Texto e fotos de Emerson França

Cresceu em 20% o número de acidentes de trânsito em Imperatriz, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). O número faz referência e comparação aos primeiros quadrimestres de 2017/2018. No ano de 2018 já ocorreram 719 acidentes de trânsito nos quatros primeiros meses de 2018. Cerca de 120 acidentes a mais que os 599 do mesmo período em 2017.

Maior parte dos acidentes envolvem motocicletas e homens

Para o enfermeiro socorrista Danilo Bilo as causas deste aumento estãoligadas há falta de atenção ao conduzir veículos automotores. “ O condutor de moto é a parte frágil em 100% das ocorrências atendidas pelo serviço 192, são vítimas que apresentam fraturas de membros superiores e trauma crânio encefálico.  E as consequências disso é a invalidez temporária ou permanente deste paciente, as vezes até a morte”, diz.

Em 85% dos casos de sinistros no trânsito em Imperatriz evolvem motocicletas e 40% destes ocorrem no final de semana. Mais da metade dos casos, cerca de 56%, tem como condutor do veículo alguém do sexo masculino. 77% destes condutores estão na faixa etária de 16 a 40 anos. Em 29% dos acidentes ocorrem no centro da cidade e no período da tarde.

Para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU192), diversos são os fatores que indicam as causas dos sinistros de trânsitos em Imperatriz. “Falta consciência e respeito as normas que regulam o trânsito na nossa cidade. O uso do celular ao volante, excesso de velocidade, não respeito as vias preferenciais e condução de veículo sob efeito ou depois de ingerir bebida alcoólica são fatores predominantes nos acidentes de trânsito”, afirma o Coordenador de Estatística do Samu Jeremias Campelo.

Os acidentes de trânsitos também são reflexos de uma verdadeira bagunça nas vias públicas da cidade, que vai da falta de sinalização vertical e horizontal até a péssima formação dos condutores de veículos. “ Nem todo condutor de veículo tem a responsabilidade de dirigir por ele e pelas outras pessoas, o trânsito não perdoa quem não o respeita”, explica o Técnico Auxiliar de Regulação Médica (TARM), Charles Silva.