio… Não tem um preparo específico. Eu acho que cada um tem seu jeito, então gosto de conhecer primeiro a pessoa pra gente saber os caminhos que vão ser direcionados para fazer o book. Acho que sai da forma que ela é.

I.N – Quanto custa um book?

A.W – Vai depender muito do ensaio. Em média a partir de R$ 500, incluindo a pré-produção, a produção, o ensaio e o pós-ensaio.

Foto é coração, é amor, não é só apertar o botão.

Foto é coração, é amor, não é só apertar o botão.

I.N – Por que fazer um book, já que a maioria das pessoas hoje em dia tem acesso a celular, câmera digital  etc?

A.W – Pelo olhar profissional, que busca a tua essência, além disso fazer um book é uma forma de se olhar, voltar pra si os teus olhos e pensar um pouco na forma que você se acha que se vê. E essa forma de olhar pra si de uma nova forma. Acho que tem que buscar essa essência. Eu acho que fazer um book serve para isso.

I.N- Qual tipo de book é mais pedido? Book infantil, casamento, 15 anos, gestante.

A.W- Gestante. Imperatriz tem um público muito grande para gestante, então se for olhar, durante todo o mês, pelo menos duas grávidas têm por mês, no mínimo. Tem mês que têm 5, 6 grávidas em um mês só.

I.N – Qual é o processo para ganhar a confiança das pessoas que vai fotografar?     

A.W – O mais legal é não tratar o cliente como cliente. Eu trato eles como amigos. Tenho o antes, o durante e o depois da fotografia. Faço reuniões, vejo qual é a necessidade do cliente. Não vou fazer uma foto só por fazer e nem fazer uma foto bonita para bombar nas redes sociais. Ela tem que ter um sentimento e saber a essência da pessoa, então esse é o antes. O durante, no dia do ensaio a gente faz a seleção do que ela quer, da forma que vai proceder ao ensaio, dos locais que vão ser a cara do cliente e o pós que seria a entrega do material, a edição, de forma mais humanizada. Eu não vou te entregar só um pendrive com as fotos e pronto. Eu tento sempre surpreender o meu cliente da melhor forma, então eu gosto de fazer o material. Então, além de editar e entregar o material em um pendrive, faço uma caixa personalizada. Isso faz com que eu ganhe a confiança dos meus clientes.

I.N – Você tem alguma dica na hora do ensaio fotográfico, técnicas para eliminar a timidez de quem estão sendo fotografado?

A.W – Sempre que possível eu levo alguém pra me ajudar na técnica de iluminação, e essa pessoa é formada em teatro, então eu sempre deixo, faço com que ela tenha esse contato prévio e deixo que ela se solte por conta dessa pessoa, fazer graça lá na hora, então à deixa mais relaxado. Mas a técnica maior é fazer o encontro antes, porque a pessoa já vai me conhecer e sentir o que vai ser o ensaio. Porque eu chegar pra ti e dizer o ensaio é hoje, e sem te conhecer, realmente vai ter um bloqueio grande, então a técnica que eu sempre faço é conhecer o cliente antes para depois fazer o ensaio, assim ela vai se sentir bem mais a vontade.

I.N – Qual o melhor ambiente para ensaios, externos, internos, ou domiciliar para um book?

A.W – Hoje só trabalho com ensaios externos, poucas vezes eu faço interno, que é só quando o cliente quer uma coisa mais intimista. Mas externos procuro sempre buscar algo novo na cidade, na verdade na região, porque aqui em Imperatriz o espaço já ficou bem limitado. Então sempre tento fazer o mais ambiente incrível possível, se precisar ir a outras cidades, eu vou. Sempre estou buscando inspiração nova na cabeça, ensaios internacionais pra tentar fazer algo diferente.

I.N – Qual é o fator mais importante em fazer uma boa foto?

A.W – Sentimento. Meu slogan hoje que eu trabalho é capturando sonhos, então a minha essência hoje é trabalhar com sentimento, se não tiver sentimento não passa, tanto que em minhas fotos, eu mesmo, sou muito sensível, então casamento eu me acabo de chorar mesmo, porque realmente é sentimento, tem que trabalhar com isso, porque a pessoa no final quer receber uma foto pra relembrar e sentir aquele momento, então se eu consigo fazer isso com excelência e passar uma foto que passe essa sensação, eu fico muito feliz.  Graças a Deus eu estou sentindo muito esse feedback com as pessoas, de falar ‘’Wagner eu estou muito feliz em receber as fotos’’, porque realmente eu vi o que eu queria pra minhas fotos, então ter esse feedback em relação a sentimento é muito bom.

I.N – Qual é a melhor forma de alguém se tornar um bom fotografo?

A.W – De novo eu vou ao sentimento, porque de novo eu falo, não basta só o dinheiro, sua especialização, não basta cursos que tu faz com bons profissionais no mundo todo, viagens pra tu te inspirar, mas acho que acima de tudo tem que ter sentimento, a fotografia não é só apertar o botão, é coração. Então o que eu tento sempre é isso, brincar com o coração. Eu coloco o sentimento como fonte principal do meu trabalho, sem ele você realmente não faz um bom trabalho. Foto é coração, é amor, não é só apertar o botão.