Após alagamento no calçadão, a obra do governo divide opiniões da população em Imperatriz

Reportagem: Williana Costa e Andréia Liarte

 

Bastante aguardada pela população, as obras no calçadão que foram iniciadas em abril deste ano envolvendo cerca de 80 profissionais de diversas áreas, esta prevista para ser entregue no final do mês de novembro.

Já na fase de acabamento, nesta quarta-feira (06), uma forte chuva fez com que uma das faixas ficasse totalmente alagada ,fazendo com que pedestres, vendedores ambulantes e transeuntes do local se abrigassem do lado oposto. Alguns lojistas chegaram a fechar as lojas antes do horário final de expediente.

Em conversa com o Imperatriz Notícias, a engenheira civil responsável nessa etapa da obra, Iracema César Silva Lima Pereira, conta que esta foi uma situação atípica e que não é um problema estrutural, mas sim, em virtude da posição do vento. Explica ainda que a finalidade da cobertura é proteger os transeuntes do calor e do sol, uma vez que o telhado possui isolamento termo acústico.  E da chuva, haja vista que o calçadão era uma área totalmente aberta, deixando todos que dali dependem direta ou indiretamente em uma situação vulnerável. Quanto aos lojistas, informou ainda que não houveram prejuízos materiais e que não há motivos para se preocupar.

Sobre o processo de drenagem, explicou que foram colocados canos de 300 mm, os quais estão de acordo com as normas técnicas.  Já Manoel Messias, gerente da loja Mil Opções Bijuterias, afirma que reclamou na fase inicial das obras sobre o nível do calçamento. Segundo ele, essa situação já estava prevista. Reclama que não houve acordo e que por pouco a água da chuva não invadiu a loja.  Diz que não há possibilidade de elevar o piso de entrada da loja, já que o portão é eletrônico, com altura padrão para abertura e fechamento do estabelecimento. ” O custo de fazer essa adequação para ficar nos moldes deles, sairia muito alto. Deveria ter aceitado a sugestão no inicio de tudo isso.”

Cícero Honorato Rodrigues, gerente da Chik’s Center, diz que se não houvesse a cobertura, a situação teria sido pior, principalmente para os vendedores ambulantes. Ele acha que deveria ser feito um alinhamento entre os lojistas para aproximação dos estabelecimentos junto à cobertura, para assim sanar essa questão.

Para  o subgerente do Bazar Ipanema, Ari Mendes Sousa, a obra trouxe benefícios tanto para os lojistas como para os clientes. Ele nos conta que antes da reforma do calçadão, quando chovia, as lojas ficavam totalmente sujas devido a água das chuvas e que após a reforma as coisas melhoraram. Para ele, o novo calçadão se tornará o mais novo ponto turístico da cidade.