Por Júlia Pantoja
Febre baixa ou alta, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios, tosse, coriza, congestão nasal e desconforto na garganta, estão entre os principais sintomas de quando uma gripe está a caminho. Com essa mudança brusca de tempo, de verão para inverno, normalmente no final do ano para o começo de um outro, o clima mais frio favorece ainda mais para a sobrevivência e transmissão do vírus, provocando assim, um aumento significativo nas ocorrências gripais nesse período. Crianças pequenas, idosos e pessoas com um sistema imunológico já comprometido por um histórico passado com origem hereditária tendem a ser ainda mais afetadas por essas oscilações.
Odair José de Assis e com especialização como clínico geral, ressalta algumas medidas que podem ser tomadas por quem já tem uma baixa imunidade para passar esse período com um pouco mais de tranquilidade “Manter-se bem hidratado ao beber bastante água e entre outros líquidos; uma alimentação equilibrada, rica com frutas e vegetais; buscar descansar adequadamente e garantir um sono de qualidade e duradouro; manter os ambientes bem ventilados evitando os ambientes mais quentes e frios; e evitar exposição á fumantes ou a poluição do ar”.
O profissional de saúde também evidencia a importância de saber diferenciar uma gripe das outras alergias, como, a sinusite e rinite “A diferença entre a gripe e alergias, como, a sinusite e rinite, é que a gripe geralmente apresenta sintomas sistêmicos mais intensos, como, a febre e dores no corpo, enquanto, que as alergias tendem a causar mais prurido(coceira pela pele), espirros e olhos lacrimejantes”.
João Vitor Brito, de 27 anos, formado em Educação Física pela Unisulma (Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão) relata como se preparar da melhor forma para lidar com essa mudança climática “O principal sintoma é que a minha garganta fica irritada, querendo travar. Então, de certa forma a minha rotina muda um pouco, evito tomar água totalmente gelada ou ingerir alimentos desse tipo, e procuro me alimentar direitinho, mantenho uma hidratação ainda mais redobrada com água”.
O professor das categorias de 4 a 17 anos da Escola de Futebol do Grêmio de Imperatriz-MA , cada uma de forma separada, conta desde de quando seu caso clínico se deu início até o momento presente “Já faz um certo tempo que sou vulnerável à essa mudança climática. Basicamente todo ano eu acabo ficando gripado devido a isso, pois quando eu era pequeno tive asma, então acredito que querendo ou não isso influencia em alguma coisa, principalmente sobre a questão da minha capacidade respiratória”.
O médico ainda salienta quais medidas a comunidade pode estar tomando para se prevenir de pegar um resfriado ou gripe, além de se estar com a vacinação em dia “A higienização das mãos frequentemente com água, sabão ou álcool gel; evitar contato muito próximo com pessoas doentes; manter os ambientes sempre limpos e ventilado; evitar choques térmicos e manter uma alimentação equilibrada”.
Vale ainda esclarecer que a imunidade baixa de uma pessoa é influenciada por fatores genéticos, porém, também pode ser ocasionada por uma série de condições de saúde, ou pelo estilo de vida, ou a exposição ambiental do indivíduo. Portanto, pode ou não ser provocada pela condição hereditária, mas mais para um “não”.