Ponto dos taxistas da Praça de Fátima

O aplicativo Uber que começou a operar desde de novembro de 2017 em Imperatriz, tem sido uma alternativa inovadora de transporte na cidade, mas os reflexos de crescimento do serviço mais tecnológico tem causado redução nos lucros dos serviços de transporte tradicionais. O serviço baseado na inovação computacional tem modificado o mercado de tal forma que alguns taxistas estão reclamando da falta de passageiros.

O serviço de transporte alternativo por aplicativo Uber é um sucesso consolidado em diversos países e em algumas cidades do Brasil, principalmente devido ao custo reduzido da corrida se comparado ao táxi convencional. No aplicativo é possível o consumidor saber quanto deverá pagar antes de chegar ao destino, conhecer a distância que deverá percorrer no trajeto com estimativa do tempo da viagem e ainda a possibilidade de compartilhar em tempo real sua viagem com os seus contatos.

No ponto da Praça de Fátima os taxistas trabalham com o taxímetro, isto é, um instrumento que relaciona a quilometragem percorrida com o tempo do percurso para definir o valor final a pagar, sendo possível saber o custo total somente no final da corrida, ou ainda caso o passageiro combine um valor fixo do percurso até o destino. Porém, mesmo utilizando métodos já conhecidos e tradicionais não tem sido atrativo para os clientes e os taxistas já reclamam da falta de passageiros.  Com isso ficam horas parados e com um movimento cada vez mais reduzido.

Para Alberto Ferreira, 50, taxista desde de 2005, no ponto da Praça de Fátima, com a chegada da Uber em Imperatriz, “o movimento enfraqueceu bastante. ” Realidade que tem afetado os seus lucros, como relata: “Teve um dia que passei o dia todo para ganhar vinte reais com dois passageiros”.  Diferente dos tempos áureos onde o taxista afirma que facilmente lucrava por dia em torno de oitenta reais, antes da chegada do serviço alternativo Uber, e em algumas oportunidades com um lucro ainda maior.

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Joca Assunção, houve redução de 50% dos lucros com o início das atividades do aplicativo Uber, atribuindo como causa da queda do movimento a falta de regulamentação legal em vigência e ainda alguns motoristas conduzirem passageiros aleatoriamente sem ter sido confirmados pelo aplicativo.

Diante da nova realidade enfrentada pela classe o presidente reuniu-se neste ano com representantes da secretaria de transportes da prefeitura para debater sobre a aprovação de uma nova lei que regularize o serviço de táxi no sentido de melhorá-lo à população, buscando melhorar a qualidade e fazer frente a nova concorrência dos aplicativos. “A categoria trabalha para melhorar o serviço de táxi, principalmente depois da chegada da concorrência operada por aplicativo” enfatizou.