Jovens reconhecem importância da participação política, mas reclamam dos casos de corrupção

 

Repórteres: Gledson Diegues e Dina Prardo

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) informou que o Estado do Maranhão, tem pouco mais de 4.537.230 eleitores.   Embora o eleitorado tenha crescido, o número de novos eleitores de 16 e 17 anos, que não são obrigados a votar, caiu cerca de 14% nas eleições desse ano. De acordo com a divulgação do TRE-MA o município de Imperatriz tem 636 eleitores com 16 anos e 1.547 eleitores com 17 anos. Esses números representam 1,34% do eleitorado imperatrizense.

Para o promotor eleitoral da 33ª zona eleitoral de Imperatriz, Jadilson Cirqueira de Sousa, os jovens estão se mobilizando mais e é uma parcela da sociedade que pode e deve ajudar a definir as eleições. A seguir, o promotor eleitoral comenta  sobre a inserção do jovem  na política e as redes sociais.

 

E na contagem regressiva para a votação ouvimos duas jovens sobre suas expectativas e experiências em votar pela primeira vez. Elas consideram importante votar e contribuir para a mudança, embora o país esteja segundo elas, vivendo um ‘momento’ de corrupção e a falta de credibilidade da classe política.

Escolha consciente

Muitos jovens mesmo já havendo tirado o título de eleitor não votarão nessas eleições é o caso de Vanessa Santos, de 17 anos, moradora da Vila Redenção. Os escândalos de corrupção que muitos políticos estão envolvidos a deixaram desestimulada para exercer o ato civil de votar e ajudar na escolha dos novos políticos. “Eu acho que qualquer candidato que se eleger vai continuar do mesmo jeito dos que já estão lá. Eu tenho a impressão que essa roubalheira nunca vai acabar” comenta.  A maior parte dos eleitores imperatrizenses está na faixa etária dos 25 aos 34 anos, são 39.255 representando 24,16% do eleitorado da segunda maior e mais importante cidade do Maranhão

Letícia Soares, de  18 anos, é moradora da Vila Vitória. Ela destaca que as questões políticas devem ser compartilhadas por todos e que os jovens devem se informar mais sobre o candidato para fazer uma escolha consciente. Ela lembra que sempre é colocado que o jovem é o futuro do país e que por isso é fundamental acompanhar as mudanças. Além disso, segundo Letícia, o jovem tem um papel de influenciar o meio em que vive pois termina levando para a família informações do que acontece no mundo através do uso constante das redes sociais.

Os eleitores com idade entre 16 e 17 anos representam menos de 1% do eleitorado brasileiro. Fatores como a pouca perspectiva de trabalho e insegurança são causas que tem desestimulado esses novos eleitores a irem às urnas e exercer sua cidadania. Muitos jovens pretendem se manter distantes das urnas, embora estejam conectados às redes sociais e são frequentemente lembrados que as mudanças acontecem através do voto. Emanuele Mota, de 16 anos, estudante do ensino médio, comenta na entrevista a seguir, que acha precipitado o voto do jovem.

Tercio Bernardo vai votar pela primeira vez para presidente ele diz que o voto é importante para todos. “É uma forma de exercer  a cidadania, analisar todos os candidatos suas propostas e escolher o que for melhor para o país”. Ele destaca também a expectativa que carrega consigo de que o brasileiro acorde e veja as ideias dos candidatos,  para que, de acordo com ele, “seja colocado na presidência pessoas que estejam do lado do povo vendo a necessidade do cidadão”.

*Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Político (2018.2), do Curso de Jornalismo (UFMA Imperatriz). Material audiovisual: Gledson Diegues e Dina Prardo