Brasil atinge marca de 100 milhões de doses e Presidente segue negando eficácia de vacinas e isolamento social

Presidente Jair Bolsonaro em Sua live semanal

No dia em que o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de doses de vacinas aplicadas contra a Covid-19 em todo o território nacional, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), colocou em cheque a eficácia das vacinas e do isolamento social.

A declaração do presidente foi feita durante sua live semanal no seu canal do Youtube, na presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Nesta quinta (1°), as secretarias estaduais de saúde divulgaram os números que contemplam os vacinados com a primeira e a segunda dose em todo o país que utiliza os imunizantes Coronavac/Butantan, Oxford/AstraZeneca, Pfizer e Janssen. Até a manhã de ontem, 100.094.083 doses tinham sido aplicadas.

Em relação as vacinas o presidente leu uma noticia durante sua live que, segundo uma fonte da OMS, a variante delta se espalha também em pessoas vacinadas. “Abre logo o jogo! tem uma vacina que infelizmente não deu certo… Eu tô aguardando aquele cara de São Paulo falar. Falava todo dia. Não deu certo essa vacina dele infelizmente no Chile, e aqui no Brasil parece que tá complicada.” declarou o presidente.

Segundo o Instituto Butantã, a CoronaVac, no entanto, já se provou segura e eficaz foram realizados diversos estudos clínicos nacionais e internacionais. Ainda segundo o instituto, o Ministério da Saúde do Chile divulgou pesquisas sobre a eficácia da CoronaVac, um dado oficial e confiável. Os testes constataram 90,3% de eficácia na prevenção de internações em UTI; 86% na prevenção de mortes; 87% na prevenção de hospitalização e 65,3% na prevenção de infecções sintomáticas por Covid-19.

Em entrevista cedida ao UOL e disponível na internet, o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, ressaltou que a vacina se mostrou com alta eficiência, que os novos casos que têm aparecido no Chile afetam majoritariamente as populações que não receberam a vacina, principalmente os mais jovens.

Em relação ao isolamento social o presidente disse que não existe comprovação cientifica de sua eficácia, o que é rebatido por cientistas.

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