Pedro Lucas Silva Santos

 

Por conta das restrições sanitárias devido a pandemia do novo coronavírus as aulas presenciais na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) de Grajaú migraram para o sistema remoto. E mesmo um ano depois da nova modalidade, alunos e professores relatam dificuldades com o novo modelo.

Segundo o aluno de Enfermagem Fábio Gama a maior dificuldade é nas atividade prática, que agora não pode ser feita nos laboratórios. “A área de saúde foi a que mais sofreu com o isolamento, porque precisamos muito da parte prática”, lamenta. O estudante relatou que até mesmo as aulas conceituais estão sendo difíceis de acompanhar.

Ainda segundo o acadêmico, o rendimento em ensino remoto caiu bastante, na sua perspectiva. Ele tira essa conclusão da sua própria experiência. “É difícil o seu psicológico colocar o seu lugar de conforto como local de trabalho”, declarou o aluno.

Por outro lado, até mesmo os professores estão encontrando dificuldades para ministrar aula no ensino emergencial. É o que foi relatado pela professora Jéssica Alves, pedagoga no Centro de Ensino Nicolau Dino e UEMAnet. Segundo a docente, a carga horária tanto dela como dos demais professores aumentou de oito horas para 24 horas e que a tecnologia também interfere num bom rendimento escolar.

Enquanto muitos alunos não possuem acesso a uma conexão de internet ou um aparelho eletrônico de qualidade, os educadores também enfrentam dificuldades com o meio virtual. A pedagoga relatou: “Nós não fomos preparados para aulas remotas na nossa formação. Nós sabemos da aula presencial, e até nisso nós temos lutado nos últimos anos, para tentar inserir a tecnologia nas nossas aulas, torná-las mais dinâmicas e interessantes”.

A professora ainda afirmou que o rendimento dessas aulas é mínimo e há muitos professores na cidade adoecendo pelo aumento de carga horária. “Nós estamos lutando muito para conseguir deixar o que está pesado, leve. Para assim, a gente conseguir escapar dessa pandemia com um pouco de saúde mental”.