Durante palestra realizada na quarta-feira (17/10), no auditório da Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz, o promotor de justiça, Alessandro Brandão, defendeu que a penalização não resolve o problema das fake news e dos discursos de ódio na Internet.

O promotor esclareceu que a educação é uma das melhores formas para que a população reconheça informações falsas e não use a liberdade de expressão para difundir mensagens de ódio à alguém. Sua declaração se baseia no artigo 26 da Lei N° 12.965/14, chamada de Marco Civil da Internet, que assegura que o Estado tem o dever de capacitar os cidadãos para o uso responsável das mídias digitais.

Quem também concorda com isso é a professora de inglês Vilma Pinheiro, da Escola Municipal Leôncio Pires Dourado, que levou os  alunos do 9º ano  para acompanharem a palestra e para que, dessa forma, eles consigam definir o que é fake news e a forma correta de se expressar nos comentários online. “Por se tratarem de jovens, todos eles estão no ensino fundamental, muito atentos às redes sociais eles acabam sendo vítimas das fake news. É uma forma de prevenção”.

A palestra, que tem como tema “Nas redes sociais, diga o que pensa… Sem ofensas!”, faz parte de uma campanha do promotor de justiça com o objetivo de mostrar a importância da respeito e da responsabilidade nas redes sociais. Além de Imperatriz, a palestra também já foi apresentada em outros municípios, como Estreito e João Lisboa.

Outra ação do Ministério Público do Maranhão para alertar a população sobre as fakes news e crimes contra a honra na redes sociais é a divulgação de informações sobre os crimes cometidos na Internet através da página “Se liga na Internet”. Para acessar, clique aqui.

Reportagem: Daniele Lima, Janaína Oliveira e Rafaela Gomes