O aumento é de 0,78%, o que acumulou 4,30% em 12 meses

Por Lícia Gomes

Alimentos para compra no supermercado (Fonte: Agência Brasil)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,78% no mês de janeiro, segundo dados apresentados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo o maior percentual para um mês. Com o resultado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,30% em 12 meses, após fechar o ano de 2020 com alta de 4,23%. O IPCA-15 abrange as famílias que possuem rendimentos de 1 a 40 salários mínimos.

Segundo o Coordenador do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e empresário contábil, Hélio Rodrigues Araújo, são vários os fatores que fazem a oscilação de preços, como por exemplo: a entressafra, que é o momento entre uma safra e outra de produtos; o aumento da cotação dos preços dos insumos; o aumento do dólar em relação ao real; a baixa oferta dos produtos; a alta demanda pelos produtos, dentre outros.

Além disso, ele ressalta “Como o INPC se refere a produtos da cesta básica, a população precisa encontrar substitutos para estes produtos, pois a economia, a dinâmica e o índice reflete uma média dos preços e alguns produtos tiveram aumento significativo, outros diminuíram e outros mantiveram os mesmos preços da última coleta de dados.”

A dica de substituição por outros alimentos se torna essencial nesse momento, por exemplo: “Se a alface aumentou de preço compre outra variedade que diminuiu ou se manteve no mesmo preço. As frutas que devemos privilegiar no momento, são as da estação que estão mais em conta em função da grande oferta”, afirma Hélio Rodrigues.

De acordo com as nove categorias de produtos e serviços analisados, oito apresentaram índice de alta em janeiro. Veja na tabela a seguir:

Grupo Variação mensal % Impacto (p.p)
Dezembro Janeiro Dezembro Janeiro
Índice Geral 1,06 0,78 1,06 0,78
Alimentação e bebidas 2,00 1,53 0,42 0,32
Habitação 1,50 1,44 0,23 0,22
Artigos de residência 1,35 0,81 0,05 0,03
Vestuário -0,44 0,85 -0,02 0,04
Transportes 1,43 0,14 0,29 0,03
Saúde e cuidados pessoais 0,03 0,66 0,00 0,09
Despesas pessoais 0,39 0,40 0,04 0,04
Educação 0,34 0,11 0,02 0,01
Comunicação 0,46 -0,01 0,03 0,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

 

A taxa de desaceleração vista em Alimentos e bebidas (1,53%) se dá ao fato de que as pessoas aumentaram o consumo de alimentos em casa, que passaram de 2,57% em dezembro para 1,73% . No grupo de Habitação o maior impacto se deve ao item de energia elétrica (3,14%), o que gerou um aumento de R$ 1,343 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Já dentro da categoria de Residência (0,81%) as maiores contribuições se destacaram nos setores dos eletrodomésticos e equipamentos (1,51%) e de mobiliário (0,69%), com 0,01 p.p. em ambos os casos.

No setor Vestuário, o maior índice de aumento de preço é encontrado na sessão masculina (1,17%), em segundo lugar na sessão feminina (0,89%) e infantis (0,63%), e em último lugar houve aumento também na área de calçados e acessórios com (0,58%). Itens que no mês de dezembro apresentaram variação negativa.

O segundo maior destaque em desaceleração no IPCA-15 é encontrado no grupo de Transportes, com 0,14% de janeiro, percentual que em dezembro era de 1,43%. Dois fatores importantes destacam a queda: o preço nas passagens aéreas que reduziu (-20,49%), e o alto preço da gasolina, que segundo dados do site Gazeta Digital, só em janeiro o aumento percentual foi de 2,76%.

Na área de Saúde e Cuidados Pessoais, o destaque maior é no grupo de higiene pessoal (1,20%). As outras áreas não mostram percentual de relevância referente ao mês de dezembro para janeiro, como pode ser visto na tabela acima.

                                                                                                                

Mais informações no site: fhttps://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2376/ipca_15_2021_jan.pdf