Texto de Malu Cruz
Fotos de Nico Gomes e Junior Oliveira
Ex-aluno da UFMA emociona redes com vídeo sobre formandos, Nico Gomes, influencer de 25 anos, formado em Comunicação Social- Jornalismo, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de Imperatriz, faz postagem em suas redes sociais sobre o dia de sua formatura e viraliza em grandes páginas do Instagram, perfis como Poderes Pretos, canal de negritude da Mídia Ninja, e Africanize compartilham seu vídeo e história que emocionaram a internet. O vídeo soma mais de 50 mil visualizações, 300 compartilhamentos, e segue repercutindo comentários de identificação do público com o conteúdo.

Na publicação, Nico afirma que sua turma estaria entre uma das mais representativas com pessoas negras da UFMA. A alegação, baseada na percepção do jovem, conversa com os dados do curso, que somam 58,1% de estudantes pretos e pardos. Segundo a coordenadora do curso de Jornalismo, Luciana da Silva Souza, de 44 anos, desde a criação do curso, em 2006, os dados apontam que ele é formado majoritariamente por pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas, com 40% de pessoas pretas e 18,1% de pessoas pardas, contando também com 24,5% de pessoas brancas, 4,5% de pessoas amarelas e 1,3% de pessoas indígenas.
Os dados dialogam com o vídeo publicado e ressaltam a mensagem que gerou impacto na internet, apesar de não haver comprovações de que a turma de 2025.2 foi a turma mais negra a se formar na UFMA, Nico parte de suas perspectivas e experiências pessoais. “Talvez não seja um curso composto por pessoas majoritariamente brancas, mas as pessoas que se sentam às mesas como jornalistas formados, em sua maioria, são pessoas brancas, e esse registro pode ser visualizado até mesmo pela representação que nós temos e nos muitos quadros no que diz respeito ao nosso curso”, ele afirma.
Além da porcentagem de 58,1% de pessoas negras, o curso também é formado, principalmente, por mulheres, tendo 70,8% de percentual feminino e apenas 29,2% masculino. Elizangela da Conceição de Almeida, ex-aluna do curso de jornalismo, de 22 anos e mulher negra, comenta sobre o orgulho de sua mãe. “Eu fui a primeira dos filhos a ter colado grau”.
O influencer demonstra felicidade ao pontuar a quantidade de visibilidade que obteve com o vídeo. “Acredito que pela primeira vez o algoritmo trabalhou como tem que trabalhar, entregando um conteúdo para as pessoas certas”, comentou Nico que já trabalha com internet há seis anos.