Nos três primeiros meses de 2019, a cidade de Imperatriz registrou 211 casos de atendimentos de violência contra a mulher. Segundo dados da Delegacia da Mulher, esse número representa 25,3% do total de ocorrências do ano de 2018, quando foram protocolados 843 casos.

A delegada responsável pela Delegacia da Mulher de Imperatriz, Sylvianne Tenório, explica que a maioria das pessoas que sofrem agressão e vão à delegacia não querem registrar boletim de ocorrência, elas querem que uma conversa com o agressor resolva a situação.

Para a delegada, a questão precisa ser tratada de forma mais profunda, não bastando a conversa: “o machismo é uma questão ‘histórica’, causando assim a violência, em que por muito tempo a mulher foi vista como subordinada do homem. Muitos homens e mulheres praticam machismo ou são vítimas dele e não sentem assim. Veem isso como normal e não deve ser assim. Então, precisa de uma reeducação.”

Segundo dados do último levantamento do Instituto DataFolha, 76,4% das mulheres que sofreram violência
afirmam que o agressor era alguém conhecido.

O acolhimento

Quando uma mulher sofre agressão e oficializa a  denúncia, ela é encaminhada para o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que é um espaço destinado à prevenção e enfrentamento da violência através de ações especializadas e a oferta de atendimento psicológico, jurídico e social. O CRAM faz parte de uma rede de enfrentamento formada pela Vara Especializada e Promotoria de Defesa da Mulher, delegacia especializada, além da rede de atendimento mantida pela Prefeitura através da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher.

Desde 2017 o Centro de Referência de Atendimento à Mulher passou a funcionar em um prédio mais amplo, localizado na Rua Sousa Lima, 54, entre as ruas Rui Barbosa e Urbano Santo. O atendimento acontece de segunda à sexta-feira das 8h às 18h. Além disso, a população pode entrar em contato pelo telefone (99) 99193-1717.