A taxa de desemprego no Maranhão chegou aos 14,6% no segundo trimestre de 2018, um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são aproximadamente 395 mil pessoas desempregadas no Estado, por conta disso, a solução encontrada por muitos cidadãos é o trabalho informal.

Na tentativa de fugir da barreira do desemprego, Roseane Silva, de 28 anos, confessa que, por conta de seu filho deficiente, sempre está correndo atrás de “bicos” para custear os gastos médicos. Atualmente, Roseane trabalha com panfletagem e alega que às vezes se sente constrangida por ser ignorada pelas pessoas, “mas o ser humano é assim mesmo, tem que batalhar”, admite.

Além disso, mesmo com um emprego fixo e carteira assinada, alguns trabalhadores procuram eventualmente por uma segunda opção para  aumentar a renda.  O vendedor de Davinópolis – MA, Cruz de Sousa, de 43 anos, trabalha em uma empresa particular em sua cidade, mas sempre que possível, dirige-se à Imperatriz para vender suas vasilhas no centro do comércio da cidade, o Calçadão.

A comerciante Joana Lima (43), já trabalha há quatro anos no Calçadão de Imperatriz, vendendo acessórios e utilidades domésticas. Para Joana Lima, esse é o seu trabalhado estável, pois é a única forma que ela tem de conseguir dinheiro. “Eu não considero isso um trabalhado temporário, eu estou aqui todo dia, é de onde eu tiro o meu sustento”, afirma.

Atualmente, os homens são os que mais se encontram em situação de desocupação no Maranhão, ou seja, que não estão trabalhando no momento com carteira assinada, e apresentam uma taxa de 12,5%, aproximadamente 199 mil. No caso das mulheres, são cerca de 161 mil trabalhadoras desempregadas hoje, o que representam uma taxa de 14,3%.