De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem cerca de 61% de pessoas no mundo exercendo alguma atividade no mercado informal. O que representa cerca de 2 bilhões de pessoas.
Já o IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que a soma de pessoas trabalhando por conta própria ou no mercado informal no ano de 2018 superou a quantidade de empregados com carteira assinada,ou seja,mais de 33 milhões de pessoas. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que no primeiro trimestre desse ano, o estado do Maranhão fechou 3.334 postos com carteira assinada. E que 196 mil pessoas estão em busca de emprego a mais de dois anos.

Com reflexo da crise que se instaurou no país desde 2014, muitos trabalhadores encontraram no mercado informal  uma alternativa para tentar driblar as dificuldades financeiras e têm tido êxito nos negócios .

Como é o caso de Wesley Kazu Ataíde, 37 anos , natural do estado de São Paulo e que há 10 anos reside na cidade de Imperatriz-Ma.

O vendedor de água mineral Wesley Kazu em sua cargueira.

O paulista conta que desde 2017 quando perdeu o emprego formal , trabalha vendendo água mineral no semáforo localizado próximo a BR 010. E que através deste, consegue pagar suas contas. E se orgulha ao falar de sua maior conquista: A aquisição de uma moto. Passou um ano inteiro juntando dinheiro para conseguir comprar o veículo. Wesley tem carga horária que vai das 07h às 17:00hs, e diz que chega a faturar até R$ 120,00 por dia. Durante a entrega de água para os clientes,aproveita para entregar seu cartão de visita, onde informa que vende produtos de uma famosa marca de cosméticos. ” Aqui no sinal é melhor do que tá empregado. Eu consigo ganhar mais.”

Outro exemplo é o Sr. José Ribamar Sousa Alves, 54 anos, que trabalha em um negócio deixado como herança por sua mãe que teve inicio há mais de quarenta anos. A venda de panelada na Praça Emiliano Melo Azevedo, mais conhecida como a pracinha da panelada. O vendedor conta que trabalhava em uma empresa com carteira assinada e que após a saída, lembrou-se de todas as vezes em que sua mãe  o levava desde criança para ajudá-la no trabalho e retomou as atividades. Diz ainda ,que no período de cinco anos ,conseguiu conquistar a casa própria, comprou um carro e um modesto sítio.
Sr. José Ribamar chega com sua van na pracinha às 07h e encerra o expediente ao 12:00hs. Chega a vender mais de 150 pratos,que variam entre o carro chefe, que é a panelada, seguidos de galinha caipira, sarapatel,entre outros.
” Não troco isso aqui por nada. Aqui eu sou o patrão. Não é fácil,mas é gratificante.”

Sr.Ribamar servindo carro chefe da casa: Panelada!