A  escola Santa Terezinha, está localizada num trajeto bastante necessário na cidade, que é utilizado por alunos, ônibus coletivos, entres outros, que precisam fazer esse percurso todos os dias e a falta de um estacionamento próprio do estabelecimento de ensino causa conflitos principalmente nos horários de pico, que são às 12h e às 06h quando os pais de alunos vão buscar os filhos e param no meio do rua, impossibilitando a passagem.

“Infelizmente as autoridades fazem vista grossa naquele ponto, quando eu estava no horário de 12h00min, eu atrasava uns quinze minutos. Teve situações que os passageiros questionavam achando que o atraso era culpa minha, mas não era. Acharia melhor que pelo menos tivesse um guarda que ficasse orientando os pais, fazendo alguma fila indiana para que eles pudessem se organizar no trânsito” afirma o motorista de ônibus, Ricardo Andrade, 55 anos

Além da falta de respeito às leis de trânsito, outro problema é que a mobilidade urbana nas grandes cidades não tem acompanhado o crescimento urbano. O aumento do número de carros vem crescendo de forma extraordinária, e isso não é diferente na segunda maior cidade do estado. Segundo dados do IBGE, (2018) há cerca de 152.881 veículos circulando em Imperatriz. Sendo que a estrutura para fazer movimentar esse fluxo, continua quase a mesma. E isso reflete no aumento do congestionamento da cidade.

Devido a falta de um estacionamento próprio, o pai dos alunos estacionam no meio da rua, o que atrapalha o trânsito, além disso, em frente a instituição particular, existe outra, a escola estadual Governador Archer. Alguns alunos esperam seu ônibus na parada próxima da escola Santa Terezinha e reclamam do transtorno na passagem por aquele local dificuldade sua chegada à escola.

Trânsito problemático

Mateus Silva, estudante, 17 anos, afirma que os transtornos causados pela falta de um estacionamento próprio no colégio Santa Terezinha, já fizeram ele perder aula e se sentir constrangido. “Diversas vezes, principalmente pela manhã e a tarde gera um congestionamento na rua, teve uma vez em que eu me atrasei para chegar à escola por conta disso e tive que voltar para casa por ter perdido o horário de entrada na escola, isso foi muito constrangedor.”

Já no caso do também estudante, Joerdson Braga de 18 anos, além de presenciar infrações constantes e riscos de acidente, o próprio relata uma situação que sofreu por conta do problema: “uma vez fui atravessar a rua pra ir a escola e o motorista estava na faixa de pedestre, assim que a filha dele desceu ele ainda olhando para o lado acelerou e me acertou devagar. Quando ele percebeu, só fez um sinal positivo de dentro do carro e saiu. Um completo descaso, além de parar na faixa de pedestre o que se não me engano é uma infração de trânsito grave, ainda foi desatento”.

Assustar ou apressar um pedestre durante uma travessia já iniciada de forma intencional, independente do semáforo, acelerando ou avançando com o carro em sua direção é uma infração gravíssima prevista no Artigo 170 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O motorista que for pego ameaçando pedestres que estejam atravessando a via será autuado com infração gravíssima. A multa é de R$293,47, e é feito o recolhimento do documento de habilitação. Isso significa que o motorista vai ter seu direito de dirigir Suspenso e deverá passar pelo curso de Reciclagem de Condutores, conforme previsto do artigo 261 do CTB.

Soluções

A motorista Juliana Almeida 34 anos, que trabalha na empresa Ratrans, acredita que a questão de o colégio Santa Terezinha não ter um estacionamento próprio atrapalha na mobilidade daquele espaço, já que os carros param no meio da rua. Ela afirma que a implantação de um estacionamento próprio no colégio seria o mais correto, porém, se não fosse viável, a sinalização também poderia ser feita pela superintendência municipal de trânsito e transportes (Setran), já que os pais e responsáveis de ir buscar os alunos, não respeitam nem a parada de ônibus estacionando os veículos dificultando assim a locomoção dos transportes coletivos.

De acordo com o Coordenador operacional de trânsito da Setran, Jerônimo dos Santos,  já existe um projeto de sinalização para o local.”O projeto se chama travessia segura e vai funcionar em frente as principais escolas de Imperatriz, onde se concentra uma maior aglomeração de veículos  e de pessoas”, adianta o coordenador