Texto  e fotos de Lianna Carolina

Em Imperatriz a procura por balé adulto vem crescendo. As instituições de dança clássica da cidade: Dançarte, Studio de Danças Djane Monteiro e Escola de Ballet Carolinne Almeida estão investindo em turmas que atendam a esse público. Cada escola teve que abrir neste ano, no mínimo, uma turma a mais para receber alunos(as) desse perfil. Totalizando assim, cerca de sete turmas com 34 bailarinos.

Uma das motivações para o crescimento da procura são os benefícios que esse exercício pode trazer. O balé é muito eficaz quando se deseja melhorar a postura, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio, perder peso e tonificar a musculatura.

Idade não atrapalha sonho de fazer balé

Idade não atrapalha sonho de fazer balé

O espaço de dança Carolinne Almeida, que atua no mercado há pouco mais de um ano, foi surpreendido ao ver que a procura para turmas adultas estava quase que sobressaindo em relação às infantis. A princípio, a escola contava apenas com uma turma no sábado. Contudo, se fez necessário o surgimento de uma classe noturna para suprir a demanda. Hoje são dezesseis alunos matriculados. A proprietária e professora Carolinne Almeida, a qual o seu nome também nomeia a instituição, relata que para o próximo ano será necessário disponibilizar mais uma classe, caso a procura continue a crescer. “Ano que vem abriremos mais uma turma de adultos noturna”, pontua.

Entre os alunos, as idades variam entre 18 e 25 anos e as mulheres predominam nas turmas. Dentre os bailarinos adultos, apenas um fez balé na infância, os demais almejavam a dança desde pequenos, contudo, dedicaram-se ao vestibular e ao emprego em primeiro momento, deixando para realizar o desejo de dançar balé para depois.

Na idade adulta há maiores níveis de dificuldades, apesar disso, o medo de se achar velho demais para a modalidade vem sendo vencido aos poucos. Foi justamente o que aconteceu com o bailarino Bruno Cantanhede (19), que foi atrás do seu sonho de criança. “O início foi bem complicado, mas você pode entrar para o balé mesmo depois de velho. A questão de alongamentos é uma enorme dificuldade, mas com esforço se consegue”, relata.

Mas há impasses para dançar nessa idade, professores da área pontuam que o nível de dificuldade que os exercícios da modalidade exigem atrelado aos limites físicos de flexibilidade e até mesmo a questão da disponibilidade de horário, são os vilões para o público do balé dessa faixa etária. A rotina de trabalho e da faculdade deixam os horários bem mais reduzidos para a dedicação às aulas, entretanto, o valor da mensalidade também dificulta, tendo em vista que, um mês de aula não sai por menos de R$ 100,00.

Porém, há quem persevere para realizar esse sonho, é o caso da estudante de jornalismo e também bailarina Thaise Torres (21) que pontua, “as aulas exigem de todo seu corpo, aliviam o estresse e apesar do esforço físico que é exigido traz satisfação”.

Escolas atraem adultos que querem aprender balé

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